Livros, gravuras, postais antigos

A porta que se abre na manhã fria
Vai revelar o mundo concentrado
Na altura das estantes da livraria
É possível viajar por todo o lado

Entre autores e títulos há viagens
Num mundo interior que perdura
Outros querem a luz das paisagens
Entre a cor e a sombra da gravura

Entre um livro raro e outro antigo
Entre a segunda mão e a novidade
Acabo por encontrar o que persigo
Para um texto sobre a minha cidade

Há muitos anos que Lisboa é minha
Quarenta e dois para ser mais exacto
Na livraria na estante mais sozinha
O teu olhar faz comigo um contrato

Sem notário ou registo de escritura
Sem cartório e testemunhas a assinar
No tempo de ansiedade e de procura
O teu olhar acende a bússola do lugar

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