Vinte Linhas 338

Aurélio Lopes – «Videntes e confidentes» sobre Fátima mas não só

Foi lançada a mais recente obra do antropólogo Aurélio Lopes em edição da Cosmos «Videntes e confidentes – um estudo sobre as aparições de Fátima». Já no seu primeiro livro («Religião Popular do Ribatejo») o autor tinha estudado este tema que divide aqui em quatro capítulos: «Mulheres e Deusas», «Aparições», «Fátima» e «A construção do Sagrado». Além de Fátima são estudadas nestas páginas as aparições de Vilas Boas, La Salette, Lourdes, Vilar Chão, Ladeira do Pinheiro, Madjugorje e Escorial. Joaquim Garrido, em nome da Editora, referiu que a Cosmos tem um passado rico e um futuro promissor tendo este livro sido recusado em Fátima – o que é um bom princípio. Francisco Moita Flores afirmou que este é um livro a ler sem preconceitos porque o mundo não é a preto e branco e o Concílio de Trento já passou mas em Portugal ainda não. O escritor Domingos Lobo comentou ser este um livro em contra-ciclo pois neste tempo precisamos de ilusões e não de dúvidas. Embora não presente, Frei Bento Domingues afirma no prefácio que aprendeu muito jovem que podia-se ser católico e não acreditar em Fátima, recorda que sempre se irritou tanto com a apologia oficial das aparições como a visão do fenómeno como uma invenção dos padres recomendando a obra de Aurélio Lopes como um estudo isento dum fenómeno que ultrapassa em complexidade o que a ignorância e a crendice podem supor. Aurélio Lopes referiu por fim que Fátima é um caso de religiosidade popular que envolve milhões de pessoas em todo o Mundo e é um objecto social, não apenas religioso. Porque a verdade não é linear, há muitas maneiras de interpretar a realidade e só acontece aquilo em que acreditamos.

3 thoughts on “Vinte Linhas 338”

  1. “há muitas maneiras de interpretar a realidade e só acontece aquilo em que acreditamos”

    Interessante que não se canonize a irmã Lúcia e se canonize antes Nuno Álvares.
    Que interesses se movem por aí ? Como interpretar tal realidade ?

    Cordialmente

  2. É um fenómeno de reliogisidade popular, mas, fomentado pelos poderes políticos e religiosos.
    Atenciosamente

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.