Acabar com o passe social??

Se isto for verdade, não está na hora da revolução? De uma qualquer. Este governo passou-se.

Duvido muito que haja algum país no mundo onde existam transportes colectivos em que não seja possível a um cidadão qualquer, rico, pobre ou remediado, comprar um título de transporte válido por um mês, com vantagem em relação a quem compra um bilhete por viagem.

12 thoughts on “Acabar com o passe social??”

  1. Pois, moçoila, só o que não dizes, mas devias ter dito para enfeitares o ramalhete liberal e pareceres uma senhora que corta a eito para eliminar o bicho, é isto: “Nem no tempo do Salazar aconteceu uma coisa destas!” . Mas não o fazes porque receias que alguém pense que és prato de fascismo com molho reaccionário. Aliás, a pouco e pouco na Europa subdesenvolvida e superdesenvolvida, muito policiana, subliminalmente repressiva e completamente censória sem o parecer, mas “democrata” até causar fastio aos que ainda não têm o saco cheio, começa a ser óbvio que comparar democratas com a extrema direita já não surte o efeito desejado pois os ofendidos são os fascistas e nazis.

    Mas, no aspecto prático das coisas que o teu post pede encarecidamente, vamos lá a ver quem é que nesta tertúlia ganha menos de 500 e tal euros para o felicitarmos por ter escapado por um triz a esta nova lei e a manjares que envolvam corvina a dois contos cada quilo. Para ser sincero, não acredito que o meu amigo Sócrates tivesse tido umas ousadia destas, nunca!, mas como não sou vidente à posteriori deixo a porta da gaiola aberta para me raspar se for preciso.

  2. O problema não est’a tanto no facto de se restringir a atribuiçâo do passe social mas no critério para a sua atribuição: a declaração do IRS e não dos bens patrimoniais, como fez o governo PS para atribuiçâo do subsidio para idosos. Para mim o problema começa aqui. Eu sou reformado e idoso (+de 65 anos) e tenho direito a desconto na compra de bilhete de autocarro e comboio. Errado! Tenho pensão de reforma e bens patrimoniais que não justificam esta benesse. Estes senhores do PSD e CDS poderiam corrigir o que vem mal de trás. Mas parece que vão no sentido de muito maiores injustiças. Flagrantes. Gritantes.
    Quem os elegeu que os ature. Bem sei que foram enganados, mas é ser já um pouco burro pensar que os ricos portugueses sempre foram generosos…(alguns são) e entâo a mistura de ricos mais igreja católica dá caridade pela certa! É o que está a vir por aí. Até explodir tudo outra vez.

  3. A judiciosa medida visa:
    1) trazer mais automóveis particulares para as ruas, para que pelo tamanho das bichas pareça que há um boom económico;
    2) suprimir metade das linhas de autocarro, que a breve prazo deixarão de ter passageiros;
    3) permitir a privatização das faixas BUS nas ruas das cidades, que serão reconvertidas em vias rápidas para automóveis de cilindrada superior a 2500 cc;
    4) obrigar os utentes da Transtejo a aprender a nadar;
    5) correr com os utentes do Metro e vender o espaço para discotecas, pistas de skate, caves para vinhos, bordéis e casinos clandestinos;
    6) reservar os eléctricos e os elevadores da Bica e da Glória para o turismo de qualidade;
    7) dificultar o acesso de manifestantes das classes médias ao centro das cidades (toda a gente sabe que os pobres não se manifestam);
    8) reforçar a família e promover os bons costumes, obrigando os portugueses a ficar mais em casa.

  4. É a “revolução tranquila” anunciada pelo Relvas.
    Eu diria RELVOLUÇÃO, mas não tenho a certeza que será tranquila.

  5. Kalimatanos: Estás confuso? É que não sei. Além de que atiras os foguetes e apanhas as canas.

    Júlio: Excelente. É isso mesmo.

    Mário: Assim é. Um passe, no entanto, é um incentivo ao uso dos transportes públicos. É mais do que importante que todos possam adquirir um, pelas mais diversas razões, nomeadamente, para quem tem mais posses, a redução da poluição nas cidades e do consumo de combustíveis.

  6. Passe (anti)Social

    É, no mínimo, estranho que o propósito seja torná-lo anti-social. Até farão com que a pobreza se solidarize e revele num contexto social. Tal medida, e demais, tem que ter um alcance mais cirúrgico.

    A franja, que o mesmo atingirá, é a que se vai sentir incapaz (por, em parte, já estar incapacitada) de aceder a um apelo de revolta/manifestação. A fome é tanta que já nem lhes apetece dar um passo, quanto mais comprar um passe – antevejo um cenário de resistência baseado na desistência.

    Mais indícios de manobras nos bastidores dos decisores políticos e económicos, impossível – o que me faz, momentaneamente, pensar que estou a ser estúpido ao colaborar com artigos deste género – como se estivesse apenas a cumprir com um desejo mórbido que conheço desconhecer. Trocando por miúdos: se não desejam uma convulsão social, não sei o que pretendem com todas estas (des)medidas. Depois da primavera árabe, o mais certo é vir por aí um inverno latino-caucasiano.

    No fundo, o que aparenta não ter nada a ver tem tudo que ver (nem que seja por dever).

  7. Penélope, minha querida,

    Se não sabes se estou confuso, faz como eu, deita os foguetes e apanha as canas. Não há nada como aulas práticas para se aprender um negócio ao mesmo tempo que se recicla protegendo o ambiente. Já agora diz-me quando ganhas e qual o preço dum passe mensal para o Barreiro ou Amadora. Curioso, este gato.

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