TGV, aeroporto, esta direita extraordinária

TGV e novo aeroporto? Estas são as obras que causam dúvidas ao Governo.
Estas são as obras que foram pensadas por Sócrates (quanto ao aeroporto, tentando corajosamente dar seguimento a uma evidência evidenciada desde M. Caetano) e que foram usadas como duas das principais armas contra o PS.
Não se tratou apenas de um debate saudável entre oposição e Goveno.
Não. Estes dois casos foram trabalhados pela máquina laranja para fazer dos mesmos actos coisas dignas de comédia, de estupefacção e, depois, de indignação.
O povo português deveria presumir que, se um dia o Governo PS projectou um novo aeroporto e um TGV foi, com toda a certeza, por loucura ou, quem sabe, ao serviço de interesses obscuros.
À frente da sua estratégia de dissiminação da desconfiança, apareciam umas cabeças inteligentíssimas a propor coisas geniais que não haviam ocorrido a ninguém, sabendo os iluminados que o cidadão comum não tinha como dar pela ilegalidade de tantas propostas, nomeadamente à luz do direito comunitário.
Pois é, nem toda a gente sabe que não podemos obrigar sem mais certas companhias a aterrarem onde nos apetece porque queremos prolongar um nadinha a Portela.
Foi uma campanha suja enquanto do outro lado se foi avaliando a evolução da situação finaceira e tomando à medida dela decisões adequadas, a tal da evolução financeira que a direita adivinhou a título póstumo, depois de aprovar três PEC(S).
Na verdade, qual é o espanto?
Estamos entregues a quem se abraçou à extrema esquerda a babar-se pelo poder, os mesmos que cairam nesses braços para mancharem a nossa civilização com o enriquecimento ilícito.
Estamos entregues a batoteiros, demagogos e a gente com falsas amnésias.
É uma direita extraordinária.

21 thoughts on “TGV, aeroporto, esta direita extraordinária”

  1. “Amancebadas”, a Direita Bacoca com a Esquerda Imbecil, a isto chegamos pela mão de um inefável presidente. Um PS de Seguros, Alegres e Carrilhos acompanharam embebecidos e ingénuos a bendita uniâo de facto, curvando-se e aplaudindo o providencial Maioral.

  2. tenham fé que o aeroporto ainda vai aparecer, devarinho e rebaptizado “aerodromo internacional de alta prestação de alcochete”. é bom não esquecer as “fantasias” investidas no local e o rejuvenes”cimento” do bpn.

  3. O novo aeroporto era necessário desde 1970. E foi nessa data que ele foi decidido. Por isso logo na TAP apareceram uns senhores com umas plantas onde estavam lotes de terreno para serem vendidos a possíveis novos moradores nas imediações desse novo aeroporto. E muitos lotes foram comprados nomeadamente por empregados mais endinheirados como pilotos, pessoal navegante, chefias, etc. Foi um logro pois esse aeroporto nunca foi construído aliás como tudo em Portugal. Quando se iniciou o metro em Portugal? Quando já a Europa, Londres, Paris, Viena, estavam totalmente cobertos por linhas de metro.
    Quando se construiu a primeira ponte sobre o Tejo? 50 anos depois de ser necessária. Este país vai sempre atras não só em obras públicas necessárias, em infraestruturas, mas também na economia e em tudo o resto.
    Quando se construiu a auto estrada Lisboa-Porto já a Espanha tinha auto estradas por tudo quanto era sítio.
    Por isso Portugal é e continuará a ser o cu da Europa.
    E com estes atuais governantes incluindo o Alvaralho (paras rimar com c*lho) será ainda pior porque são uma cambada de mentirosos. Ainda ontem na Assembleia o Alvaralho (do c*ro) disse que o plano (que não existia) dos transportes se devia ao facto do governo anterior ter criado tantos prejuízos nos ditos transportes.
    Não sabe esse calhordas que a CP dá prejuízo ainda o Sócrates não era nascido. Que o Metro é deficitário desde o início. Que a Carris dá prejuízo há mais de 50 anos. Que a TAP com o 25 de Abril, perdido o ultramar, entrou em situação deficitária. Então porquê haver gente merdosa que diz que os prejuízos foram criados pelo governo anterior. E no tempo do Cavaco? Deram lucro? E no de Balsemão? Também? E no de Barroso, Santana, Sá Carneiro e toda a escumalha do PPD deram lucro?
    O Alvaro é um aldrabão, vigarista com todas as letras.
    A culpa não é dele. Foi da mãe que o pariu.

