Balada da casa da Ericeira

A casa que não é minha
Mas onde me sinto bem
Os galos de manhãzinha
Não deixam dormir ninguém

O vento traz a frescura
Que bate à porta do Verão
Uma varanda segura
Longe da maior confusão

A janela dá para o mar
O pinheiro serve de espelho
Que reflecte a luz do lugar
No moinho branco e velho

Caldeirada de paciência
Faz refeição de alegria
Entre a arte e a ciência
Esplendor de gastronomia

Entre o mar e a montanha
A casa é balcão voltado
Para uma luz estranha
Que vem ter a este lado

Nesta escada da paisagem
Com o mar aqui defronte
É no azul desta viagem
Que desenho o horizonte

A casa que não é minha
Mas onde me sinto bem
A serra é nossa vizinha
O mar fica mais além

13 thoughts on “Balada da casa da Ericeira”

  1. oh Nik, andas todo brincalhão às quadras. Tenho de rumar ao paleolítico a ver se descubro o meu pai neanderthal ou lá que é,

    ora portanto: pedra lascada

  2. Na casa que não é dele
    Mal o Carmo fica a pé
    Diz a galinha pró galo:
    Foge, vem ali o Zé!

    Responde o galo assustado
    Com medo das versalhadas:
    Bora lá, bico calado
    Que vai escrever mais quadras!

  3. Ericeira não era minha
    Eu ia de Mafra a pé
    G3 ao ombro, faca na bainha
    Suava mas recebia o pré

    A tropa já lá vai
    Os dezoito anos, também
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    JCF escreve muito bem

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