Vinte Linhas 286

Amália Rodrigues – saiu a 1ª das fotobiografias do século XX

Para quem esteve no serviço militar no fim dos anos 60, Amália Rodrigues (1920-1999) ficou nesse tempo conhecida por dois factos: o disco «Natal 1970» do Movimento Nacional Feminino no qual aparece ao lado dos Parodiantes de Lisboa (Patilhas e Ventoinha) e de Cecília Supico Pinto a dizer que «gostava de descascar batatas» para os nossos soldados em África e os célebres versos que mandou com um ramo de flores a Salazar quando este caiu da cadeira em 1968 – «Ponha-se-me bom depressa / Meu querido presidente / Depressa, que essa cabeça / Não merece estar doente».

Mas existe um outro lado da questão: segundo um informador da PVDE, Amália em 1939 fazia parte de uma denominada Organização Comunista do Fado na qual «a cantadeira Amália Rodrigues que fala inglês francês e espanhol, é quem, no Retiro da Severa, fala aos estrangeiros». Segundo esse relatório «Amália e o embarcadiço poliglota Alfredo Simões» desempenhariam um papel importante «pela sua cultura de línguas» …

Além do texto que revisita e situa historicamente várias biografias anteriores, algumas fotografias raras e mesmo inéditas (entre as quais uma de Amália com quinze anos na Marcha de Alcântara ao lado de sua irmã Celeste no ano de 1935) dão a este livro um novo motivo de grande interesse quando parecia que tudo afinal já estava dito e escrito sobre o tema Amália Rodrigues.

(Edição: Círculo de Leitores, Texto: Cristina Faria, Pesquisa: Margarida Belém, Genealogia: Lourenço Matos, Design: Rochinha Diogo, Direcção: Joaquim Vieira)

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