Sobre um tema de Emanuel Félix

(poema – autógrafo para Manuel Emílio Porto)

O motor duma traineira
Que fundeou na baía
Trabalhou a noite inteira
Mas só o poeta o ouvia

O motor duma traineira
Que fundeou na baía
Trabalha a noite inteira
Numa faina de alegria
E faz à sua maneira
Sumário dum novo dia
Como se uma feiticeira
Desenhasse a profecia
Duma vida verdadeira
Longe da monotonia

O motor duma traineira
Vem acordar o poema
Numa mesa de madeira
O poeta tem um dilema
Há a palavra pioneira
Que desenha no cinema
O fogo de uma lareira
Criando um novo sistema
O poeta escuta a traineira
Que dá a força ao poema

O motor duma traineira
Que fundeou na baía
Trabalhou a noite inteira
Mas só o poeta o ouvia

7 thoughts on “Sobre um tema de Emanuel Félix”

  1. oh miséria franciscana! desliga o motor que estás a poluir esta merda e os teus netos amanhã querem respirar

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    robustez e de baixas emissões nocivas para a atmosfera.

  3. Não Fora o Mar!

    Não fora o mar,
    e eu seria feliz na minha rua,
    neste primeiro andar da minha casa
    a ver, de dia, o sol, de noite a lua,
    calada, quieta, sem um golpe de asa.

    Não fora o mar,
    e seriam contados os meus passos,
    tantos para viver, para morrer,
    tantos os movimentos dos meus braços,
    pequena angústia, pequeno prazer.

    Não fora o mar,
    e os seus sonhos seriam sem violência
    como irisadas bolas de sabão,
    efémero cristal, branca aparência,
    e o resto — pingos de água em minha mão.

    Não fora o mar,
    e este cruel desejo de aventura
    seria vaga música ao sol pôr
    nem sequer brasa viva, queimadura,
    pouco mais que o perfume duma flor.

    Não fora o mar
    e o longo apelo, o canto da sereia,
    apenas ilusão, miragem,
    breve canção, passo breve na areia,
    desejo balbuciante de viagem.

    Não fora o mar
    e, resignada, em vez de olhar os astros
    tudo o que é alto, inacessível, fundo,
    cimos, castelos, torres, nuvens, mastros,
    iria de olhos baixos pelo mundo.

    Não fora o mar
    e o meu canto seria flor e mel,
    asa de borboleta, rouxinol,
    e não rude halali, garra cruel,
    Águia Real que desafia o sol.

    Não fora o mar
    e este potro selvagem, sem arção,
    crinas ao vento, com arreio,
    meu altivo, indomável coração,

    Não fora o mar
    e comeria à mão,
    não fora o mar
    e aceitaria o freio.

    Fernanda de Castro, in “Trinta e Nove Poemas”

  4. O 2º anónimo tem uma das críticas construtivas mais exemplares que já passaram por este blogue. Grande saravá.

  5. É pá isto está a chegar a um nível insuportável de delírio e de alucinação. Os malucos não desarmam. Para além de um de um tolinho que transcreve poemas, tipo alma danada, sem qualquer sentido ou efeito. A pata que os pôs!

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