Vinte Linhas 552

Rouslam Botiev no Palácio da Independência até 30 de Novembro

O cavaleiro da Mongólia voltou. Nasceu em 5-5-1963, estudou filologia, escultura e pintura em Rostov e S. Petersburg mas vive em Portugal desde 2002. Habituei-me a vê-lo aos domingos de manhã com os seus pequenos desenhos em aguarela debaixo da sombra do elevador de Santa Justa. Mais tarde passou para a basílica dos Mártires. Quando chovia tapava os trabalhos com sacos de plástico. Aprendi a vê-lo e a respeitá-lo. Não por acaso a nossa saudação passou a ser «Bom dia Portugal!», título de um dos seus quadros quando olhava Lisboa do comboio da ponte.

Hoje é com alguma emoção que percorro o espaço povoado pelas suas 21 aguarelas no Palácio da Independência, ali ao Rossio. Abre a exposição com quatro figuras de religiosos: dois monges (Beneditino e de Cister) e dois frades (Dominicano e Franciscano). Segue-se uma viagem de Norte a Sul pela paisagem religiosa portuguesa: Tibães, Felgueiras, Coimbra, Tomar, Fátima, Alcobaça, Batalha, Mafra, Lisboa, Évora. O mesmo é dizer um outro olhar sobre monumentos e casas consagradas que, de tanto por elas passarmos, quase cristalizaram numa imagem desbotada. Rouslam Botiev dá-lhe nova luz, novos aspectos, reais embora inesperados. Seja a Cartuxa de Évora ou seja o convento de Mafra, sejam as ruínas do Carmo ou seja a Igreja de Santa Cruz em Coimbra. Seja ainda o Convento de Cristo ou o Mosteiro de Alcobaça. Mesmo as paisagens mais familiares como, por exemplo, o Colégio do Espírito Santo, actual Universidade de Évora, surgem sempre numa perspectiva inovadora e diferente. Fica a sugestão de convite (não percam!) e uma saudação ao pintor («Bom dia Portugal!).

3 thoughts on “Vinte Linhas 552”

  1. Quantos quadritos já ganhaste tu à pala de divulgares, desde há muito, o pintor Rouslam Botiev? Em quantos posts já vais? Vê lá, não caias do escadote…

  2. Grande burro, não vês que divulgo as exposições mais diversas? Não vês ou não queres ver? DEixa-te de provocações parvas e de perguntas miseráveis. Ainda há poucos dias foi um pintor da América do Sul.

  3. E esse pintor «que foi há poucos dias» da América do Sul, também te ofereceu uma obrazita? Vê lá se começas a escrever português que se entenda, pá! Mas não respondeste à pergunta… Um destes dias pergunto ao Botiev.

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