Paulo Teixeira

Nos juniores tu eras sempre o capitão
Depois na equipa B tinhas a braçadeira
Hoje sei que jogas futebol em Portimão
Porque leio A BOLA de segunda-feira

Corri o país para escrever no meu jornal
Fazia as crónicas e a notícia pequenina
Eras tu que me falavas sempre no final
Mas em nome de toda a equipa leonina

Foste o melhor em campo várias vezes
Tal como já tinhas sido vestido de leão
Em Santarém nos Sub-21 portugueses
Fazias toda a ala direita dessa selecção

Ainda hoje não percebo este mistério
Que te afastou para longe de Alvalade
Tu continuas a jogar e sempre a sério
A encher os teus domingos de verdade

11 thoughts on “Paulo Teixeira”

  1. So sorry, Signor Francisco, I am one of your many admirers, you better believe me, but, frankly, you are becoming a freak of poetic nature. Am I being insensitive or too “danielian” about it? Hope not. The case is I happen to be of the opinion that it is very bad for your undeniable art. Why? 1 is good, 2 ok, 5 sickening. Need to make some urgent alterations to the menu.

    Try asking the mirror on the wall which footballer’s legs were the prettiest of them all during the times you seemingly find impossible to erase from your memory. Then, I am sure, depending on the reflection you get, the innuendo and adequate amounts of pop corn will do the rest, mainly among lasses and lads with light heads.

    I wish I could write all of this in the Portuguese language like my dad. Unfortunately he emigrated me in a wooden box when I was a small boy of 29 and never cared a bit about my education.

  2. Paula Peixeira

    Nos lota tu eras sempre o maior coirão
    Na praça com o pregão eras certeira
    Hoje sei que foste parar à prisão
    Porque leio O CRIME à quinta-feira

    Corri de ponta a ponta o meu jornal
    Lia os anúncios e a página feminina
    Eras tu que me deixavas sempre ficar mal
    Davas mau nome ao Bairro da Serafina

    Foste o pior mau hálito várias vezes
    Tal como já não perdias a ocasião
    Para maltratar todos os fregueses
    Não perdias a oportunidade de mandar um encontrão

    Ainda hoje não percebo este mistério
    Que te faz andar tão à vontade
    Quer na prisão quer no necrotério
    A encher toda a gente de maldade

  3. corrigindo o poema:

    Paula Peixeira

    Na lota tu eras sempre o maior coirão
    Na praça com o pregão eras certeira
    Hoje sei que foste parar à prisão
    Porque leio O CRIME à quinta-feira

    Corri de ponta a ponta o meu jornal
    Lia os anúncios e a página feminina
    Eras tu que me deixavas sempre ficar mal
    Davas mau nome ao Bairro da Serafina

    Foste o pior mau hálito várias vezes
    Tal como já não perdias a ocasião
    Para maltratar todos os fregueses
    Que tratavas sempre ao encontrão

    Ainda hoje não percebo este mistério
    Que te faz andar tão à vontade
    Quer na prisão quer no necrotério
    A encher toda a gente de maldade

    (as minhas desculpas a José do Carmo Francisco)

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