Vinte Linhas 515

Os 40 mártires do Brasil afinal aqui tão perto

Há 440 anos exactos, no dia 15 de Julho de 1570, a tripulação dum navio francês comandado pelo calvinista Jacques Sourie abordou em Tazacorte (La Palma) uma embarcação portuguesa que levava a bordo a caminho do Brasil 40 jesuítas – 32 portugueses e 8 espanhóis. Foram atacados e atirados ao mar, eram jovens entre os 20 e os 30 anos de idade integrando este grupo sacerdotes, diáconos, estudantes e irmãos. Tinham passado por uma preparação na Caparica durante cinco meses e pararam na Madeira em 12 de Junho de 1570 para reabastecimento.

De todos os 40 missionários mortos em 1570 o mais conhecido é Inácio de Azevedo que chefiava a missão e no conjunto havia 32 portugueses de 25 localidades diferentes. Começando por Alcácer do Sal e Alcochete temos gente originária de Borba, Braga, Bragança, Celorico da Beira, Ceuta, Chacim, Chaves, Covilhã, Elvas, Entre Douro e Minho, Évora, Estremoz, Fronteira, Lisboa, Marco de Canavezes, Montemor-o-Novo, Niza, Ourém, Pedrógão Grande, Porto, Santa Maria da Feira, Trancoso e Viana do Alentejo.

Esta nota procura apenas interpelar tal como eu fui interpelado na Rua de São Nicolau na manhã do passado domingo. Todos os dias nos entram pela casa dentro através da TV imagens de grande violência com actos de intolerância religiosa mas o mais curioso é que são muitas vezes apresentados como se de uma realidade nova se tratasse. Afinal já em 1570 havia perseguições deste tipo em que uma embarcação a caminho do Brasil podia ser atacada perto das Ilhas Canárias e os seus tripulantes atirados ao mar.

4 thoughts on “Vinte Linhas 515”

  1. que maravilha…
    martirio por deus, estes…
    e há os que foram martirizados por “estes”,
    em nome daquele…
    tudo aqui tão perto…
    abraço

  2. Então, e os corsários? Oubiram falar nus corsários? Os gajus eram franceses, holandeses e ingleses e atacabam os portugueses quando binham da India, e afifavam na malta, cortando-lhes as cabeças. Depiois ficabam com as riquesas todas, e destruíam os varcos portugueses.

    O Pe antónio Bieira tamém debe saber muito sobre a matéria, pena que já tenha murrido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.