  4. Cara Isabel,
    apelidar de direita uma súcia de incompetentes, maldizentes, farsantes, habilidosos, tachistas e quejandos, é elogio a que não têm direito.
    A direita que eu respeito, tem ideias e ideais, podem nem ser os meus, mas assumem-se como tal e não se mascaram de liberais da treta.
    A direita que eu conheço é amiga da paz social, respeita os mais velhos e apoia os mais novos, sendo religiosa não anda a bater com a mão no peito, pratica a caridade escondendo a mão que dá, entende a empresa como uma família que se conquista e não como a azeitona que se espreme, apoia as artes mesmo que não as compreenda, é culta sem ser superior, tem defeitos mas tem também muitas virtudes.
    São dignos adversários de uma esquerda sadia e responsável e não paus mandados por el rei dinheiro.
    Como disse o Tobias, esta “direita” de que fala é uma “direita” extra-ordinária!

  5. Quem nos dera voltar às estradinhas de paralelipedos e ficarmos quietinhos das orelhas.

    Mania das grandezas!!! Novoriquismo estúpido!!!Aquários da expo quando já nem canoas temos para pescar para comer!!!

    Mas que fanfarronice de merda do pigmeus que nos governaram estes 43 anos desde 1968 para cá.

    Mas como o “botas” nos conhecia de gingeira!

    Mas nem com tanta porrada aprendemos.

  6. Portuga,

    Podes ser socialista, liberal, socratista. etc. e tens todo o direito disso. Só o que não podes, sob pena de não saberes do estás a falar e ninguém deixar de perceber isso, é seres patego pela necessidade irracional de quereres responder a tudo, no matter what. No catecismo do Sócrates não há explicaçãp para tudo, nem para 50 nem 10 por cento. É que o fulano não era nem economista nem, de acordo com alguns, engenheiro, nem cientista e prov avelmente nem sabia que o maior químico da história era cobrador de impostos e que alguns homens de direito se tornaram por sua própria curiosidade grandes cientistas. Gajos bem mais importantes que o José das tuas elocubrações ideológicas, em escolas diferentes de reformismo ou inovação, ficaram-se pelos 5 por cento do sucesso, e vá lá, vá lá.

    Dou-te apenas um exemplo dos teus exageros de comparação. A ponte 25 dos cravos murchos foi metida em pé nos anos sessenta. Se como tu dizes essa ponte, um dos grandes empreendimentos do slazarismo durante a guerra colonial, tivesse sido construída quando tu dizes que ela fazia falta, portanto na segunda década do século passado, teríamos batido os inteligentes dos americanos em cerca de duas décadas. A Golden Gate, mais famosa que a nossa, foi construída nos anos trinta.

    E para tua informação, porque ainda não chupavas teta nessa altura, o precursor do eléctrico em Lisboa, chamava-se Americano e era puchado a cavalos sobre carris.

    Em auto-estradas ainda andas mais saloio. Muito embora a primeira tivesse sido construída na Itália e depois na Alemanha no tempo dos fascismos e nazismos das simpatias salazaristas, duvido, mesmo sem fazer pesquisas que já houvesse coisa dessas na Espanha por todo o lado. O troço de Vila Franca sob o salazarismo começou talvez o mais tardar em fins de 59 ou 60. Na Inglaterra, por exemplo, duvido que já tivessem construído uma completa por essa altura, que o país é comprido.

    E és do Barreiro, né? Vá lá, podes orgulhar-te de teres uma fotografia do teu tetravô a tomar o comboio para o Pinhal Novo em 1864, salvo seja. Que os reis também não era só a cavalo que gostavam de andar, sabias?

