Vinte Linhas 450

O nome do cavalo inglês era bem português

Este cavalo retintamente inglês foi o vencedor do derby «Great St. Leger» em 1815. O seu proprietário era o fidalgo inglês Sir W. Maxwell. Ora acontece que o dono do cavalo quando o baptizou não fazia a mínima ideia do real e profundo significado da expressão. Porque de uma expressão se tratava: o bom do tratador português ou porque se sentisse mal pago ou porque o cavalo fosse mesmo insuportável, ia dizendo enquanto esfregava e penteava o belo cavalo – «Ai o filho da puta! Ai o filho da puta!».

Hoje lembrei-me desta velha história porque vi na televisão uma cavalgadura a fazer uma triste figura e a dar uns coices repugnantes. E já não é a primeira vez. Foi essa mesma cavalgadura que deixou passar sem punição o golo francês duas vezes irregular pois Thierry Henry tocou a bola com a mão antes de o seu colega facturar o golo que ditou o abandono da República da Irlanda do Campeonato do Mundo da África do Sul.

A coisa teve hoje requintes de malvadez. Perante a gravidade da decisão tomada (marcação do livre contra a equipa inglesa) o árbitro deveria ter tomado uma atitude minimamente digna. Seguraria a bola com a mão e esperaria que se formasse a barreira. O guarda-redes estava muito longe da baliza, ainda surpreendido com a decisão – que não discuto. O que é indiscutível é que o árbitro foi (pelo menos) parcial ao pegar na bola e entregar a mesma a um jogador de azul e branco que não se fez rogado: mesmo perante o absurdo da situação com o guarda-redes fora (e bem fora) da baliza pôs a bola a rolar e ela entrou na baliza. Pudera… o guarda-redes não estava lá! Ao menos o do golo contra o Sporting num lance parecido ainda esperou pela formação da barreira…

13 thoughts on “Vinte Linhas 450”

  1. Pois é jcf,
    este senhor tem mesmo que ir a cursos de reciclagem. A FIFA que se cuide. Deve estar a prepará-lo para um qulauer jogo do MUndial em que a FRança precise de ser ajudada.
    Inacreditável.
    Cumprimentos

  2. Parece-me melhor rever as imagens…
    O árbitro não entrega a bola a ninguém, nem sequer lhe toca.
    Como sabe, ou deveria saber, não havendo nenhuma indicação expressa do árbitro para esperar pela sua indicação para a marcação de um livre, a equipa que dele beneficia pode fazê-lo de imediato. Por isso tantas vezes quando uma falta é marcada, um jogador da equipa que defende se coloca imediatamente em frente á bola para permitir o correcto posicionamento da sua equipa. Neste caso ninguém do Arsenal teve esta atitude.
    Se bem percebi, prpõe que fosse o árbitro a fazer anti jogo, é isso?

  3. O parvalhão que levou o Barcelona ao colo a época desportiva passado também é nórdico. Isso de serem nórdicos é um mistério maior ainda do que o mistério da sua persitência no erro…

  4. Este senhor «C» diz que não viu mas eu vi e também já se «esqueceu» do escândalo do jogo com o LOuletano para a Taça de Portugal com um livre marcado a mais de dez metros do local e hoje até o P. Paraty disse que compete ao árbitro zelar pelo cumprimento da Lei e da Justiça. Não foi o caso. No caso do Louletano o árbitro Rosa Santos reconheceu ao jornalista Rui Dias que naqueles segundos ele «não estava lá» e os jogadores do FCPorto fizeram o que quiseram. Como quase sempre.

  5. A vossa atitude de Kalimero não vos leva a sítio nenhum, ou melhor: se calhar leva. Ao sítio onde estão. Comentar que não é vulgar ver um golo assim, até admito, agora querer “chingar” com um golo perfeitamente legal, fruto de uma momentânea inspiração (e que não é caso virgem), só porque é do adversário, é que me parece ser pouco razoável. Mas também são coisas a que já estamos habituados…

  6. Pois é…

    Num jogo Sporting-Académica (que acabou empatado 0-0) ocorreu um lance idêntico a favor da equipa da casa e o árbitro apressou-se a anular o golo e a mandar repetir o pontapé livre.
    De recordar que isto ocorreu pouco tempo depois de um jogo Sporting-Barcelona, durante o qual o Barcelona marcou um golo nessas mesmas condições.
    Os comentários foram quase todos no sentido de criticar a ingenuidade da equipa sportinguista.
    Enfim. Diferentes são os tempos e não menos diferentes são as vontades.

  7. ‘naquele jogo’….’já uma vez’…’no escândalo’…etc.,etc. Pergunto: em arbitragem o passado (mesmo que seja ilegal) faz doutrina? Eu não sei, agora o que vi,vi: 1)o árbitro pega na bola e entrega-a a um jogador do FCP; 2) ’tout de suite’ e enquanto o guarda-redes do Arsenal se dirige para a baliza e com esta desguarnecida o jogador do FCP (Falcao) introduz a bola na baliza. Se as leis permitem isto o árbitro cumpriu a lei, o que não foi o caso no caso do Thierry Henry.

  8. o guarda-redes do arsenal é que deu a bola. mas o que me traz aqui é a seguinte dúvida: pode o rúben micael (este deve ir ao mundial, digo eu) jogar na champions com o porto quando já jogou esta época na liga europa pelo nacional?

  9. Em resposta ao “Assis”, digo sim. Pode. Pode porque são competições diferentes. Por exemplo, se ele tivesse ido para o Sporting ou para o Benfica, neste ano não poderia actuar, mas numa Taça diferente pode. E ainda bem, digo eu, que também acho que deve ir ao Mundial, porque é de facto um jogador inteligente (como se comprovou…) e acima de tudo com grande espírito de sacrifício, pois ontem jogou com alguma mazela do “jogo” de Sábado contra o Leixões.

  10. Acabam por concordar comigo. O golo do FCPorto só aconteceu porque o árbitro esteve ao nível do cavalo da ilustração anexa…

  11. Caro José,

    Noutro registo. Nos meus tempos de juventude a história que me contaram sobre o nome do cavalo era outra: que o nobre inglês havia combatido na guerra peninsular, comandando soldados portugueses que o impressionaram pela bravura. Algo que o chamou à atenção era o modo como insultavam os soldados inimigos (da França Imperial), gritando «filho da puta».
    Just a useless comment! ;o)

    Cumprimentos,
    Paulo

  12. MEU CARO PAULO

    PODE TER TODA A RAZÃO, ACREDITO MAS EU APENAS REFERI O QUE SEMPRE OUVI NOS ALFARRABISTAS AQUI DO BAIRRO ALTO ONDE VIVO DESDE 1966. UM ABRAÇO

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