Para um retrato a preto e branco

O teu sorriso aqui é apenas um esboço

Do arco que os teus olhos vão projectar

Entre as linhas tão perfeitas do pescoço

E a mancha de luz a envolver este lugar

Há sonhos perfilados em prateleiras

E memórias definidas nas lombadas

Á tua volta há as vidas verdadeiras

Nas páginas dos livros condensadas

E nas manhãs mais finas do Inverno

Teu sorriso enfrenta o peso da neblina

Hoje escrevo-te num tempo moderno

Tu continuas a ter um olhar de menina

Nem chega sequer a ser uma saudade

Porque a beleza do teu rosto é infinita

O teu sorriso ultrapassou toda a idade

Está intacto no rumo da minha escrita

8 thoughts on “Para um retrato a preto e branco”

  1. Eh pá, és o ódio de estimação do Estaca. Como diria alguém que por aqui costuma andar, SAFA!!!!!!!

  2. Quem costuma dizr «safa!» sou eu por ironia do Cavaco que dizia ás vezes mas era o Cavaco boneco não a personagem…

  3. Escreves hoje, com a ternura dos versos do romantismo de ontem. Mudou a paisagem e o ritmo do amor. Já não dá para estender a mão e colher uma rosa para o meu bem. O esforço , na saudade dos teus versos, é comovente. E lindo, se eu estiver apaixonado.

  4. Eu também gostei do retrato do retrato. A mãe? Uma tia? A avó? :)
    Alguém que se ama a preto e banco. Um amar no presente.

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