Vinte Linhas 701

José Travassos e a previsão da derrota do Brasil em 1950

Corria o ano de 1949 quando José Travassos, então com 23 anos de idade, foi entrevistado por um jornalista brasileiro. O Jornal Sporting na sua edição de 10-9-1949 transcreve (com a devida vénia) o conteúdo de uma matéria do jornal O Esporte de São Paulo – Brasil. Escreve o redactor brasileiro: «Entrevistei Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis, falei também com muitos torcedores, jornalistas e jogadores e a resposta de todos à pergunta sobre o melhor jogador português da actualidade foi: – Travassos.

Ontem fui ai treino do Sporting lá no campo do Limiar. Entre os valores do esquadrão verde e branco, estava Travassos. A primeira pergunta era:

– Qual será o campeão de 1950? – Inglaterra, respondeu Travassos.

– Sua opinião do futebol brasileiro? – Não sei, disse ele. Somente vi jogar aqui o Vasco e parece-me pouco».

E o redactor conclui: «E assim acabou-se a história. O maior jogador de Portugal não acredita no sucesso dos Brasileiros. Para ele a Inglaterra será a vencedora do próximo Campeonato Mundial de Futebol».

Claro que Travassos não adivinhou o nome da selecção vencedora desse Mundial (Uruguai) mas pelo menos acertou na derrota do Brasil. É uma curiosidade. Tal como fica aos leitores a ficha desta equipa que venceu o campeonato nacional de 1957/1958. Da esquerda para a direita em pé: Enrique Fernandez, Valente, Pacheco, David Júlio, Osvaldinho, Carlos Gomes e Galaz. Da esquerda para a direita de joelhos: Hugo, Vasques, Vadinho, Travassos e Martins.

9 thoughts on “Vinte Linhas 701”

  1. “Ontem fui ai treino do Sporting lá no campo do Limiar.”

    deve ter sido prós lados de ponte de lima ou mais provavelmente no limiar da indigência mental.

  2. Ó palhaço vai morrer longe! Travassos escreve-se com caixa alta – tu és muito baixo, és um inferior, um bandido.

  3. Gostei de ler a evocação que faz do Travassos, um extraordinário interior-direito, como então era designada a posição onde ele jogava, que foi o primeiro português a fazer parte de uma selecção da Europa. E, na altura, os jogos da “selecção da Europa” não eram tão frequentes como isso.

    E também gostei de rever o Carlos Gomes, o melhor guarda-redes português desde que comecei a ver futebol (já não sou do tempo do Azevedo).

  4. Oh Senhor, vi jogar todas essas estrelas no velhinho José de Alvalade sentado ao lado do meu saudoso pai, um sportinguista dos sete costados. Vi ali jogos que ficaram na história do Sporting. Um deles com um sururu monstro em que entrou o defesa Ângelo do Benfica. O meu Belenenses que me perdoe esta invocação dos “lagartos”.

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