  7. A CP, ainda Companhia Real, entrou em falência há 120 anos e desde então sempre acumulou prejuizos, mesmo no tempo do Botas, que só tarde e mal começou a electrificação e a renovação do equipamento. Mas já muito antes disso a CR/CP tinha sido pasto de ladrões e vigaristas, alguns deles marqueses outros duques, desde que foram construídos os primeiros 30 kms de via.

    O aeroporto de Rio Frio, projecto do tempo do Caetano, devia ter sido construído nos anos 70, mas foi posto na prateleira pelo MFA. Idem para a auto-estrada de Setúbal a Braga, que devia ter sido concluída por volta de 1979. Idem para a central nuclear de Ferrel, que devia ter sido começada em 1975 e que podia fornecer ainda hoje muito mais electricidade do que todas todas essas ventoínhas que por aí há. O metro de Lisboa foi subdimensionado desde o início, tal como a ponte do Tejo, e as obras para corrigir esses erros e recuperar do enorme atraso infraestrutural salazarista custaram muito caro nos anos 80 e 90, criando dívida.

    Logo após o 25A, em vez de se investir em obras públicas, criou-se um gigantesco sector estatal, administrativo e empresarial, aumentaram-se os salários para níveis irrealistas, que a inflação depois comeu, e transformaram-se dúzias de E.P.s em sorvedouros de dinheiro público. Em compensação, o plano rodoviário nacional do bloco central (1985) e a ulterior construção de infraestruturas de saúde, educação, energia, comunicações foram bons investimentos, ainda que produzissem dívida pública. É aquela parte da dívida pública a que podemos dar graças todos os dias. Não à outra, a das E.P.s, à qual a esquerda, confessemos, costuma virar as costas e assobiar para o lado (já nem falo dos lunáticos do PCP/BE, que andam aí só para chatear).

    A crise europeia e internacional veio agudizar em extremo os problemas resultantes do inchaço do sector público posterior ao 25A, que o governo de Cavaco só parcialmente resolveu com privatizações, disfarçando o resto com a conjuntura dourada posterior a 1985 (fundos comunitários, baixa do dólar e dos juros da dívida externa, baixa do petróleo e outras matérias primas). Há que resolver agora esses problemas, manda a troika, e bem. Sócrates estava bem encaminhado, o período de 2005 a 2008 foi de estabilização e recuperação. A partir da crise de 2008-2009, o governo pretendia patrioticamente evitar o FMI e a troika, mas os lunáticos do esquerdalho uniram-se à direita bota-abaixista e foi obrigado a pagar pela crise, como aliás costumam pagar os governos, de esquerda ou direita, quando há uma. Os atrasados mentais sectários e demagogos cheios de ódio que culpam o governo de Sócrates pela crise não merecem sequer que lhes prestemos atenção.

  8. Leiam com atenção VIÚVAS NEGRAS abençoadas e PORTUGAS atrasados mentais

    O GRANDE MISTÉRIO DO TGV – A jogada de Sócrates

    Porque será que Sócrates mantém esta insistência obsessiva no TGV? Quando quase toda a gente, desde o analfabeto ao catedrático, reconhece a impossibilidade financeira de o construir, e depois de se provar tecnicamente que será uma rede deficitária, porque continua Sócrates a insistir?

    Será que Sócrates é um visionário, e todos nós uns pobres ignorantes?

    Ou será que há outras razões, talvez impositivas e condicionadoras, que só Sócrates sabe, e que não pode confessar a ninguém?

    A megalomania das grandes obras tem sido uma obsessão quase permanente de quem passa pelo Poder. É assim desde a Antiguidade, e é gene que ainda empesta o cromossoma do político actual. A vontade de deixar para a posteridade, algo de perene que perpetue o seu construtor, é uma vaidade com que os poderosos sempre tentaram iludir a morte – a inevitabilidade terrível do desaparecimento.

    Como os seus antecessores, é por isso natural que Sócrates quisesse deixar obra visível que o recordasse.

