Vinte Linhas 739

FAP – não eram só os doentes, os enfermeiros também não sabiam

A propósito de «Trabalhos e paixões de Fernando Assis Pacheco» de Nuno Costa Santos o poeta Rui Almeida garantiu uma coisa: «este autor, seu vizinho nas páginas da Revista Ler, vai aceitar a chamada de atenção às gralhas». Vamos ao caso. Na página 17 refere-se o ano de 1942 como da entrada da irmã para o Liceu mas se ela nasceu em 1938 tinha apenas 4 anos e não podia ir para o Liceu. Na página 20 diz-se que FAP em Janeiro de 1954 entrou para os infantis mas a um mês de fazer 17 anos o escalão correcto é juniores. Na página 78 surge duas vezes a palavra «imenso»: gostava imenso e ajudava imenso. Na página 94 refere-se Herberto Helder como conhecimento da tropa em Santarém mas já na página 96 diz-se que foi em casa do médico Manuel Louzã que FAP conheceu Herberto Helder. Sendo HH muito mais velho que FAP não podiam fazer a tropa juntos. Aliás HH estava ao tempo em Santarém ao serviço das Bibliotecas da Gulbenkian. Na página 98 surge a palavra «Carioco» quando é bem Caricoco. Na página 100 faltam as aspas depois de «não acerto com o Zeitgeist. Na página 108 refere-se o jornal República (saíram em 1972) quando se sabe que foi em 1971 – altura em que Raul Rego substituiu Carvalhão Duarte. Na página 173 aparecem «morreu» e «faleceu» de seguida, uma repetição. Na página 194 surgem as palavras «familiares, familiar, família» na mesma frase. Por fim na página 209 na lista dos livros publicados deveria estar a colectânea Retratos falados de 2001 – um conjunto de entrevistas. Uma última nota. A primeira vez que falei com FAP emocionou-me o facto de ter na sua carteira um poema meu publicado no Diário Popular em Agosto de 1978. A última vez que falei com FAP no palácio Galveias na emoção percebi que no Hospital ninguém o conhecia – nem doentes nem enfermeiros. Era apenas o sô Fernando.

8 thoughts on “Vinte Linhas 739”

  1. Deves ser daqueles totós que lêem livros de lápis em punho para catar os erros. Mas tu fartas-te de os cometer aqui, gand’abécula.

  2. como as gralhas podem ser motivo de falatório. se uma gralha incomoda muita gente, montes de gralhas incomodam muito mais. a mim, esse tipo de gralhas incomoda-me zero. :-)

  3. pág. 17 – a irmã do outro não pôde ir para o liceu com 4 anos mas o teu neto de 3 anos já pode ouvir o einaudi, deve ser para compensar o citroein do avó e o complexo de poeta motorista, de taxi of course

    pág. 20 – inscreveu-se em janeiro e começou a ir aos treinos em fevereiro, o que nos vale é o pintelhópoeta para denúnciar estas ilegalidades federativas.

    pág. 78 – tamém acho que imenço ficava melhor, mas se substituires por bué de … dá um ar mais prá-frentex, tás a domar a cena? meu.

    pág. 94/96 – não há contradição, trata-se de um conhecimento de tropa fandanga, tá tudo ligado como diria o barão de mayonnaise. só na tua ervilha pensante é que os tropas são todos da mesma idade.

    pág. 98 – cá pra mim era o zé carioca e tu não bates bem do côco.

    pág. 100 – pois, abres aspas e raspas-te sem as fechar, síndrome de educação parolo-benediteira.

    pág. 108 – ainda bem que esclareces, andava preocupado com essa data e a conta dos anti-depressivos insuportável.

    pág. 173 e 194 – repetições… ahh pois

    pág. 209 – se calhar tamém falta uma fotografia tua

    tanta merda para dizeres que o pacheco andavas com poemas teus no bolso antes de te conhecer. deveria ser para limpar o cú quando não havia renova, só pode.

  4. Olinda há coisas óbvias. O Herberto Helder nasceu em 1930 logo nunca poderia ter feito a tropa com o FAP nascido em 1937.

  5. terá sido um acto falhado e, posteriormente consciente, consentido. ou mera criatividade literária misturada com realidade. que interessa, isso, Zézinho? :-)

  6. Penso que é uma homenagem ao Assis que era um infatigável caçador de gralhas, pelo menos é assim que eu vejo estas notas a que se podem juntar as outras três na nota de leitura já aqui publicada há dias.

  7. as origens da fap remontam a 1912 , mas só em 27 de junho de 1952 foi promulgada a lei nº 2055 que criou a força aérea portuguesa, portantes o helberto helder pode ter feito a tropa na fap, apesar da data 1937 não corresponder à verdade histórica e legal da fundação sa instituição.

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