A professora de Jude Law

Esclerose em placas – que não vejo
Mas oiço bem o ruído do elevador
Sobe as escadas a cadeira de rodas
Aqui junto à parede que nos divide
Como se o seu motor aqui estivesse
E o cão-guia nos ladrasse em festa
No corredor branco da nossa casa

Jude Law, o famoso actor, foi seu aluno
Era distraído, pedia moedas às meninas
Para o bilhete de autocarro no regresso
Mais tarde a mãe do futuro actor pagava
O devido às respectivas mães das alunas
Sem elas imaginarem as primeiras páginas
De jornais que gritam filmes e divórcios

Esta professora recebe hoje visitas de colegas
Trazem chá e scones que barram de manteiga
Se o tempo ajuda vão para o jardim da casa
Ele vem no jornal que sai de um dos sacos
Mas a geração de hoje já não pede moedas
O cartão azul é carregado pelos pais ao mês
Tal como o telemóvel que todos eles usam

8 thoughts on “A professora de Jude Law”

  1. E tu a insistires nos títulos com palavras em inglês. Ao contrário do «chique» que pretendes, só demonstras provincianismo. Sempre a armar ao fino. Se calhar, até te convidaram para a boda do príncipe. Deves ir a segurar a cauda do vestido da noiva. Ou, então, levas as alianças…

  2. A Velhice Pede Desculpas

    Tão velho estou como árvore no inverno,
    vulcão sufocado, pássaro sonolento.
    Tão velho estou, de pálpebras baixas,
    acostumado apenas ao som das músicas,
    à forma das letras.

    Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético
    dos provisórios dias do mundo:
    Mas há um sol eterno, eterno e brando
    e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.

    Desculpai-me esta face, que se fez resignada:
    já não é a minha, mas a do tempo,
    com seus muitos episódios.

    Desculpai-me não ser bem eu:
    mas um fantasma de tudo.
    Recebereis em mim muitos mil anos, é certo,
    com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.

    Desculpai-me viver ainda:
    que os destroços, mesmo os da maior glória,
    são na verdade só destroços, destroços.

    Cecília Meireles, in ‘Poemas (1958)’

  3. ó menos o nome e o número de telefone da senhora para podermos confirmar a veracidade do ranço que pingas para o teclado. alimentas o ego com insinuações de próximidades rosé e depois emborcas uns tintos metasulfitados em bexiga cartonada para comemorar a alarvidade intelectual. ouvi dizer que belém vai admitir um curador de poesias da primeira dama, podias concorrer ao cargo de almondega com pêlos ii, aí tinhas tudo o que precisas e nós sossego.

  4. Tu és um maluco e a outra diz que é a bem da Poesia mas é uma pacalaia tonta, uma provocadora repugnante. Que nojo…

  5. Não sei se já reparaste, mas nojo é a tua poesia, a cheirar a intelectualidade de pacote de supermercado com desconto. Mede as palavras, sobretudo as que empregas nos teus pseudo poemas. Se começares a ser mais modesto e a saber fazer versos, talvez os comentários sejam outros. E larga os ingleses, que sempre nos sacanearam. A tua filha emigrada não compensa a tua bajulação e o teu pretensiosismo.

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