Vinte Linhas 640

Um forno de pão de Santa Catarina ao lado do Casino Estoril

Há muitos, mesmo muitos anos, que eu não visitava a Feira de Artesanato do Estoril, ali mesmo ao lado do Casino. Entre a gastronomia, o artesanato e a animação musical, tenho boas memórias daquele espaço mas, se os miúdos eram pequenos e hoje a mais nova já tem 26 anos, percebe-se que passou muito tempo desde a última visita. Outra coisa que mudou – havia sempre lugar para o automóvel e agora é um pesadelo.

Mas hoje (dia 9 de Julho de 2011) foi mesmo especial. Ao dar uma volta pelo certame que comecei pelo lado esquerdo de quem entra, dei de caras com uma curiosa inscrição «Padaria – Forno de pão» num dos stands e os empregados envergando umas T Shirts com o nome da minha terra – «Pão de Santa Catarina».

Mais do que uma curiosidade (descobrir um bocado da minha terra natal junto ao Casino Estoril) tratou-se de uma emoção: o rapaz que está à frente do projecto (produz pão, bolos, sopas, filhoses, pão com chouriço) é filho de um padeiro que tocou na Filarmónica Catarinense ao lado do meu avô José Almeida Penas. Lembro-me bem de a mãe do João (ao tempo ele com 12 anos) ter ido a casa da minha avó para autorizar o seu filhote mais pequeno a tocar na Filarmónica Catarinense desde que o meu avô tomasse conta dele nas deslocações às terras vizinhas. Ele era pequenino e o meu avô foi a sua âncora naqueles Verões com festas todas as semanas pelos arredores da nossa terra. Trouxe da Feira de Artesanato do Estoril duas filhoses e três bolos secos mas o mais importante foi descobrir um forno e uma padaria que vende pão da minha terra ali ao lado da catedral do jogo – o Casino Estoril.

9 thoughts on “Vinte Linhas 640”

  1. É mesmo isso Sinhã. A alma. Fui ver aos registos do certame e vejo o seguinte: Padaria Penas Paulo – Rua do Vale d ´Água nº 17 – Santa Catarina – 2500 Caldas da Rainha. Ora o nome do meu avô é José Almeida Penas o que me leva a pensar que ainda somos primos.

  2. Uma broa enorme, Sinhã, de parentesco !
    Com o cheiro bom do centeio da minha Aldeia que o forno do povo cozia aos Sábados, durante dia inteiro, para a semana toda.
    Jnascimento

  3. Caso para dizer:

    Cheio de penas me deito
    Com Mais penas me levanto

    Só não percebo por que raio é importante um negócio da tua terra estar ao lado de um casino. E se fosse um hospital, um prédio de habitação ou uma fábrica de sapatos, já não era importante?

  4. O Asdrúbal tem razão. O modo como terminas o texto dá ideia de que o importante é ter sido ao lado do Casino Estoril e não o simples facto de teres encontrado aquelas pessoas.

  5. Meu Caro Branco – não respondo mas é óbvio que todas as leituras tantos os leitores. Ainda bem que assim é. A vida não pára.

  6. vejam bem, a «catedral do jogo», mas que catedral, pá, misturas catedral com jogo pá, tás a ver a razão pela qual suscitas tanto comentário, ó gabarola, que nos interessa que o teu avô se chame Penas, pá? tu só falas de ti, e de ti e de ti, ó marmanjo, és um materialista e ainda por cima falas de alma! como podes tu atraír o leitor, se tu és tão, tão, vazio, aí por dentro pá?
    ouve lá, ainda se fosses um rei, nem que fosse da sucata, a gente pá, até que se interessava pelos teus bequegraundes, mas açim, ó caramelo, fica-te por aí, que sanão ainda vais a falar que tinhas muitas prupiedades, palhotas e o caraças, e ás tantas ainda dizes que todas tinham vista pró rio dos cagalhotos, pá, já que falas de cagalhões e de bandidos e avòs tortos, tu deves ter um estórico familiare, pá, meio arraçado com a poveira e o servo, cum catano, fogo, já não vinha aqui há tempo e aparece-me logo esta gaita, pá.

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