Vinte Linhas 334

A irresistível vocação da Revista Visão para a conjuntivite

Esta semana a Revista Visão entra a matar na sua coluna «Radar – figuras» com fotos e comentários sobre quem ganhou cor e quem a perdeu na semana. Transcrevo a prosa: «Lucílio Baptista protagonizou o erro de arbitragem do ano no Estádio do Algarve. Mas foi só ele? E a sucessão de outros erros (contra o Rio Ave e o Belenenses) que permitiu a chegada de Sporting e Benfica à final?» Primeiro erro crasso: o Sporting chegou à final da Taça da Liga porque venceu o F.C. Porto por 4-1 e não porque beneficiasse de um erro do árbitro do jogo Rio Ave-Sporting. Segundo erro crasso: quando o Sporting jogou com o Rio Ave já tinha assegurado o primeiro lugar na sua série pois tinha vencido os outros dois adversários (Marítimo e Paços de Ferreira) obtendo assim seis pontos, pecúlio mais que suficiente para ser o vencedor da sua série onde todos tinham perdido com todos e (deste modo) tanto lhe fazia somar nove como sete pontos. Para o caso era igual.

Esta conjuntivite (olhos vermelhos e infectados) já eu conheço há muitos anos e lá continua a fazer carreira na nossa comunicação social. Comecei a colaborar em A Bola em 1979, passei pelo Record em 1986 e estive no Sporting de 1988 a 2006. Fui o organizador do livro «O Desporto na Poesia Portuguesa» em 1989, sou um dos co-autores de «Glória e Vida de Três Gigantes» de 1995 e conheço o meio. Não falo ao acaso.

Esta tentativa canhestra e mal amanhada de tentar branquear um erro terrível que inverteu um resultado de um jogo decisivo, numa altura em que o adversário do Sporting não conseguia alterar o curso dos acontecimentos, vem provar que hoje como ontem eles andam por aí. Não há pingos para esta conjuntivite; os olhos continuam vermelhos.

9 thoughts on “Vinte Linhas 334”

  1. está tudo certo, mas já agora também convinha não esquecer que nas meias finais desta prova o sporting perdia em alvalade um zero contra o outro semifinalista. Quando as coisas estavam a ficar pretas, o árbitro do jogo inventou, é o termo, dois penalties fantasmas que só ele viu e, passando miraculosamente o resultado para 2-1, encarreirou o sporting no caminho para a final. Esquecido?

  2. Contra a tua autoritária ‘bibliografia’ e os teus galões de jornalista omnímodo parece difícil argumentar. E que tal se tratasses a tua conjuntivite verde? O remédio são umas gotas, chamadas Fanaticid, que também dão para as variantes vermelha e azul da maleita.

  3. Conjuntivite verde com tons azulados ,desde o Zé Roquete.Isto de ter a memoria curta, é tipico dos estadios iniciais da senilidade. Toma Sargenor 5 7.

  4. Tudo isto para tentar matar o mensageiro já que a mensagem não podem matar. Ora bolas, fraca gente… Então dizer que colaboro em jornais de desporto desde 1979 é alguma coisa «autoritária»??? Valha-te Santo Expedito, «nique» já que tu tens para isto pouco expediente. A «Visão» errou duplamente e vocês tentam atirar-se a mim, obscuro mensageiro desses erros. Qual é a vossa ???

  5. Se não fosses um ilustre iletrado, explicava-te o que são argumentos de autoridade (daí o autoritário). Mas tu nem sequer deves saber o que é um argumento falacioso. Cura-te. E vai pró caralho com o nique, porque eu assino Nik. Ou preferes que eu brinque também com o teu nome, como se eu fosse tão rasca como tu?

  6. Bolas Nick… Se para referir um assunto de futebol eu tivesse chamado a atenção para o verbete com o meu nome no Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho, aí sim, podias ter razão. Mas não. Uma vez mais não tens razão porque eu referi apenas dois livros daquela área. Deste lado não há basófias e sim objectividade; a tua reacção foi desproporcionada e errou o alvo, mais uma vez. Se és assim tão esperto deves saber que em bom português uma «niquice» é uma coisa sem importância. Tu é que escolheste o pseudónimo.

  7. E tu é que escolheste ser o Zé Basófias. És incurável, não te enxergas. Já não falo da tua literatura, sobre a qual nada tenho a dizer, porque o meu desinteresse por ela é abismal. Falo da tua vaidadezinha, da tua basófia incontinente, da tua pesporrência, do teu fanatismo – capazes, por si sós, de arruinarem uma bela escrita (que não é o teu caso). Escreves umas niquices sem jeito, mas podia haver carácter, espírito ou beleza a ressumar dessas niquices. Não há nada, só basófias.

  8. Se com as tais «niquices sem jeito» pelas quais o teu «desinteresse é abismal» o meu nome figura num verbete do Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho – imagina tu o que seria se fosse o oposto. E ainda bem… nem quero imaginar o que seria este país culturalmente falando entregue a indivíduos com os teus critérios e as tuas práticas. Tu não és ninguém para servir de aferidor cultural daqui da malta. Cresce e aparece. Enquanto não tiveres bibliografia suficiente não te chegues à frente – tu estás de fora e quem está de fora não racha lenha. Safa!

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