Canção para uma voz

Ouvi agora a tua voz dentro dos fios
Não como voz mas como instrumento
Da velha música das pedras e dos rios
Da tua infância, memória no momento

Se a tua orquestra viesse nos jornais
A tua voz dominava o naipe criado
Entre as madeiras, cordas e metais
Ia a cantar melodias por todo o lado

Com os pianos e violas e concertinas
Num apoio à tua voz lá na sua altura
No coro do teu colégio das meninas
Na Beira Alta a memória à procura

Toda a força do timbre que resiste
No som da tua voz hoje telefonada
Vai encher de luz esta tarde triste
E o poema vai chegar à madrugada

17 thoughts on “Canção para uma voz”

  1. Julgo que conheço a música desse rio !
    E tenho um compromisso com ele que é de ouvi-lo nesta Primavera, quando ele cantar, no tom certo, a velha música da minha infância.
    Obrigado
    Jnascimento

  2. Não consigo entender este tipo de verso: «Ia a cantar melodias por todo o lado». Não tem sentido, não é poético. Nem este: «Num apoio à tua voz lá na sua altura». Continua sem sentido, desarticulado. A não ser para rimar, à força, com: «Na Beira Alta a memória à procura»! Como se trata de quadras, ficamos com uma quadra de 14, 13, 12 e 11 sílabas! Assim:

    Com os pianos e violas e concertinas
    Num apoio à tua voz lá na sua altura
    No coro do teu colégio das meninas
    Na Beira Alta a memória à procura

    Que dizer desta «poesia»?!Que o melhor seria ter ficado na gaveta, com certeza…

  3. Ó Mário se não entendes, está no teu direito mas pessoas como Silvina Rodrigues Lopes, António Cândido Franco e Clara Rocha entendem e deram uma excelente classificação à tese de mestrado do Ruy Ventura. Só te resta perceberes que não percebes e seguir o teu caminho.

  4. A tese de mestrado do tal Ruy Ventura (que tanto apregoas) só a ele diz respeito e ao trabalho que apresentou, não diz respeito aos teus versos, ó palerma! Mesmo que sejam tão maus como aquela quadra (???) que transcrevi acima, é sempre possível a alguém com algum talento dar a volta ao texto. Foi o que fez esse teu amigo e nada mais. Penso eu de que…

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