Vinte Linhas 616

«É maluca e dá dentadas» ou a falsa excitação da citação de Sophia

Aqui há tempos, quando foi publicada no «aspirinab» a crónica «Vinte Linhas 500», houve um animal tresmalhado que apareceu a gritar: «Agora que chegaste ao 500, vai-te embora». Claro que não fui. Ele, o animal tresmalhado, já desapareceu de circulação e eu continuo por aqui. Basta ver que já vamos na crónica nº 616 e do tresmalhado nunca mais houve notícia.

Agora, no passado mês de Abril, uma maluca apareceu com uma citação de um poema de Sophia de Mello Breynner Andresen como se fosse um comentário a um poema meu. Só que o efeito acabou por ser contrário ao pretendido, uma espécie de boomerang. A maluca tentou criar um pequeno teatro mas o seu teatro caiu de cangalhas.

Ao pretender «insultar-me» mostrando um poema de Sophia, a paspalhona não percebeu que havendo dois livros meus no catálogo do Círculo de Poesia da Moraes Editores, o pretendido «insulto» voltou-se contra a sua autora. Entre tantos argumentos possíveis esse (Sophia no Círculo de Poesia) era o único que não tinha cabimento no caso. O crivo de qualidade, o conselho de leitura, o nível de exigência é o mesmo e, assim sendo, o ridículo pretendido voltou-se contra a sua organizadora. Tentou encenar um insulto e ficou ela insultada, a grande burra.

A poesia é outra coisa; não aceita concursos de salto em altura. Falhaste a pontaria, ó maluca! O parvalhão do comentário à crónica «Vinte Linhas 500» está à altura da parvalhona do falso insulto com a citação de Sophia. No meu tempo de miúdo dizia-se «É maluca e dá dentadas» e afinal, nesse campo, pouca coisa mudou.

17 thoughts on “Vinte Linhas 616”

  1. Ó João Pedro o silêncio (este) não me aquece nem arrefece. O outro sim – como sabes em literatura o silêncio à volta de um livro é uma agressão. E não é fel…por acaso fui ver o «Vinte Linhas 500» e lá estava o equivocado a ordenar a minha saída.

  2. não te chegava insultares os comentadores nas caixas de comentários, fizeste um poste a insultar quem te lê, para a coisa ficar completa bota outdoors & spot na rádio, pode ser que fiquem a saber que existes. mas quem és tu para julgar os outros, manipular comentários e tirar conclusões absurdas. porra que a demência já é mais que muita e só te aturarm aqui pelo gozo que dás, não há poste em que leves umas bolas de trapo na tromba.

  3. Não desapareci de circulação. Apenas não necessito de vir comentar para existir ou sequer para viver. Para existir e para viver também não preciso de escrever para um jornal diário como convidado e faço-o pelo menos duas vezes por semana. Já pensei em criar um blog mas não tenho paciência.
    Venho aqui ler regularmente mas já nem sou capaz de escrever nada pois fico tolhido pelo riso. Se o caríssimo José do Carmo Francisco precisa deste espaço para existir e viver, força, continue.

  4. Já agora, ouso perguntar: se tem assim tanto orgulho na colecção e na editora que o editou por que razão rasura as respectivas referências nas fotografias que publica aqui?

  5. Eu estou a olhar para as imagens e não vejo lá o nome da editora nem da colecção. As capas foram cortadas. Vejo a vinheta de Escada e os títulos.

  6. maluca e que dá dentadas sou eu, Zézinho. chama-lhe, por favor, outra coisa.:-)

    (e quando aparecerem os tresmalhados dá-lhes com mel – o fel excita-os) :-)

    ó virgolino, afinal a frustração serve-se fria? :-)

  7. Oh anonimo! Eu “expilico”, no seguimento do comentário de João Pedro Costa penso que o ruído agressivo e figadal deste post de JCF é constrangedor e não gera “huma” troca de ideias elevada. O hábito de JCF destratar todos aqueles que o criticam já me aborrece e produz uma resposta por parte destes últimos que embora não me sendo simpática, por vezes é merecida por parte do “poeta”. Muito raramente venho á caixa de comentários de JCF…não vale a pena.
    Há uns tempos a esta parte o meu amigo Alfredo Carpinteiro terçou armas ou quadras de pé quebrado pelo JCF, mas a sua agressivade faz com que a vossa seja inteiramente merecida.
    Tás a topar oh anonimo, ou queres expilicador á hora…safa. Sobre a poesia do dito não me pronuncio, ela fala por si.

  8. É pá isso é um assunto de definição de placa gráfica, eu não sou técnico da área. Coloquei os livros na Lexmark e pronto. É preciso ser muito novo (?) ou distraído (?) para não saber que aquelas são as capas da colecção Círculo de Poesia da Moraes Editores.

  9. oh afonso! óbrigadinho pela expilicação, um pouco tímida até, mas vivia no sonho de não seres mais um admirador desta madalena iglésias. o importante não é ambiguidade da rosa, mas umbiguidade do pintelho.

  10. Realmente, uma tristeza este post, pelas palavras agressivas e confrangedoras de quem não tem o mínimo respeito pelos outros. Não é a primeira vez, aliás, que jcfrancisco trata o seu semelhante por «pobre» ou por «lixo». Não conheço outro comportamento igual. Por duas razões: porque o próprio se assume como uma figura de remome intelectual e porque se trata de ser o colaborador de um blog como o aspirina b. Sendo assim, bom seria que algo mudasse. O comportamento de jcfrancisco deve ser difícil. Para já, porque não vai conseguir mudar a sua «poesia». Só aceitável se o seu autor se assumisse como um autor popular, uma daquelas pessoas que escrevem versos chamados repentistas (e até os há bons). Depois, porque há toda a prosápia pessoal de que faz, constantemente, alarde, além de se mostrar, inequivocamtente, dono e senhor do lugar que ocupa como colaborador deste blog. Quero, posso e mando, daqui ninguém me tira, estou (ainda) aqui e vou continuar. Ostensivamente, ou desafiadoramente, é isto, também, que pode ler-se neste seu post. Não há dúvida: tem os comentários que merece.

  11. Sim, mas talvez «desleixado» seja mais certo. É isso que me parecem os «poemas» do jcF. Só uma pessoa completamente desleixada deixa andar a carruagem ao sabor da maré, para escrever o que lhe vem à cabeça, sem o mínimo de cuidado, sabendo que escreve para que outros (nós?) o leiam. Quanto ao Aleixo, é um poeta na acepção da palavra: nem popular, nem repentista.

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