Vinte Linhas 636

Improviso na Matriz de Mação (a António Colaço)

No inesperado do tempo moderno chega uma notícia de música antiga, séculos de memória no desenho do seu som cheio, forte e envolvente.

O trabalho do organista é feito de impulsos, força e tenacidade mas resulta de invisíveis lágrimas, longos pesadelos e muito sangue pisado.

Seja na Matriz de Mação, seja na Sé de Évora, seja na Basílica dos Mártires ou na Catedral de São Paulo em Londres, seja lá onde for que defronte o seu desafio de melodias a nascer, o organista defronta uma memória de sons acumulada em mais de quarenta anos de prática. Entre as teclas, os botões e os pedais, muitas vezes lidando com peças originais com centenas de anos de idade, o organista é um navegador forçado a tomar decisões em pequenas fracções de tempo

O organista é o discreto pastor do som, esse rebanho disperso pelo horizonte sem fim do campo e da serra onde nem as pedras nem o cão podem ajudar. Apenas os dedos, ágeis, firmes e certeiros, transmitem às teclas brancas e negras uma gramática de sons que levanta a melodia do rés da terra para o azul do céu.

Tal como na oração (ou no poema) há neste gesto um ligar de novo, uma liturgia secreta que ninguém desvenda mas que todos podem ouvir. E, ouvindo, o tempo fica diferente com inesperadas e novas coordenadas, com felizes e longos encontros.

Esta é uma música antiga e moderna (ao mesmo tempo) que não agride, não distrai, não cansa porque, pelo contrário, a sua melodia afirmativa, solene e determinada, traz aos ouvidos de quem recebe o seu usufruto um intervalo de paz, de alegria e de júbilo.

8 thoughts on “Vinte Linhas 636”

  1. patético, tanta asneira em tão poucas linhas, onanistas de dedos ageis a bater no orgão e a pastoriarem gramáticas de sons que entram em órbita. último parágrafo é simplesmente hilariante. gostei do teu roteiro musical, mação, évora, mártires e londres, faz inveja a qualquer pedante. oh pá! os teus concertos não têm conserto, vai arrotar postas de pescada lá prós fransciscanos da tua ruralidade beneditina e de caminho compra um clíster aos monges de alcobaça, sempre dá para enxaguares as ideias, porque a limpeza vai ser muito difícil.

  2. eheheheheh, ó pá, que me borro sem parar. logo me pronuncio, fogo, esqueceste-te da basílica da estrela e de fátima, pá, olha que tamém é fino ir lá, cum carassas, agora falas em usufruto, catano, ó caramelo, ainda debitas aqui o regime do arrendamento urbano, o novo, pá, fostes á catedral de londres quando, pá, em que escurção é que fostes pá? e porra, misturas tudo no mesmo sacu, o organista, ó pá, o artista é um artista, todos são diferentes, pá, cada um tem uma alma difrente, não podes ver um organista e concluíres que cunheces todos pá!! atão, meu,falas de oração, pá, tu nem o padre nosso sabes, pá, vai ao padre, ao vigário de quem falastes á pouco pá, e confeça os teus pecados pá, tens de viver mil vidas para te currigires pá, olha queres saber os pecados que tens publicado, queres ó bandalho eu digo-te: ira, vaidade, soberba, inveja. tamém deves cumeter o da gula, porque cagas cagalhões escuros e comes á borliu, cada naco de xórissa e de murcela, que sa facha vor, ainda gustava de touvir afalar londrino e amsterdino, deixa cá ver, au are iu e sanqueo. depois poes-lhwe o risinho, qué a melodia organista de que não sepika a porra da lingua da queite midletone ou da pipa cliente da zara.o organista é o som iteselfe, pá, não é o pastor pá, que sabes tu de som, só se for o rimbonbar da consequência duma grande graozada, não me irrites pá, poe algemas neças mão, porra como é qué possível este gajo apresentar redações do 9ºo ano, pá.

  3. ELOGIO AO ORGANISTA
    Gostei deste poético elogio ao organista e, com licença do seu autor, vou dedicá-lo também ao organista titular do Mosteiro de Arouca, Nicolas Roger, que no próximo sábado, 9 de julho, irá dar um concerto de órgão de tubos, no cadeiral do Mosteiro, interpretando “entre as teclas, os botões e os pedais,…. peças originais com centenas de anos de idade” que vão do sec.XVI ao sec-XVIII. Mais pormenores do concerto aqui:
    http://mirante.aroucaonline.com/2011/07/04/concerto-de-orgao-no-mosteiro-de-arouca/

  4. « intervalo de paz, de alegria e de júbilo»

    ó pazinho, atão, não sabes que júblio e alegria é a mesma cousa, pázinho, hein, redundas pá, tás aredundar, pá, conho.

    «O organista é o discreto pastor do som, esse rebanho disperso pelo horizonte sem fim do campo e da serra onde nem as pedras nem o cão podem ajudar.»
    ó pazinho, o som nunca é um rebanho,o som é a alma do organista puxada pra fora, pá, não tem nada que ver nem com serra nem com cães, pá, o som do cão é de «ão« «aão», fogo, não me mistures latidos e ladrares com aquilo qu etentas descrever como algo discreto, que comparas á orassão, pá, á liturgia sacreta, pá, com paz, com solenidade, ó cagamelo, os cães ladram e mijam em qualquer pedaço, fogo, pra não dizer cagar, e aquela merda cheira mal, cumó carassas, pá, até se rebolam na merda, mas tu vés a merda que escreves, pá!?
    «o organista é um navegador forçado a tomar decisões em pequenas fracções de tempo»
    ouve lá, pá, atão agora já descreves o gajo como navegador, pá, que tem de tomar decisões, ó pá, o artista não toma decisões, caramelo, o artista pá, deixa-se embalare pá, pla emoção, segue a alma, ouve alma, meu garanda macacu, o condutor é que toma decisões, pra não afussinhare no carro da frente, pá, granda sarnoso, pá

    «O trabalho do organista é feito de impulsos, força e tenacidade mas resulta de invisíveis lágrimas, longos pesadelos e muito sangue pisado»

    ó pá, meu, pra quê a adverçativa, caramelo, mas que porra é essa que queres trasnmitir pá, o teu texto é um mistu pá de sem sentido, pá, até admitu cu gajo transporte cá pra fora, meu calimero, a merda da dificuldade interior pá, o eu de quante pá, tás a ver a porra, pá, mas por favor, no sumatório o que resulta pá, hein, pá? um xumbo nessa redassão, pá, maior ca abstenssão na porra deste país pá, tu mreces bem o clister do outro pá, e melhor pá, toma-o pela boca pa, lava-te todo, mas lava-te mesmo pá, poe o detergenet da hoover, fogo, purque só me escreves babuseiras, ena pá, deve ter sido lindo deve, tu a engatares a gaja do monte, a que faz da cuzinha uma siencia, a da verruga na cara, deves ser meloso comó catano, e depois devias amuare e iscrever palavrinas soltas no guardanapo do restôran, «os teus olhos lembram-me esquina do elevador da Glória», ou atão, «a suavidade do teu cabelo, locatário das raízes e veios capilares, brilha como uma lua em noite de inverno», ó pazinho, pá, garnda treta,iôu, já me fartei de tensinar pá, vai ouvir o toni carreira, queu vou é beber um delicioso cupázio de briole pa, e depois dar o arroto da prache, que te dedico. bandalho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.