Vinte Linhas 524

TURISMO – A antiguidade e a relativa importância das coisas

Este mapa do concelho de Caldas da Rainha tem uma particularidade: ainda está em distribuição. Há um simpático espaço da Associação de Artesãos no antigo posto da Polícia de Viação e Trânsito à saída das Caldas para Lisboa pela estrada velha (Sancheira, Cercal, Alenquer) onde outro dia me ofereceram um exemplar.

A curiosidade está na comparação que fiz de imediato com o conteúdo de um CD (ou DVD?) editado pela Câmara Municipal sob o mesmo tema: locais a visitar fora da cidade. O copy wright do CD (ou DVD?) é de 2007 e presume-se que o outro documento é anterior. Pois nos locais a visitar fora da cidade só aparece a Ermida de São Jacinto no Coto e as igrejas Paroquial e da Misericórdia de Alvorninha. Digo só aparece porque no anterior documento do Turismo caldense surgem as Dunas e as Ruínas da Alfândega de Salir do Porto, o moinho de madeira do Zambujal, o Paúl de Tornada, a igreja e o cemitério dos ingleses na Serra do Bouro, Almofala (Alvorninha), o castro do Cabeço Castelo e a igreja paroquial de Santa Catarina.

Ora se o castro e a igreja paroquial de Santa Catarina figuravam no folheto só pode ser pela sua antiguidade. Basta saber que a igreja foi construída pelos fregueses em 1428 em litígio com o abade de Cister e com apoio do arcebispo de Lisboa D. Miguel de Castro que foi arcebispo entre 1586-1625 e chegou a ser vice-rei de Portugal.

Se do folheto para o CD (ou DVD?) passaram anos e tecnologias não percebo como é que a antiguidade que recomendava uma coisa relativamente importante passou de repente e determinar a sua eliminação. Isto é tudo relativo, claro. Mas custa.

5 thoughts on “Vinte Linhas 524”

  1. SR. JFK,

    o Balupie num está a deichar-me exercer o meue direito de cuntraditório. Alguém me cahmoue Besta. O Balupie também num puvlicou o keu axo sovre o travalho do Ministerio púvlico portuguese. Pode puchar-lhe as orelhas se faze faveor.

    Benha outro «bersejare» com paixão. gostu de lere e de entrare nas puesias.

  2. Tou-te a ber: acho-te graça, gosto de te ler. E não me parece nada fácil escrever com sotaque da Invicta tão bem como tu o fazes. Depois, nas entrelinhas, quando escreves com ou sem sotaque, noto em ti uma boa pessoa: sensível, tolerante, bom coração, amigo, crente, espiritual. Muitos adjectivos para uma pessoa só? É capaz. Mas não me parece estar enganada. Estas caixas de comentários por vezes andam tão chatas, tão sem sentido de humor…Só tu, para aliviares o «ambiente»! Continua, que o «Balupie», acaba por render-se e entender que fazes falta por aqui!

  3. ALFACINHA,

    Merci bien. Soue içu tudo que dize, perdoe-me a imodéstia; sim, MUITO espiritual, mas o «el cabron» do Balupie ainda num entendeue que eue sou uma forssa da natureza e ke da bez em kuando tenho de dar férias ao meu portuguesese.
    Sim, creio em DEUS, sempre!

    Num creo em tie,meu granda cagãoe Balupie, tu penças ka ma ganhas, ei-de fazer-te a bida negra, ke tu ades bir a pedirme para cumentare no teu vlogue, balhacue.

    Balupie, manganaoe, num mobrogueses a fazere keixa ao JFK, puvlica o meu

    agradecimento à tua leitora Alfacinha. Gostei do que disse. Sabes porquê? Porque «ela» é sensitiva e quem me elogia sentidamente só pode ter o meu respeito, vénia e estar na minha oração.

  4. muito pertinente.

    há quem tenha a capacidade de aproveitar um simples buraco ou uma pedra para fazer turismo e há quem se esqueça do património histórico que existe no próprio concelho…

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