    Daí não me espantar que tenha avançado, de uma assentada, com um conjunto de grandes investimentos, como o TGV, a 3ª travessia do Tejo e um Aeroporto construído em terrenos de M. Jamais.

    Mas desde os dias fulgurantes do estado de graça de Sócrates, até aos dias pedintes de hoje, vai muito tempo, e muita coisa aconteceu desde então.

    Vamos aos factos.

    Em Março de 2005, Sócrates é empossado pela primeira vez como Primeiro-Ministro, gozando de uma maioria absoluta na Assembleia.

    O TGV já então fazia parte do programa de Governo, que previa o seu início nessa legislatura, se bem que entre Porto e Lisboa, ligação que muito mais tarde foi alterada para Poceirão / Caia.

    Esta obra era há muito uma bandeira de Sócrates, de tal modo que dela fez propaganda anos antes, levando-a depois até ao referido programa de Governo.

    Sobre a matéria, vejamos o que dizia então o Presidente da Multinacional Alemã Siemens, Sr. Heinrich von Pierer. Considerava o TGV em Portugal como um “projecto fantástico”, afirmando “querer ser nosso parceiro nesse projecto”. Estas declarações foram produzidas em Munique, para um grupo de jornalistas portugueses (Novembro de 2003).

    Entretanto, a coisa ficou por ali.

    Contudo, iam-se agravando as condições económicas do país. Sócrates não consegue reduzir uma grama na adiposidade do Estado, e vê as despesas aumentarem. As suas deslocações, juntamente com Teixeira dos Santos, a Bruxelas, são quase semanais. O facto é que, segundo ele, traz sempre boas notícias e, permanentemente interrogado sobre o TGV, mantém-se irredutível: é para ir para a frente.

    Lembro que, estranhamente, e por motivos ainda muito mal explicados, o Dr.Campos e Cunha (primeiro ministro das Finanças a ser escolhido por Sócrates), afasta-se logo após ter proferido declarações onde reconhecia a indisponibilidade financeira da execução de uma obra como o TGV e o Aeroporto.

    Contudo, a velha história das garantias de que grande parte do financiamento vinha da UE, mantiveram Sócrates com argumentos para prosseguir. Campos e Cunha é que não ficou mais. Ele sabia porquê.

    Entretanto, e contra tudo e contra todos, a construção do TGV é adjudicado em Dezembro de 2009, ao consórcio Elos (que engloba a Brisa, Soares das Costa, ACS espanhola, Grupo Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagrope, Babock e Brow Lda, BCP e CGD).

    Com as condições de agravamento da nossa economia, e com os sucessivos falhanços na baixa do défice, em 2010 a UE começa a mostrar-nos sérios “cartões amarelos” e, preocupada com o destino que as coisas levam, e, de certo modo, traumatizada com os casos de Irlanda e da Grécia, e com o “espantalho” de que os problemas se alastrem a Espanha e a Itália (onde a dívida pública já tinha ultrapassado em muito os 100% do PIB – actualmente está nos 120%), obriga Portugal a tomar sérias medidas, que haviam de se traduzir no PEC1.

    Este PEC1 data de Março de 2010.

    Demonstrada a insuficiência dele, em Maio do mesmo ano, avança-se com o PEC2, e quatro meses mais tarde, com o PEC3.

    Sócrates continua a deslocar-se a Bruxelas assiduamente. As visitas e reuniões da praxe, mas as reuniões com Ângela Merkle são obrigatórias.
    Estranha-se que entre ambos exista como que uma cumplicidade, ou algo que leva o nosso Primeiro-ministro a conversar, preferencialmente, com ela.

    E há algo que continua um mistério: apesar das sérias restrições que os PECs impõem, dos aumentos de impostos, da redução dos benefícios sociais, do aumento do IVA, IRS, e até da suspensão da 3ª travessia do Tejo e do Aeroporto de Lisboa, o TGV continua intocável!

    É que, mesmo adjudicado, a obra poderia ser suspensa (como foi a 3ª travessia do Tejo depois de ser adjudicada). Mas não! Mantinha-se o TGV.

