6 thoughts on “Men-ti-ro-sos”

  1. Exactamente, Val. E, já agora, onde andam os jornalistas?
    E a oposição? Encobrir Jardim e a sua fraude até próximo das eleições só para que o homem seja reeleito não dá direito a pedir a demissão do governo? Ou mesmo uma acção em tribunal?
    Se virmos bem, os membros deste governo ainda não pararam de mentir desde que entraram em cena!
    Quando eram oposição a Sócrates mentiam acusando o governo de então de nada fazer para reduzir a despesa mas votando contra tudo o que fosse medidas de austeridade (incluindo a redução das verbas transferidas para a Madeira), invocando o limite para os sacrifícios ou a carga fiscal exagerada; no chumbo do PEC 4 mentiram com o maior dos descaramentos, encenando um escândalo, alegando não o conhecer, quando Passos o tinha discutido com Sócrates durante 4 horas; na campanha eleitoral mentiram quanto aos impostos e outras medidas que iriam tomar; com a dívida oculta da Madeira, mentem com quantos dentes têm perante milhões de espectadores dizendo que só tinham sabido das dívidas ocultas da Madeira na Polónia, que tinha sido uma surpresa, lamentaram a nossa imagem no exterior, etc. , mas na prática continuando a proteger Jardim, fazendo das pessoas parvas; mente o ministro GAspar quando, além de alinhar na farsa, continua a referir o desvio da responsabilidade do anterior governo, sem qualquer especificação e, diga-se, sem qualquer convencimento, procurando assim minimizar os milhares de milhões de Jardim.
    Não vejo como podemos aceitar que esta gente nos governe. Por maior que seja a crise. Que, aliás, eles próprios agravaram com o “convite” à vinda da Troika. Mais um gesto super responsável.
    Que devem ser cortadas despesas inúteis, devem. E cumprido o acordo, também. E que, para isso, alguém tem de estar a governar o país, tem. Mas este bando de trapaceiros não, por favor.

  2. Os jornalistas andam pela trela dos seus donos, mais preocupados com o pão de cada dia que com o crime ao mais alto nivel. (Porque é crime o encobrimento cúmplice do criminoso. E a lei prevê estes crimes e nós jé deveriamos ter assistido à renúncia ao cargo do Presidente Cavaco e demissão do presidente Jardim, depois deste caso “sem paralelo”, como diz o PM Passos, também ele encobridor de forma criminosa).
    Voltando aos jornalistas silenciosos, eles já viram tudo o que há para ver de mais vil na politica, durante seis longos e intermináveis anos: a mando dos donos, os mesmos jornalistas alimentaram a fogueira inquisitorial contra o PM eleito, Sócrates. De modo que a farsa que agora vos revolta o estômago (Penelope e Valupi) é uma brincadeira, comparada com auto-de-fé contra Sócrates. Aqui não foi roubo, foi assassinato. “De caracter”, para dourar a pílula da ressurreição da santa inquisição.
    Se amanhã descobrirem que o Alberto ou o presidente que se afirma o mais honesto dos nascidos da mulher urdiram esta trama toda do encobrimento e muito mais, também não me espantará se nâo for noticia.
    Não queria, mas vou fazê-lo, que o nojo me faz perder a compostura: o povo portugês e, particularmente, o da Madeira, merecem os presidentes e governantes que elegeram. Neste ponto bate tudo certinho, a bota com a perdigota (desdizendo o ditado).

  3. Falta acrescentar, extravasando de nojo, que o PCP e BE, sempre bem informados, sabiam que era esta gente e com estes comportamentos exactos, a quem estavam a oferecer o poder todo, de mão beijada, por ódio puro ao PS. Mesmo assim não hesitaram, nem por um momento. Agoram protestam contra quê?
    E como há-de Seguro protestar e , sobretudo, com que convicção, se esteve o tempo todo do lado desses mesmos contra Sócrates?
    Isto é mesmo o fim da linha? Seria, se o povo não fosse “sereno”. É a serenidade de quem conviveu muito bem com trezentos anos de inquisição e cinquenta de ditadura salazarenta. Até parece que para essa massa silenciosa de votantes continentais e madeirenses o 25 de Abril não foi mais que um pequeno e sobressaltado interregno. Para eles, e até para os mais inclitos democratas como Jaime Gama, Cavaco e Jardim são “exemplo extremo” de não sei que merda democrática…

  4. A matéria é grave, mas este é um povo que gosta, como os antigos romanos gostavam, de pão e de circo.
    O grande circo mediático dá as notícias que interessam aos tubarões para a arraia miúda se entreter, no meio disto, os golpes palacianos sucedem-se a uma velocidade estonteante, não se sabendo ao certo quem manda, quem dirige esta tropa toda.
    Presos à gamela todos se empurram uns aos outros no afã de atafulharem o bandulho antes que a mesma esvazie.
    O Zé, ordeiro, espera educadamente que toda a gente lá vá para depois se servir e… surpresa!
    O Zeca Afonso já tinha avisado co o seu “eles comem tudo e não deixam nada”.
    A vampiragem anda à solta, nós a manada bem podemos abanar o rabo e dar uns coices ou uns bramidos, pois nesta terra sem rei nem roque o jogo que se pratica é o do abafa.

  5. NA MINHA OPINIÃO VIVEMOS EM PLENO “ESTADO DE EXCEPÇÃO”. TODAS AS MENTIRAS SÃO PERMITIDAS, TODAS AS POUCAS VERGONHAS ACEITES, TODAS AS VIGARICES E TRAPACEIRAS AUTORIZADAS. NÃO SEI PORQUE É QUE NOS DEVEMOS ADMIRAR! ESQUECERAM-SE DO CASO BPN? ACASO NÃO ESTAMOS A VIVER O PROLONGAMENTO DE TUDO ISSO E O MUITO MAIS QUE AINDA SE SABERÁ? A HISTÓRIA REGISTARÁ ESTES TEMPOS, COMO DOS MAIS FUNESTOS DA NOSSA PÁTRIA.

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