Tempestade

Eu vou beber em cada café perdido
Nas mesas das pastelarias da cidade
Toda a saudade e a falta de sentido
Do rumo em direcção à tempestade

Que é não ter o teu destino cada dia
E não saber teu paradeiro e latitude
Primeiro deixar de saber o que sabia
Depois confundir a doença e a saúde

Eu vou beber em cada café perdido
Sentado nas cadeiras das esplanadas
Este poema que ainda não foi lido
Porque as palavras estão espalhadas

Pelos blocos que esperam um início
Pelas canetas como cavalos de corrida
O castelo mais que pedra é precipício
Onde a tarde empurrou a minha vida

14 thoughts on “Tempestade”

  1. Se quem espalha palavras colhe tempestades destas, não tem que se queixar da colheita!
    Vamos lá a trepar e subir para o castelo! Upa!

  2. Eu não me queixei de nada, apenas disse ao «fabiano» que o que ele quer não é aqui e o pessoal do Casal Ventoso já não tá lá…

  3. Ah! As pedras do castelo são pedradas dessas? Pronto, eu sou daquelas que não alcança todas, só algumas e às vezes!
    Obrigada pelo esclarecimento!
    E se a sua vida não morreu, nem aterrou em algodão, desejo-lhe as melhoras!

  4. Onde a tarde empurrou a minha vida
    Gasta a palmilhar as ruas de Lisboa
    Minha cidade, minha aldeia querida
    Meu campo de sonhos semeado à toa

    Nela vejo correr célere o Mestre
    Espada na mão. Vai matar o Andeiro
    Arrais de barca que a navegar fenestre
    Aos novos mundos o mundo inteiro

    Desço lento a Rua dos Mercadores
    Ao longe escuro vai passando o Tejo
    Saudoso invoco antigos amores
    Procurando caravelas que não vejo

    Subo então a íngreme Alecrim
    À direita a fachada do Bragança
    E no Chiado esperando por mim,
    sentado,o Fernando.Tenho esperança.

  5. bem giro, poeta de abril,

    bem hoje vou ver o star treck que também gosto, primeiro é que não sei o que a minha Deolinda me terá feito: dobrada ou mão de vaca? Mão de vaca enjoei espero que seja aa outra, com cominhos!

    tenho que comer um peixinho também se não dá desgraça,

  6. Apresento as minhas desculpas ao jcfrancisco por lhe ter sonegado o últimos verso como mote. Espero que me perdoe a minha tentativa de fazer humor.

  7. Pelo contrário – se usaste o «mote« é porque ele tinha interesse. O silêncio e o desdém são uma agressão. Porreiro, pá.

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