    Assim, o PEC1 tem o aval da UE, 2 meses depois de adjudicarmos o TGV, e os dois PECs seguintes, também obtêm a aprovação europeia.

    A seguir à aprovação do PEC3 (Setembro de 2010), logo em Novembro do mesmo ano, a Multinacional Siemens volta à carga.

    A Multinacional afirma que possui 10 mil milhões de Euros para financiamento de TGVs, através da sua Siemens Project Adventures (que por sua vez está ligada à Siemens Financy Services), e que iria propor ao governo português um esquema de financiamento do TGV.

    Duas perguntas: que relação existe entre a data de adjudicação do TGV (Dezembro de 2009), e a apresentação dos PECs1, 2 e 3 (Março, Maio e Setembro de 1010)? Será que a adjudicação terá servido de garantia para que a Srª Merkle desse o seu aval a esses PECs?

    Porque uma coisa é certa: quem manda na UE é Ângela Merkle.

    Ela é que manda no dinheiro, ela é a “chanceler do Euro”. Durão Barroso, para todos os efeitos, é uma figura ornamental, quando muito um Chefe de Secretaria da UE, que, como todos os outros, tem que render vénias à poderosa Srª Merkle. E outra pergunta: qual a razão porque a Siemens veio, de seguida (Novembro de 2010) anunciar a intenção de financiar a obra?

    Entretanto, como sabemos, e com o PEC4 já avalizado por Merkle, o Governo cai. Mas o TGV não cai, e Sócrates, antes de cair, ainda insiste. E tem razão, porque os 80 mil milhões INTERCALARES, existiram mesmo (Fundo de Resgate Europeu) !

    Seria o dinheiro para “aguentar” Sócrates até que as primeiras tranches do PEC4 chegassem.

    Durão Barroso, numa resposta fugidia, disse que desconhecia essa quantia intercalar, e que tal modalidade não estava prevista nos regulamentos da UE.

    Mas o facto é que Sócrates trouxe de lá a promessa dessa garantia!

    Disse-o a todos os portugueses! E disse-o porque Merkle lho havia prometido.
    A não ser assim, Sócrates mentiu! Mas Sócrates não mentiu. Porque Merkle arranjaria o dinheiro. Por isso é que ele insiste que não precisavamos de ajuda externa, porque, na verdade a ajuda da UE já estava combinada/negociada, secretamente, com a srª Merkle. Só que não teria o rótulo do FMI, que era aquilo que Sócrates queria evitar, para não ficar claro o seu fracasso, perante a opinião pública. Entretanto em Portugal Sócrates actua à socapa, não procurando os acordos prévios para aprovação do Pec, nem dando sequer informação ao Parlamento, Presidente da República e parceiros sociais. Haveria que ser lesto e discreto para fechar o acordo com a “chanceler do EURO”.

    Mas a história não se fica por aqui.

    O TGV implica a compra de material, muito material, entre os quais os comboios (locomotivas e carruagens), nada menos de 22, numa primeira fase.
    Mas também a manutenção, a assistência, todo o complicadíssimo sistema hard e softwere indispensável para o controle da rede, o aluguer de material complementar, etc., etc., etc. Um nunca mais acabar de encargos eternos.

    Para fornecimento do material, dispõem-se, à partida, três empresas capazes de cumprir com o programa de concurso: Alstom (francesa), a Bombardier (Canadiana) e a Siemens (Alemã).

    A quem adjudicar?

    A Alstom francesa está metida em sérios problemas judiciais na Suiça, França e Brasil, sob a acusação de ter subornado políticos para que lhe adjudicassem material.

    A canadiana Bombardier, se bem se lembram os portugueses, fechou as fábricas na Amadora em 2004, deixando centenas de trabalhadores no desemprego.

    A Siemens alemã, tem a vantagem de possuir as máquinas mais competitivas do mercado, assentes na plataforma Velaro, que podem atingir os 350 Km/hora, sendo o comboio mais rápido do mundo.

