Vinte Linhas 393

Árbitro húngaro, EMEL lisboeta, a mesma brutalidade

A recente miserável arbitragem do árbitro húngaro que ostensivamente fingiu não ver uma agressão a Liedson e, já na segunda parte, ignorou o apelo do seu auxiliar do lado dos «bancos» para uma falta gravíssima sobre Moutinho e consequente cartão vermelho por acumulação, lembrou-me o calvário dos moradores do Bairro Alto que estão sujeitos à brutalidade da EMEL. Umas obras numa travessa aqui ao lado roubaram 8 lugares de estacionamento mas a EMEL nada fez para remediar o assunto. Há diversos muros de conventos (e outros edifícios) nos quais se podem estacionar automóveis sem problema para ninguém pois ali não há portas nem janelas mas a EMEL, escudada nos Sapadores Bombeiros, não legaliza esses estacionamentos. Fingem depender dos Bombeiros mas eles são municipais; portanto eles é que dependem da Câmara. Se já se percebeu que ele não prestam a Câmara que arranje outros. O meu vizinho do 3º andar pagou 120 euros de multas em dois dias. Trata-se de uma embirração que está a sair cara a muita gente. De italianos já tenho a minha conta. Em 1966 comecei a trabalhar e vi um grupo de cartas de bancos italianos cujo cabeçalho dizia «Banco Português do Atlântico Rua do Ouro Lisboa Spagna». Em 1998 fui enviado especial a um Bolonha-Sporting no qual o árbitro belga (um trambolho) não mostrou cartões amarelos a nenhum dos jogadores do Bolonha que constava da lista da UEFA como tendo já 4 cartões acumulados. O Collina (árbitro careca) esteve com eles no beberete e não os largou com recomendações. A encomenda foi entregue mas isto não vai durar sempre. Não é por repetirem a brutalidade que nós nos vamos habituar a ela. Nem na UEFA nem no Bairro Alto. Nem em lado nenhum.

2 thoughts on “Vinte Linhas 393”

  1. Abstendo-me de comentar o trabalho da EMEL, pergunto-lhe se acha que qualquer cidadão que pague impostos deve ter direito a ocupar espaço público com a sua propriedade privada (o automóvel) sem pagar muito caro por essa ocupação. Repare, por exemplo, nos preços para ocupar espaço público com uma esplanada.
    Um pianista deve ter direito a colocar o seu piano de casa à porta de casa?

  2. Primeiro troquei os números – o meu vizinho pagou 210 euros e não 120 em dois dias. Segundo: não me faça perguntas! A EMEL burlou os moradores ao obrigá-los a trocar um cartão por uma caixinha perdendo nessa troca os direitos que de 1999 a 2002 a anterior administração da EMEL dava aos moradores que – todos o sabemos – não cabem todos no perímetro do Bairro. Essa é que é a questão. Fomos enganados miseravelmente quando escreveram que podíamos continuar a estacionar – afinal apenas podemos circular. Se quiser fazer pergunteas pergunte antes À EMEL qual o motivo pelo qual os oito lugares perdidos na Travessa da Boa Hora nunca foram repostos. Qual o motivo pelo qual a Polícia Municipal quando vem multar e bloquear os automóveis passa por restaurantes que roubam lugares de estcionamento para servirem refeições e terem os seus assadores e nada faz. Isso é que são perguntas, percebeu???

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