Segundo retrato de Helena ao colo de Marta

Helena coloca a mão direita em posição
De afirmar uma ideia sua em fantasia
Desenha no seu gesto futura afirmação
Da vontade que se expressa em alegria

Os olhos que se projectam, linha serena
No horizonte de um quarto de criança
São um bilhete de identidade de Helena
E o sorriso é um passaporte de esperança

Vejo a altivez na sua franqueza do olhar
Como velhos azeitoneiros da Andaluzia
A recolherem a luz do azeite num lagar
Nos fios dourados que dão calor ao dia

No sorriso de uma criança a Primavera
Em três dos corações de quem lhe quer
No tempo mais veloz quando não espera
Vai adormecer menina e acordar mulher

8 thoughts on “Segundo retrato de Helena ao colo de Marta”

  1. Se houvesse aqui um varejo de jeito cada vez que aparecem versos teus já há muito que andavas a apanhar azeitona em Leiria ou Castelo Bronco, que a Andaluzia fica longe e é muito altiva ….

  2. Fica longe a Andaluzia
    E é altiva diz o Estaca.
    A azeitona faz azia
    E liquefaz muito a caca.

    Cuidado Zé! Tem paciência!
    Não faças poesia tonta.
    Venâncio diz de ciência
    Que o homem é de ter em conta.

    PS. Estás lixado com Estaca.

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