    Esta escolha da empresa fornecedora (como o contrato de financiamento) estava nas mãos de Sócrates. Perante este cenário, a quem acham que se deveria fazer a adjudicação?

    A uma empresa com problemas judiciais, a outra que saiu de Portugal com tão triste fama, ou à alemã Siemens, que possui uma boa máquina ferroviária e que faz parte da mesma empresa que negociaria um financiamento com o Governo português para a execução do TGV?

    Era evidente a quem adjudicar. E Sócrates tinha o poder para o fazer.

    Será que o TGV era a garantia dada por Sócrates à Srª Merkle?

    Para que esta avalizasse os empréstimos resultantes de sucessivos PECs, sem que Sócrates sofresse a humilhação interna de ter que pedir a intervenção do FMI (com que prometera a pés juntos, nunca governar? E com isso hipotecar em definitivo a sua carreira política?)

    São as dúvidas que ficam, mas que um dia serão esclarecidas.

    Apenas narrei factos, evidências, estabeleci uma cronologia, e tentei desvendar o complicado algoritmo da relação entre a política e os interesses financeiros. E depois, sobre eles, como cidadão que se preza de avisado e que não perdeu a qualidade de inferir, coloquei as minhas dúvidas.

    Se isto for verdade, Sócrates seria o elo mais fraco deste acordo que lhe garantia os dinheiros com que suportava um Estado devorador e excessivo que foi incapaz de meter na linha. Merkle, o elo mais forte e representante da poderosíssima industria alemã.

    Se calhar, Sócrates já há muito que desejaria ver-se livre do “empecilho” do TGV – porque, no fundo, Portugal não precisa de nenhum TGV. A confirmar-se esta estratégia, aí viria mais uma obra megalómana que mais não servia que era ajudar interesses de poderosos e fragilizar ainda mais a debilitadas finanças do país. A confirmar-se esta negociata, cujo interesse maior dos seus dois protagonistas, era a preservação da sua imagem política, só reconfirma o péssimo governante que tem sido Sócrates, que sem o mínimo pejo não teria qualquer relutância em procurar a melhoria da sua imagem política à custa do subalternizar do interesse nacional.

    Neste mundo, não há almoços grátis.
    Por Francisco Gouveia, Eng.º

  9. Viúvo, não consigo ingerir a tua verborreia. Pelo remate e assinatura do teu relambório deves ser um cruzamento do César das Neves com um engenheiro de máquinas. Qual deles vai receber o milhão de dólares por ter engravidado?

  10. Felismino se não sabes ler vai ao veterinário. se não consegues ingerir, olha, tenta mastigar primeiro as favas que tens no saco pendurado ao pescoço …

  11. ER,
    Os assis e costas são a única oposição àquela marmelada toda.
    Não sei se isto não vai levar uma “volta” que nem imaginamos. Aqui, e por esse mundo fora, que hoje até o presidente profético reconhece que o problema é global. Se ficar tudo na mesma, Costa poderá ser o próximo a tanger a pileca lusa. Mas duvido que tudo fique como está e que o “mundo ocidental cristão” prossiga a alternancia desacreditada Direita-Esquerda.

  12. ” Entretanto em Portugal Sócrates actua à socapa, não procurando os acordos prévios para aprovação do Pec, nem dando sequer informação ao Parlamento, Presidente da República e parceiros sociais. Haveria que ser lesto e discreto para fechar o acordo com a “chanceler do EURO .
    …… se isto for verdade …. ”

    Sim , foi a informação surgida nalguns jornais portugueses ,mas não foi essa informação que corria nos corredores de Bruxelas , no PPE e nem todos os responsáveis politico partidários nacionais , foram postos à margem .

    Repare , não é só o senhor que sabe ” ler os sinais ” . Há até quem conheça mais , do que os simples sinais , o suficiente para lhe dizer que desta vez os está a interpretar incorrectamente . Nem tudo o que parece é .

    A rede do TGV faz parte de um Plano de Transportes Europeu .

    E para escrever o que escreveu ,não precisa de chamar atrasados aos outros !

