Terceiro poema de Fortaleza

Há aqui uma âncora feita de pedra

Tosca maneira de segurar a jangada

Quando o pescador descansa e espera

É uma pequena caixa de madeira

Uma pirâmide frágil mas segura

Que faz as vezes da força do ferro

Entre pedra e água, entre vida e morte

Ostensiva recusa dum destino hostil

O peixe que vem do mar todos os dias

Vejo o museu do Estado nesta jangada

Não preciso de visitar as outras salas

A vida do Ceará está toda nesta pedra

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