RSI – da demagogia grosseira ou no CDS nada de novo

Já chega. Já chega de linguagem branca. Já chega de demagogia. Já chega de ofensas à nossa inteligência. Já chega, sobretudo, do sucessivo aproveitamento da crise para ofender os mais desprotegidos da sociedade, agendando agendas antigas, apelando, para isso, a “quem trabalha”, qual canal de vendas da manhã em busca de audiências.
Ontem a Deputada Teresa Caeiro – o CDS/PP vai variando de mensageiro – explicou ao povo estúpido que o “rendimento mínimo” – que odeia tanto que não sabe que se chama RSI – vai ser sujeito a regras duras de fiscalização, porque é uma prestação que “deve ser temporária” e não um “modo de vida”. Mais acrescentou, na sua imensa sabedoria moralizadora e passando a mensagem de que não conhece o regime jurídico do RSI, que não faz sentido “pessoas receberem o RSI sem mostrarem vontade de trabalhar”, devem ser inscritos em centros de emprego e aceitar o emprego que apareça a não ser por razões ponderosas.
Com estas mudanças fabulosas que o Governo, por iniciativa do CDS, vai levar a cabo, Teresa Caeiro, antes de implementar o sistema, já sabe quem são os aldrabões e já sabe que as reformas mais baixas vão aumentar até 3%, se ouvi bem.
Uma pessoa ouve isto e lembra-se que a “política da verdade” foi um grito demagógico da direita que, de mãos dadas com quem apresenta votos de pesar ao povo da Coreia do Norte, derrubou no Parlamento o último Governo.
Vamos então à verdade amada por esta gente: o CDS tem há anos o projecto de acabar com o RSI; o CDS acredita em dar a cana e não o peixe, imaginando por bom que enquanto não haja pesca se morra de fome; o CDS tentou o que achou possível, quando esteve no poder a última vez, essa enormidade de não permitir o acesso ao RSI aos que tivessem entre 18 e 25 anos; com essa medida, o CDS entrou para a história da democracia, pois foi a única, repito, única política pública inconstitucionalizada pelo TC desde o 25 de Abril, não com base em princípios “socialistas”, mas com base no princípio da dignidade da pessoa humana; tudo o que Teresa Caeiro anunciou em relação ao para ela odioso RSI já consta da lei; claro que houve abusos e certamente ainda haverá, como em tudo, mas o último Governo introduziu mecanismos de fiscalização do RSI eficazes que permitiram a recuperação de montantes importantes.
O CDS odeia o RSI, não conhece pessoas que graças ao RSI sobrevivem até que chegue um dia melhor, o CDS nunca recuperou do murro nas trombas que levou do TC, murro esse que foi tão simples e que pode ser traduzido nisto: – tenham juízo.

7 thoughts on “RSI – da demagogia grosseira ou no CDS nada de novo”

  1. Isabel
    Também ouvi as “disgusting” e demagógicas declarações da Teresa Caeiro. Dediquei-lhe até parte de um post. Vou partilhar este post.
    Já agora, beijinhos e bom Natal

  2. Toda a gente sabe que a histeria anti-RSI é uma marca registada da direita caridosa e cristã, que prefere que os pobres se humilhem a pedir ou aceitem trabalho escravo.

    Um abuso, uma fraude de que ouviram falar no café ou no cabeleireiro é o suficiente para os demagogos desatarem a vociferar contra a ‘pouca vergonha’ do RSI e a protestarem contra o modo como o Estado gasta o dinheiro dos contribuintes.

    Outra regra fixa é que quanto mais fogem aos impostos e aldrabam o fisco, mais falam do dinheiro dos contribuintes.

    Mas quando estão no governo, mudam para a conversa B. O ministro da tutela não contesta o RSI, mas a ‘forma indevida’ de atribuir as prestações: “Um euro mal gasto na área social, é um euro que é retirado às pessoas mais frágeis e que mais precisam”. E a gente sabe que ele não tira um euro a um necessitado…

    Não passa tudo de catarro demagógico, pois. Não se atrevem a tirar os 150, 200 ou 250 euros às famílias necessitadas. O que prova a razão de quem introduziu o RSI e fez dele o maior instrumento de combate à miséria em Portugal.

  3. li agora o teu excelente post, irene
    de facto, isto é insuportável e tem de ser denunciado
    também te vou roubar :)
    beijo grande!

  4. é demagogia por todo o lado. é que a malta que aceita qualquer emprego com qualquer salário tb tem de pagar para os que não aceitam qualquer emprego.. acho muito bem rsi para quem não pode , de todo , trabalhar , idosos e crianças e doentes , acho regar ervas daninhas atribuir subsidios a quem não aceita qualquer emprego e que acha o máximo fazer o que os políticos fazem : chular.
    e quando as pessoas perceberem que a governação “democrática” é governação a cartão de crédito para zé povinho repor o plafond de 10 em 10 anos ou mais ano menos ano , vai ser giro ver o povo mandar emigrar os “governantes democráticos vira o disco e toca o mesmo”. eu pintava a cara de preto se só soubesse governar a crédito , sem promover a autosuficiência e a poupança e a riqueza sustentada.

  5. demagogia à maneira, com que então o rsi é “regar ervas daninhas”, seu fascistão rançoso? Não vês um boi à tua frente nem que estivesse a andar de patins. Pinta a cara de preto, pinta. E enfia um osso no nariz, também te ficava a matar.

  6. O CDS fica contente com pessoas a ganahr 230€ fiquem preocupados por não ter dinheiro para prendas de natal mas, o engressado é que a dita senhora está mais preocupada com outras pessoas que não tem nada! Vejam como são as coisas. quem tem pouco diz que tem pouco mas preocupa-se pelos os que não tem.
    E o CDS preocupa-se com quê?
    Eu que estava para escolher o CDS como tendência partidária por ser democráticos crstãos! Cristão nada tem. Hoje olho para CDS vejo o Judas, a Troika!

  7. Não desejando o mal a ninguém, gostaria que alguns que se batem fortemente contra o RSI tivessem oportunidade de viver dele durante apenas uma ano.
    Que tal propor isso na AR aos deputados que se mostram mais acérrimos no seu combate.
    Congelar-lhes as contas, fechar-lhes as casinhas, tirar-lhes os automóveis, os cosméticos, as idas ao barbeiro ou cabeleireiro, o polimento das unhas, os sabonetes, os subsídios de presença, o infantário dos meninos, o vinhinho de marca às refeições e fora delas, as águas engarrafadas, as escapadelas de fim-de-semana, as férias, encafuá-los num bairo social, de preferência num T1 manhoso algures num sexto andar em prédio degradado sem elevador sem elevador ou transportes ao pé.
    Creio que com uma medida dessas rapidamente se acabavam com as bacoradas.

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