Um livro por semana 226

«O Mundo de Ruben A.»

de Liberto Cruz, José Brandão e Nicolau Andresen Leitão

Era Ruben A. para a ficção, Ruben Andresen Leitão para o jornalismo e para os livros de História. O segundo nome (Alfredo) surge apenas em documentos oficiais. Embora os Andresen se tenham fixado no Porto, Ruben vem nasce em Lisboa em 1920 no nº 25 do Príncipe Real que «tem por lá a árvore mais extraordinária da cidade de Lisboa». Com 7 anos vai viver com a avó materna para o Porto (Campo Alegre) ao lado de Sophia, prima direita: «Vivemos e brincámos juntos nas mesmas casas, nos mesmos jardins». Desta época é o seu primeiro texto: «Minha querida mãe, já sei escrever só e gosto muito». Com 9 anos assiste ao naufrágio do navio Deister na Foz do Douro: «Vi que a morte era o desaparecimento, a impotência, a crueldade». Em 1933 cria o jornal O Falcão de Prata mas só em 1946 se inicia nos grandes jornais: Jornal de Notícias, Diário Popular e Expresso. Em 1942 reprova três vezes a Psicologia e vai para Coimbra depois de um professor declarar que «não recebia lições dos alunos e que o reprovaria sempre». Quando ensina numa Escola Comercial, Ruben descobre um logro: «os de História ensinavam Francês, os de Francês ensinavam Geografia e os de Geografia não ensinavam». Em 1947 emigra para Londres e trabalha no King´s College com Charles Boxer: «Quarteirões inteiros cheios de mortos, sítios que foram casas, meia dúzia de tijolos, pedras abandonadas pela guerra, atenção às minas». Salazar surge como crítico («No livro Páginas II explora-se o reles, o ordinário, o palavreado porco. O autor não pode representar Portugal nem ensinar português») embora mais tarde reconsidere e escreva: «o maluco do homem tem habilidade e competência para o cargo». Ruben A. definia-se como «geógrafo falhado» mas foi sempre um cultivador de amizades; segundo Sophia «o Ruben tinha o dom da amizade».

(Editora: Assírio & Alvim, Prefácio: Mário Soares, Poema: David Mourão-Ferreira)

14 thoughts on “Um livro por semana 226”

  1. Há uma bela casa de Turismo Rural às portas de Estremoz, chamada “O Monte dos Pensamentos” (passe a involuntária publicidade…), onde este livro, entre muitos outros do Autor, está bem visível. Vale a pena conhecer os motivos, sobretudo em época baixa…

  2. Esse belo monte alentejano foi herança de sua tia Olga Andresen. Soube da história pela pessoa que me apresentou Ruben A. na Parceria A.M. Pereira na Rua Augusta – José Palla e Carmo. Foi ele que me apresentou também Natália Correia, Romeu Correia e Luiz Pacheco. Foi ele que assinou o belo prefácio para «A torre da Barbela» de Ruben A.

  3. logo vi que isto metia roupa de marca e com um bocado de sorte ainda saímos daqui a escrever carmmmo phrancisco. não sei onde herdaste esse belo monte de pedantismo, mas não deve ter sido com esses gajos que te apresentaram.

  4. Amónio, tu és abaixo de cão. Como dizia o professor maluco do Raul Brandão – «bacamartes, pistolas e navalhas, cabeça de burro ou calhamaço – escolhe!»

  5. À menor oportunidade, lá vem a cagança do costume. Este fulano procura afanosamente qualquer furinho para se elevar; não escapa um! Se eles te conhecessem bem, vivos ou mortos, viravam-te as costas – se é que não viraram… Depois atira-se aos comentadores como cão raivoso. A sua histeria chega ao ponto de desejar a morte a quem lhe faz comentários, chiça! Já agora, quem são os escritores ilustres que, nos seus escritos, se ufanam de te conhecer, ó zézinho?

  6. Olha, grande palhação, há um título de Ruben A. que te assenta como uma luva – «O outro que era eu». Tu e o outro é vira o disco toca o mesmo. Nunca mistures livros com pessoas – o que eu sou como pessoa não interessa nada mas uma dissertação de Mestrado de Ruy Ventura sobre a minha obra poética foi validada na Universidade Nova de Lisboa por Clara Rocha, Silvina Rodrigues Lopes e António Cândido Franco.

  7. mais uma tese de mestrado sobre indigência que não teve a sorte do pec porque os gajos que a validaram perceberam a tempo que não havia alternativa e tamém não lhes deu para embirrar com o ypslon do ruy.

  8. Não te faças desentendido como é teu costume. Eu só pedi que me dissesses nomes de escritores ilustres que se ufanassem de te conhecer e tu, NADA! E já vais em quantos mestrados, pá? Tem tento na bola – isto também te assenta que nem uma luva! Agora misturo sim pessoas com os livros que escrevem: é inevitável juntar as duas coisas e tu, realmente, não prestas mesmo!

  9. Podes pedir o que quiseres mas de mim não terás nada a não ser desprezo pelo monte de esterco que tu és. Se queres saber algo mais procura tu – vê nos dicionários de literatura, vê na Revista Colóquio-Letras, vê na Associação Portuguesa de Escritores, vê na Sociedade Portuguesa de Autores, vê no Instituto Português do Livro. Trabalha que é coisa que não fazes a mínima ideia do que é! Cangueiro, Ordinário, Estupor!

  10. Este senhor não sabe ler em português. Por isso, não consegue responder ao que lhe perguntam. Mas é uma vergonha uma pessoa que se diz escritor manifestar-se desta maneira. Julgo que será único na blogosfera e fora dela. Terá vindo do bairro da lata mais próximo?

  11. Ò monte de esterco, não é que eu não saiba ler mas o outro calhamaço, o outro cabeça de burro, julgava que eu lhe ia responder. Não percebes? Ele se quiser saber que procure a tese de mestrado e aí poderá ler a bibliografia passiva sobre a minha obra. Tu percebes ou és mesmo cabeça de burro?

  12. E outra coisa – «uma vergonha para quem»? E o quê? Vergonha era se eu tomasse a sério a pergunta do cabeça de burro, ainda não percebeste? Ficava ao nível dele, que é mesmo cabeça de burro.

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