O segredo de Ourozinho

O segredo de Ourozinho

Está na luz do teu olhar

Que trouxe pó do caminho

Ao asfalto deste lugar

Nela veio a terra trazida

Batata, milho e centeio

As origens de uma vida

Onde não cabe o receio

Onde o futuro sonhado

Infância em pensamento

Não é o comboio lotado

Nem cidade de cimento

Na festa do padroeiro

Coração em pé de guerra

Santiago é o verdadeiro

Vértice entre rio e serra

Monumento ao emigrante

Pedra feita num abraço

Nossa vida é um instante

O caminho é só um passo

Na tua voz tão devagar

No seu timbre de metal

Chega o som do lagar

Com o azeite sem igual

No sabor destas castanhas

Vinho doce do teu Mundo

Vem o frio das montanhas

E o calor forte e profundo

E já noutra sonoridade

Mais alta que um moinho

A roda chega à cidade

No segredo de Ourozinho

15 thoughts on “O segredo de Ourozinho”

  1. eu então vou aos pulinhos por ali fora, até acho que já me vi com arquinho,

    mas são as odes à Vida mais fixes que tenho visto por aí,

  2. fiquei foi derribado de saudades de Ouro Preto, mas por certo aquele Ourozinho não é lá, sou danado para fazer translações lusófonas,

  3. Ouro Preto, Mariana,Diamantina, S.João d’ElRei, Comercinho no todo de Minas Gerais. E aquela espantosa cachaça que dá pelo nome de “Contra-Veneno”?

  4. Ainda há terras com vida, azeite, vinho, azeite, pão , sinos e festa do padroeiro.
    Todos os anos.
    Vai cantando, José do Carmo Francisco.
    Obrigado
    Jnascimento

  5. LOL. És incrível, Nik. Também conheces isso? A minha avó sabia esses versos de cor e salteado! Sempre que eu chegava à casa, tinha direito aos versos do G.Junqueiro.

  6. Pois «lenor» Ourozinho é nome de localidade, como não podia deixar de ser. Quanto ao Guerra JUnqueiro só posso dizer – não tem nada a ver! – mas quando as pessoas não querem ver o óbvio preferem inventar. Nada a fazer…

  7. Ai Claudia tão azeda que estas, pequena. Olha que é uma pena. A vida são dois dias e já há por aí tanto garrafão de veneno.

  8. Claudia, eu acho que o JCF está a usar dum tom de excessiva familiaridade para contigo. Quais serão as intenções dele? Trata-te de “pequena”. Diz que estás azeda e que é uma pena, o malandro. No mínimo, acho que ele quer é virar-te contra mim. O garrafão de veneno supostamente sou eu. Não vás em conversas.

  9. LOL. Dificilmente me fazem a cabeça. Não é de bugalho. É dura e teimosa como uma pedra. Ele que faça toc, toc, na minha cabeça e ficar logo com os nós dos dedos esfarrapados.

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