“Vencer o corpo” – agora na SIC

– Quando olha para si, agora, o que vê?
– Já tirei o peito, já mudei de sexo, na lei, mas ainda não fiz a cirurgia de mudança de sexo. Odeio este corpo. Dá-me raiva. (…) Não posso ser uma menina, porque nunca o fui. Nunca fui menina. Fiquei apavorado, há dias, porque estamos sem cirurgião. Em pequeno, rezava para ficar com o corpo certo. A primeira coisa que fazia quando acordava, era levantar o cobertor. E o corpo errado lá estava (…)

8 thoughts on ““Vencer o corpo” – agora na SIC”

  1. Eu também vi. E fico sempre baralhada, quando num povo supostamente tão conservador e atávico, apanho com a parte dos amigos a aceitarem o que antes estranharam, e sobretudo o episódio do pai que decide convidar a filha/filho a ir jogar bilhar e beber uma jeca. Aquei percebe-se se que o amor sobressai, mas no geral, a tolerância no meio de tanto preconceito é que confunde. Este povo é paradoxal.
    E aquele miúdo é um herói, pelo amor que tem à vida e àquiloe que sente que é, não desistiu. Grande João Pedro.

  2. O miúdo não é miúdo nenhum: é miúda. Depois tentou ser gajo, o que é diferente. Mas isso NÃO o tornou gajo. Só um estúpido acreditaria que seria feliz no fim de mudar de sexo. Eu sou muito liberal, e essas situações clínicas não me levantam questões por aí além. Mas também acho que a vida é feita de sofrimento. Alguém que nasce com um umbigo feio, e isso o deprime a partir da adolescência, tb deveria ter o mesmo direito a uma operação. Sim, mudem de sexo; mas quem quiser mudar outra coisa qualquer que o aflija (muito), passará a ter o mesmo direito. A Isabel Moreira, tão pró nos direitos fundamentais, se quisesse (mesmo), conseguiria justificar constitucionalmente o que eu digo. Mas não: deu-lhe para apadrinhar a família arco-íris, e fê-lo muito bem. Nunca a conheci pessoalmente, mas disseram-me que ela é magríssima. E eu sou sempre mais condescendente para tudo o que não seja gordo.

  3. Nao, sapataria, tu é que és extremamnete estúpido por não acreditares. E fazer basófia da estupidez é um pouco …como direi…repelente.

  4. Uma das coisas que mais me impressiona é a identificação que fazemos com o nosso corpo. Haverá fases da vida em que somos. sobretudo, o nosso corpo, quase inconscientes de que somos muito mais. Será intuitivo e impositivo. Afinal, o corpo é mesmo a nascente da vida que vamos sendo.
    A Isabel fez-me recordar até que ponto é.

  5. estes depoimentos, realidades, são dramaticos para quem os vive…
    penso que colectivamente,
    ao nivel da cultura, leis, sensibilidade e tolerancia social,
    temos que ir modificando isto
    ajudando quem sofre deste modo…
    abraço

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