Para um poema de R. S. Thomas (1913-2000)

Também só vamos à terra
Para os funerais da família
Pequeno acompanhamento
Quase já não há homens
Para as lanternas e a cruz
A caldeira da água benta
É levada por uma mulher

Cada vez menos lágrimas
Para chorar nossos mortos
Temos a filha em Londres
E os primos em Bruxelas
Com o tempo da Europa
Para cortar os subsídios
E a trazer-nos o frio polar

Leite e água de garrafa
Carne e peixe congelado
Vegetais e frutas e fora
Coisas de supermercado
Mas nosso único produto
A não depender da Europa
É o ámen no fim da oração

22 thoughts on “Para um poema de R. S. Thomas (1913-2000)”

  1. o prosopoeta foi às berças e veio de mãos a abanar, nem um saquinho de batatas para amortizar o gasóleo e depois brinda o maralhal com poemas antralistas. não imaginas o bem que fizeste à poesia durante estes dias que estiveste caladinho.

  2. Ó grande camelo então não leste os meus comentários ao longo destes dias? Se não lês o que é que andas aqui a fazer? Não passas de um cão raivoso. Vai-te embora…

  3. Não foi só o «anónimo» que não leu, eu também não li absolutamente nada teu durante muitos dias. O Valupi não publicou? Fosse o que fosse, ainda bem… E porquê, perguntas tu? Então não leste o poema que acabas de publicar?! Coisa máfeia! De poema não tem nada, de prosa tamém não. Larga a escrita e vai apanhar Sol! E é cada título mais sofisticado. Se fosse a ti, punha só os títulos!

  4. Quem foi R. S. Thomas? Calculo que seja algum poeta muito conhecido e reconhecido, mas confesso a minha ignorância. Já pesquisei no google e não encontrei nada e nenhuma das enciclopédias que tenho cá em casa refere esse nome. Se pudesse dar alguma informação agradecia e já agora também o poema a que o título se refere.
    Muito obrigado

  5. R. S. Thomas é um grande poeta que escreveu em galês, foi clérigo em diversas paróquias do País de Gales, a sua poesia foi traduzida para inglês aos poucos e esteve em 1996 perto de receber o Nobel da Literatura. Não é tão popualr como o seu homónimo Dylan Thomas mas é sem dúvida um grande poeta. Mais do que um poema embora também o seja, o meu poema procura fazer a homenagem a um verso seu «As nossas aldeias estão desertas».

  6. É com este género de poesia que catedráticos de renome lhe tecem elogios? Não brinque comigo, meu caro jcFrancisco!

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    Poetry For Supper

    ‘Listen, now, verse should be as natural
    As the small tuber that feeds on muck
    And grows slowly from obtuse soil
    To the white flower of immortal beauty.’

    ‘Natural, hell! What was it Chaucer
    Said once about the long toil
    That goes like blood to the poem’s making?
    Leave it to nature and the verse sprawls,
    Limp as bindweed, if it break at all
    Life’s iron crust. Man, you must sweat
    And rhyme your guts taut, if you’d build
    Your verse a ladder.’
    ‘You speak as though
    No sunlight ever surprised the mind
    Groping on its cloudy path.’

    ‘Sunlight’s a thing that needs a window
    Before it enter a dark room.
    Windows don’t happen.’
    So two old poets,
    Hunched at their beer in the low haze
    Of an inn parlour, while the talk ran
    Noisily by them, glib with prose.

  8. A Minha Aldeia

    Minha aldeia é todo o mundo.

    Todo o mundo me pertence.
    Aqui me encontro e confundo
    com gente de todo o mundo
    que a todo o mundo pertence.

    Bate o sol na minha aldeia
    com várias inclinações.

    Angulo novo, nova ideia;
    outros graus, outras razões.
    Que os homens da minha aldeia
    são centenas de milhões.

    Os homens da minha aldeia
    divergem por natureza.
    O mesmo sonho os separa,
    a mesma fria certeza
    os afasta e desampara,
    rumorejante seara
    onde se odeia em beleza.

    Os homens da minha aldeia
    formigam raivosamente
    com os pés colados ao chão.
    Nessa prisão permanente
    cada qual é seu irmão.

    Valência de fora e dentro
    ligam tudo ao mesmo centro
    numa inquebrável cadeia.
    Longas raízes que imergem,
    todos os homens convergem
    no centro da minha aldeia.

    António Gedeão

  9. Esta Maria e o Anónimo dois é tudo a mesma porcaria. Provocadores miseráveis. A outra falsa organizadora de antologias é farinha dos mesmo saco. DElírio e alucinação ao mesmo tempo. Ainda por cima o Miguel Bombarda fechou…

  10. Foi pena ter fechado, caso contrário, estavas lá tu. Assim vieste para a rua e é o que se vê. Há malucos que têm a mania que são o Napoleão, tu tens a mania que és poeta!

  11. Ó grande pacalaia, tronga, monstro. Tu é que julgas; eu não julgo – eu sou. Parvalhona. Nem sabes o que é uma tese de mestrado, és uma pobre. Uma miserável.

  12. «…és uma pobre. Uma miserável.» É assim, portanto, que um filiado no partido comunista vê os pobres! Que pena os teus «patrões» de partido não lerem isto. Mas ficas bem retratado. A realidade é esta: temos um pobretanas, que tem vida facilitada graças ao 25 de Abril e aos comunas, a renegar a classe a que sempre pertenceu: a dos pobres. Pobres de dinheiro, que a pobreza de espírito continua bem e recomenda-se. E não me chames «parvalhona». Sabes porquê? Porque pertenço ao sexo masculino e «parvalhona» é nome que os maricas utilizam bastante. Acautela-te!

  13. Nem quando quer ter graça é engraçado, meu caro jcFrancisco! Deixo-lhe estas palavras porque me faz pena…

  14. the small tuber that feeds on muck

    Da próxima vez que quiseres chamar esterco a alguém lembra-te desta frase, jcfrancisco.

  15. Não leste bem, a ti nunca chamei isso. Refiro-me é ao anónimo, anónimo II, Maria, André, Filipe e outros provocadores repugnantes. A ti dei indicações biográficas sobre «R.S. Thomas». Deves ter lido mal.

  16. Sempre és muito burrinho, graças a Deus! Então não vês que o Branco se referia não a ele propriamente, mas aos «mimos» linguísticos com que «presenteias» os outros comentadores?! «Pobre e miserável», como tu dizes, para ti deve igual a esterco. E não chames «repugnantes» a quem te dá, por vezes, bons conselhos. Tens os comentadores que mereces.

    «Nem sabes o que é uma tese de mestrado…» Ó saloio de Santa Catarina, só faltou repetires (em quantas vezes vais?) o nome do tal Rui e de quem fez parte do júri. Talvez agora o faças, dou-te a deixa. FAXAVOR!

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