A bilheteira como espelho

Entre os filmes portugueses estreados em sala em 2012, o mais visto foi «Balas & Bolinhos: O último capítulo», de Luís Ismael, com 256.158 espetadores e 1,29 milhões de euros de receita.

Abaixo deste ficou a transposição para cinema da série televisiva «Morangos com Acúçar», por Hugo de Sousa, com 238.200 espetadores e 1,23 milhões de euros.

Com resultados muito distantes destas duas produções, o terceiro filme português mais visto foi «O cônsul de Bordéus», de Francisco Manso e João Correa, sobre o diplomata Aristides de Sousa Mendes, com 50.919 espetadores e 254.182 euros de receita de bilheteira.

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5 thoughts on “A bilheteira como espelho”

  1. “Grosso modo”, há dois tipos de cinema feito em Portugal: os filmes “comerciais”, que são vistos por muitos espectadores e geram receitas; e os filmes de autor (“Tabu”, “É na Terra não é da Lua”, etc.) que ganham prémios em festivais internacionais. Provavelmente, ambos devem ser apoiados, mas os segundos (que os portugueses não vêem) têm cada vez menos apoios. Assim, não vamos lá…

  2. Eu queria ver no cinema o Tabu e O Gebo e a Sombra, mas não estrearam nos cinemas de Braga, bem como outros filmes de autor estrangeiros (Amour, Melancholia, etc). Já o balas e afins estrearam…Infelizmente, a distribuição e as cadeias de cinema não fazem o mínimo de serviço público. Um bom exemplo para o que aí vem.

  3. É mau sinal que tanto as massas deslavadas, como até as mais lavadas desta nossa futebolândia, continuem a distinguir com a sua preferência as mais patéticas formas de alienação opiácia. Mas é bom sinal que comecem a arrumar as falsificações históricas pelo menos no limbo da indiferença, enquanto se aguardam melhores e mais esclarecidos dias.

  4. A propósito de alienação opiácia e diplomatas beneméritos com alegados dons de prever o futuro, é de notar que até na Alemanha (ai jesus, abrenúncio, credinho e satanás, saramago e alhos, lagarto, lagarto, lagarto, toc, toc, toc) se começam a ouvir rumores de verdades escondidas. Vejam aqui:
    Sylvia Stolz contra a censura

    É claro que já foi presa (sem surpresa), mas não é a isso que me refiro: refiro-me à reacção do público. No mínimo, interessante, como diria a dra. Barroso da casa de tolerância.

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