Vinte Linhas 785

Os «Morangos com veneno» ou não ponha insecticida na salada!

Tenho acompanhado nos jornais a lamentação que por aí vai a propósito do fim anunciado dos chamados «morangos com açúcar» a que eu chamo (e sempre chamei) «morangos com veneno.» Para mim ainda bem que vai acabar essa treta. Explico porquê.

Chamo «morangos com veneno» a uma gentinha que vê na televisão um miúdo com uma prancha de surf na mão esquerda e um copo de água tónica na mão direita. E pensa que a vida real é isso. Uma gentinha que dá um beijo ao fim de dois minutos de ter sido apresentada a outra gentinha no bar de uma praia. E pensa que a realidade é isso, esse beijo dado dois minutos depois da apresentação, sem esquecer a prancha de surf e o copo de água tónica. E pensa que a realidade real é isso, essa mistura de aventura e de imponderabilidade num lugar onde ninguém é responsável por nada mas onde tudo pode acontecer. Nunca se vê ninguém fazer um pagamento com uma nota de dez ou de vinte euros, ninguém recebe o troco. A felicidade pode acontecer sem motivos, sem encontro, sem esforço, sem generosidade, apenas por acaso, apenas porque o filme é assim.

Uma geração que empurra os professores porque não percebe que o telemóvel deve estar desligado durante uma aula, é uma geração que nunca ouvirá o grito das meninas do Jô Soares (Não ponha o insecticida na salada) porque simplesmente eles não ouvem nada. A não ser os seus telemóveis. Além de tudo o mais, eles continuam a pensar que os morangos que a televisão lhes serve todos os dias são acompanhados com açúcar mas na verdade são morangos com veneno. Tudo aquilo é venenoso. O Jô Soares descobre que a TV é uma mentira mas os meninos já não vão a tempo de descobrir que aquilo é veneno. Nem a aspirina lhe vale.

4 thoughts on “Vinte Linhas 785”

  1. tu deves ser mais morangos com gibbs por causa da diabetes ò já te curaste com os almoços que mamaste à associação. o problema não está nos putos, mas na educação que herdaram dos pais, portantes vê-te ao espelho, conserta a piruca e vai armar em modelo de virtudes para onde não te conheçam. e já agora vai-te foder mais o jô soares, que é um gajo que tem tanta piada e escrúpulos como tu.

  2. Deixa lá ignatz. O tipo está tão caquético que nem se lembra daquelas tretas que todos engolimos na juventude.

    Se calhar era boa ideia mandá-lo à wikipédia ver como eram os anos sessenta e as barretaças que se enfiavam; desde filmes a programas de TV e revistas da tanga.

  3. É claro que aquilo não é assim, nunca foi nem nunca será. Como não são as telenovelas brasileiras, como não são os filmes americanos.
    A vida ão se passa daquela maneira. Quando se telefona há sempre alguém do outro lado à nossa espera e falamos sempre com a pessoa que queríamos falar. Quando vamos a casa de alguém está sempre gente em casa, a porta normalmente está fechada só no trico. temos sempre lugar para estacionar. Os bons ganham sempre aos maus. Enfim, tretas. Mas tretas, regra geral, também é o que muito escritor nos conta, especialmente escritores de m eia tijela.
    Percebes, ó Xico! Deixa lá os morangos. Só come quem quer!

  4. Ó XICO pá , Cala-te! Querias era estar lá, a beijucar aquela gajada toda, fogo, se aparecesse por lá, era a debandada tutal, tu não dbas um beijo ao fim de dosi minutos, pá, tu querias era logo apalapar o abono de família da supeira, mas esperabas a ber se cunbencias alguém, fogo debes ter lebado tempo para arranjares alguém com dois nomes. granda cromo. Cala-te já.

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