  13. Este é especial para a Isabel Moreira, porque sei que a senhora vai gostar…

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    Basicamente: o estado social é insustentável.
    E este governo? É sustentável?

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    Águas de Portugal: Sistema atual «insustentável» – ministra

    A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, considerou hoje, no Porto, «insustentável» o atual sistema de abastecimento de água, pelo que o Governo está a trabalhar na procura de uma solução.
    «Temos um sistema que neste momento é absolutamente insustentável. Há municípios que ameaçam sair, há municípios descontentes, há municípios que não pagam. Têm problemas e têm justificações. Eu tenho-os ouvido a todos», afirmou Assunção Cristas, à margem da inauguração da Terra Sã Porto 2011 — Feira Nacional de Agricultura Biológica.
    A ministra sublinhou que, no total, «há 400 milhões de euros de dívida das autarquias» à Águas de Portugal, verba que a empresa tem expetativa de receber.
    Diário Digital / Lusa

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    Ministro anuncia SCUT pagas já este mês e confirma fusões nos Transportes
    Por Redacção

    O Ministro da Economia confirmou esta sexta-feira na Comissão de Economia e Obras Públicas a fusão do Metro de Lisboa com a Carris, da Transtejo com a Soflusa, e do Metro do Porto com a STCP.

    «O estado a que algumas empresas públicas chegaram não permite viabilidade se não houver uma reformulação», disse o ministro. «A actual situação do sector público dos transportes é insustentável e o que é insustentável não tem futuro», reforçou.

    O ministro anunciou ainda a introdução de portagens em todas as SCUTS já este mês. Com o cancelamento e a suspensão de vários troços prevê-se uma poupança na ordem dos mil milhões de euros, garantiu Álvaro Santos Pereira. O ministro explicou que, se nada fose feito, em 2034, a Estradas de Portugal teria uma dívida de quase 21 mil milhões de euros.

    Santos Pereira falou ainda na criação de uma rede de combustíveis «low cost».

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    «Gastos com remédios a subir nos hospitais» – JN
    Por Redacção

    Os hospitais não estão a conseguir travar a despesa com medicamentos, que o Governo diz estar a crescer a um ritmo «insustentável». Em 2012, haverá menos 300 milhões de euros para o financiamento e há já quem tema cortes nos medicamentos inovadores.

    A despesa com medicamentos nos hospitais cresceu, até Agosto, «acima de 3,3 por cento», revelou ontem o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, que considerou tratar-se de um aumento «muito preocupante» face às previsões do Governo.
    10:13 – 08-10-2011

  14. V. KALIMATANOS
    Lê José Silva para ver a besta quadrada que tu és. Se eu apoio ou não o Sócrates é um problema meu. A respeito dele não tens nada com isso e portanto vai levar no olho que te faz bem.
    Quanto ao resto só dizes asneiras, cavalidades. Já te mandei comer a palha e a fava. Mas se preferires vai pastar e não me chateies. Vai à merda. Percebeste? Vai à merda!

  15. VIÚVOS de SÓCRATES és um atrasado mental.
    Começa a história pelo princípio. Quem assinou com os espanhóis 5 linhas de TGV foi a srª. Manela Azeda o Leite.
    Quem agora quer construir o TGV é o ministro Alvarinho.
    O que é que o Sócrates tem a ver com isto?
    Só se foi por dar cumprimento àquilo que a Manela assinou, isto é, respeitou os contratos feitos por Portugal.
    O resto da tua história é ficção duma cabeça de porco a raciocinar.
    Come bolota e vai à bosta!

  16. Esta direita extraordinária, é produto do governo de Sócrates que não soube ser de esquerda. Bem como do PCP e do BE. Os meus parabéns por não fazerem puto do que é a esquerda. Tanto conhecimento, tanta verborreia e… nada. Merkel, tem a minha carpete vermelha para entrar neste país. E tomar conta dele, evidentemente. Pior do que isto não pode ser; e se for, pelo menos vem de uma mulher. E as mulheres, mesmo com Eva Braun e Ilse Koch à mistura, são sempre maternais. É ou não é verdade?

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