A atracção do Mal

Jewish women from the Mizocz Ghetto in the Ukraine, which held roughly 1,700 Jews. Some are holding infants as they are forced to wait in a line before their execution by Germans and Ukrainian collaborators.

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O Miguel republicou estas psicóticas palavras do Zé Manel. É sabido, ao ponto de ter dado origem a uma brincadeira cheia de seriedade, que na tentativa de assassinar o carácter do adversário não aparece maior superlativo do que o universo nazi. Mas há uma diferença entre ver esta desgraça ética acontecer entre adolescentes, analfabrutos e senis ou entre figuras que estão no topo da pirâmide social, chegando a grande parte da população ou tendo cargos de responsabilidade na imprensa, na academia e nas empresas. Essa diferença é a mesma que encontramos entre aqueles que não se esquecem dos crimes nazis, e do que eles dizem da natureza humana, e aqueles que mal escondem o fascínio pelo lado espectacular do horror.

6 thoughts on “A atracção do Mal”

  1. pelo menos desta vez tenho que concordar contigo.

    o Zé Manel é a vergonha dos jornalistas, confundo o seu “ressabiamento” com a realidade. Será por idiotas desses que eu não vejo a TVI 24? Outro que tal é o meia leca do MM a fazer de comentador! Enfim ………….

  2. O José Manuel Fernandes é alguém que em qualquer país decente, estaria completamente desacreditado depois do episódio das ‘escutas de Belém’. Lembrem-se que o próprio Belmiro de Azevedo, numa entrevista à Visão, dada depois da saída de Fernandes do Público, não foi particularmente meigo para com o seu ex-colaborador (infelizmente não consegui encontrar o texto integral online, que é revelador). E que dizer de alguém que escreve isto: ‘Sabemos hoje que Saddam não escondia armas de destruição maciça. Pelo menos elas não foram encontradas (nem colocadas lá para “fingir” que existiam, como se escreveu em Portugal que os Estados Unidos fariam, vide texto da época de Miguel Portas). Também sabemos que se Saddam não possuía forma de fabricar armas nucleares, da mesma forma que sabemos que no Iraque existiam instalações industriais que poderiam, com fáceis adaptações, produzir armas químicas e biológicas.’ (Publico, 20/03/06). Pois, mas qualquer país com uma indústria química pode fazê-lo, e com muito mais facilidade do que o Iraque que tinha estado submetido a 12 anos de sanções… O resto do texto é ainda mais delirante, entrando pelas discussões de história contra-factual, que é um exercício teórico interessante, mas cuja utilização para justificar o que realmente aconteceu não pode merecer senão uma gargalhada. Podem lê-lo na íntegra em: http://ovilacondense2.blogspot.com/2006/03/deve-e-haver-da-invaso-do-iraque.html.

  3. Este desgraçado que dá pelo nome de JMF, é professor numa escola superior de comunicação social?! E pode??!! (como diriam os nossos amigos brasileiros)

  4. JMF é uma personagem sem um mínimo de crédito em termos de honra, ética ou honestidade.
    Alguém que publica manchetes jornalísticas que sabe serem falsas é um aldrabão destituido de qualquer sentido de decência.
    Tem a credibilidade de uma ratazana de esgoto.
    JMF mete nojo a qualquer pessoa com um mínimo de dignidade.

  5. O Sr. José Manel, para quem o viu, como eu o vi, no local do antigo Palácio da Inquisição a assistir ao lançamento do Dicionário do Judaísmo tresandando mediocridade, deveria ter mais cuidado com as metáforas. Os fins não justificam os meios. Como dizem os putos da esquina da minha rua o Zé Manel é um mete nojo com pernas.

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