Um livro por semana 241

«Tempo com espectador» de Manuel G. Simões

Manuel G. Simões (n.1933) reúne neste livro recente um conjunto de ensaios de literatura portuguesa – também o subtítulo na capa deste volume de 186 páginas. Tendo sido professor em Bari e em Veneza (1971-2003), muitos destes estudos foram antes publicados em revistas italianas e actas de congressos. Contemplam autores e temas que vão da Idade Média ao século XX. O mesmo é dizer Lopo de Almeida, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Padre António Vieira, Eça de Queirós, Matias Aires, José Rodrigues Miguéis e José Saramago. Sobre «Levantado do chão» escreve Manuel G. Simões: «o leitor não pode deixar de notar que o romance constitui um repositório de expressões populares, de idiomatismos, de frases feitas de sabedoria popular, da gíria e sobretudo de provérbios, isto é, de elementos que caracterizam substancialmente a cultura popular. A simples reapropriação das formas da cultura popular pode, por conseguinte, justificar-se de acordo com a lógica discursiva que veicula a ideologia dos actantes, como, por exemplo: «pôr o pé em ramos verde» (p. 104), «Adeus mundo cada vez pior» (p. 341), «Cada um sabe de si e Deus de todos» (p. 37), «quem procura sempre alcança» (p. 78), «Vão-se os anéis e fiquem os dedos» (p. 305) mas, os provérbios reutilizados na íntegra, correspondem ao ponto de vista do narrador, aparecendo seguidos por comentário que os recodifica sobretudo através da conotação irónica. Apenas alguns exemplos: «juntou-se a fome com a vontade de comer» (p. 58), «quem sai aos seus não desgenera» (p. 67) ou «se queres conhecer o teu corpo abre o teu porco» (g. 145).

(Editora: Edições Colibri – Fernando Mão de Ferro)

14 thoughts on “Um livro por semana 241”

  1. mais uma salada de pepino com tomates em nome da literatura ou a nobreza das coisas transformada em salsichas.

  2. É curioso ter mencionado o “Levantado do Chão” que é, para mim, a melhor obra de Saramago, embora o “Memorial do Convento”, lhe peça meças.

    Continue com o seu “Um livro por semana” e não ligue aos que vêm aqui escrever necedades.

    Afinal de contas, fica-lhes mais barato do que pagar consultas.

  3. Carlos Serra, pouca gente se lembre desse grande romance, mas o José do Carmo Francisco presta aqui essa homenagem ao maior romancista português depois de Eça, muito a propósito aqgora que passa um ano da sua morte e que lhe foi feita uma comovente homenagem com a plantação de uma oliveira.
    O JCF às vezes tem aqui uns deslizes mas agora teve um momento de grande pertinência.

  4. Caro amigo Branco – nada acontece por acaso. O acaso não existe – dito de outra maneira. Um abraço extensivo ao amigo Carlso Serra!

  5. agora vêem homenagens ao saramago na conversa da treta nesta imitação rasca da literatura. oh xico! assina carrmo com dois erres, para ficares mais parecido com o pitta.

  6. olha, olha, o zeca galhão dá abrassos, pá, ó trambolho, tu já vistes pá que és uma inssitassão ao ataque à lingua purtuguesa pá, olhó o ruportório a que tu xamas um livro pur semana, pa, vais aos descritores pá e cupias, pá, depois vens com uns puemas, pá, aliaze cuemas pa, como se foçem os poemas maravilha, e metes a hoover ao barulho, granda mamanjo, tou-te aver na feira agrícola, lá no meio dos gajos a debitares que o nobel da literatura só foi prá saramago por causa que houve avaria tecnica lá na cave do outro, pá, trambolho, ranhoso, és um mediocre bué da mau, pá. deves estar a esplodire,pa, já tapertaram os calos, não podes comentar, não é? ó amigue da moviflor e do cubo da marmelada, actualiza-te pá, vai ver os significados de marmelada, se foçe a ti fazia uma analise do family guy pá, aquilo é só filosofia de gajos como tu, encuadras-te bem, não terás dificuldade na coisa, seu neto torto.

  7. Pedes desculpa mas continuas a esquecer. Continua a não ser de propósito?
    (a Sinhã até continua a dar a dica, mas tu nicles)

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