Vinte Linhas 541

Rui Pinheiro também merece uma notícia

Nada contra Joana Carneiro que ocupou a semana passada largo espaço de entrevistas a propósito do cargo de maestrina na Universidade de Berkeley mas os jornalistas do nosso país parecem não saber nada de Rui Pinheiro, o jovem young conductor in association da Bournemouth Symphony Orchestra sedeada em Poole, na Inglaterra. Fundada em 1893, a BSO é de momento dirigida (principal conductor) por Kiril Karabits e dá uma média de 150 concertos por ano, actuando regularmente na BBC e no Royal Albert Hall. Já foi dirigida por monstros sagrados da música como Edward Elgar e Gustav Holst além de Stravinsky, Rachmaninov e William Walton. Recentemente actuou nos EUA, na República Checa e na Áustria.

O nosso compatriota é director artístico e maestro titular do Ensemble Serse – uma companhia londrina de ópera barroca. Fundou na mesma cidade o Ensemble Disquiet, projecto dedicado à divulgação da música contemporânea portuguesa. Foi maestro da Orquestra do Conservatório Nacional entre 2005 e 2008, tendo dirigido a Filarmonia das Beiras e a ONP – Orquestra Nacional do Porto. Como maestro-assistente trabalhou com Sir Roger Norrington, Esa-Pekka Salonen, Vladimir Jurowki, Martin André, John Wilson, Peter Stark e Robin O’Neill. Trabalhou com os compositores contemporâneos Keneth Hesketh, Alison Kay e Augusto Read Thomas. Concluiu o mestrado em Direcção de Orquestra no Royal College of Music de Londres trabalhando com os maestros Jorma Panula e Colin Metters. Fez estudos musicais e teve actuações em diversos países da Europa além da Inglaterra – Roménia, Áustria e Hungria.

One thought on “Vinte Linhas 541”

  1. Faltou dizer uma coisa – a orquestra de Berkeley (USA) é uma formação de estudantes enquanto a BSO é totalmente profissional. Também aí a diferença.

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