Um livro por semana 253

«Arte Portuguesa – História essencial» de Paulo Pereira

Este volume compacto de 872 páginas tem como antepassado o livro «2000 anos de Arte em Portugal» publicado em 2000 pelo mesmo autor. Onze anos depois, todo o texto foi reescrito. O autor procura alcançar uma síntese, rejeitando o simplismo e, ao mesmo tempo, a excessiva erudição.

O ponto de partida é a Gruta do Escoural: «A primeira descoberta de arte paleolítica foi feita em 1963, na Herdade da Sala (Montemor-o-Novo), em pleno Alentejo. O tiro de uma pedreira revelou uma gruta que os operários exploraram, surpreendendo um cenário reverencial de ossadas e restos cerâmicos».

O ponto de chegada são os anos 80 e alguns dos artistas da época: «Joaquim Bravo, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, João Cutileiro, Rui Sanches, José Pedro Croft, Gérard Castello-Lopes, Paulo Nozolino, Eduardo Batarda, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Rui Chafes, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Jorge Molder, João Penalva, Paula Rego e Joana Vasconcelos».

Ao todo são centenas de ilustrações em 16 capítulos na busca da síntese, actualizando conhecimentos essenciais, incontornáveis e fundamentais. O mesmo é dizer – um manual de consulta imediata. Vejamos um exemplo: «O corpo pobre e despojado (o exterior) contrasta com a alma preenchida dos dons de Deus, rica e feérica (o interior). Nossa Senhora dos Cardais é um caso extremo, oferecendo por fora fachadas chãs e indistintas para depois se abrir num coro celestial de cor e celebração».

(Editora: Temas e Debates/Círculo de Leitores, Revisão: João Pedro Tapada)

3 thoughts on “Um livro por semana 253”

  1. Já cá faltava a sugestão inútil… O JCF tem consciência que ninguém se interessa pelas obras (?) que indica, certo? Quem se interessar por isto, pode ir fazer companhia aos hobbies da manuela ferreira leite. Como se não houvesse mais literatura no mundo… como se não houvesse, aliás, nada mais interesante para fazer do que… ler! Seca de intlectualóides…

  2. Ó “palhaço”, tu é que decides que ninguém se interessa pela obra, pela sua inutilidade?

    És quem, o “Diácono Remédios” do Aspirina? Além de crítico de tudo também impões gostos?

    Só faltavas mesmo tu para o circo.

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