Louvor do pastel de nata (Doce Real)

Como no pódio em lugar cimeiro
Acima do queque e do croissant
O pastel de nata é o primeiro
Da mais bela fornada da manhã

O forno cozeu pão de madrugada
Não esgotou o calor e a doçura
O pão mata uma fome já esperada
A nata adoça o sal da amargura

Quem chega e se dirige ao balcão
Zangado com notícias e jornais
Recebe prazer da boca ao coração
E fica com vontade de pedir mais

No ritual da manhã de cada dia
Tem lugar ao balcão e à mesa
O pastel de nata dá a energia
Para combater a nossa tristeza

24 thoughts on “Louvor do pastel de nata (Doce Real)”

  1. Julgas que isto é como fazer chouriços ou quê??? Não é só juntar ingredientes num alguidar e depois encher a tripa…

  2. Merda não, nunca. As morcelas de arroz da minha avó «Flauta» e da minha tia «Velha» eram o melhor da matança. Hoje estão recuperadas em alguns bons restaurantes nas Cruzes, no Guisado e na Mata de Porto Mouro. Tu não sabes nem te passa pela cabeça. Quiseste ter graça, partiste o nariz…

  3. JCF, vi enchimentos de tripas nas aldeias e cheiravam a merda! Por mais que se lave, cheira sempre a merda! Ou costumas andar constipado ou gostas de floreados de novela… como os teus versos, aliás.

  4. não sejas parvalhão… o meu bisavô tocava flautim na Filarmónica da minha terra. Vai-te encher de moscas, pá.

  5. Caro jcf,
    Este teu louvor ao pastel de nata faz-me lembrar a pintura naif: uma forma descompromissada de pintar, de colorir e de brincar, como dizem os nossos amigos brasileiros.

  6. eu com as morcelas é que me lambi todo, e maranhos não gostam? acho que não era para estar aqui de vibrissas pingadas que afinal comi dobrada ao almoço, mas é a minha perdição: comida portuguesa. Fiquei derribado uma vez em Sydney quando cheguei à conclusão que, apesar de tudo, e com tudo, depois de ter encontrado um sítio onde seria bem acolhido nas minhas valências, só podia emigrar dentro da lusofonia, por causa da língua e da comida. Sim porque em Timor e Moçambique ainda dá para comer favas com entrecosto e sarapatel, e no brasiu tem caldo de sururu,

    mas eu vinha cá era dizer isto: histórias secretas que eu bem gostaria que não fossem notícia um dia, de tão triviais, e naturais,

  7. Com uma avó «Flauta» e um bisavô de flautim, bem podias ter saído flauteiro, levavas uma vida flauteada. Safa!

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