Levar Medina Carreira mesmo a sério

O comentador compulsivo Medina Carreira sabe que os Governantes dos últimos 10 anos deviam ser julgados.
Que interessa a Madeira?
São dez anos. Tudo para julgamento. Isto assim, dito com a sua histórica parcialidade na cara.
Ora aqui está a solução: todos os Governantes, no verbo de Medina já feitos arguidos, culpados e condenados, essas bestas que alguém louco elegeu, estão limitadas por esse período que safa tanta gente, esse número redondo, ouviram? São dez anos. Para trás, ninguém vai a julgamento.
Um alívio.
Para Medina Carreira, por exemplo. É bom dez anos não chegarem a 1975, quando foi subsecretário de Estado do Orçamento e logo a seguir Ministro das Finanças.
É bom que o homem que hoje chama loucura, estupidez, anormalidade à Expo´98 tenha sido vogal do Conselho da Administração da Expo` 98 há mais de dez anos.
É bom para o puro e impoluto comentador que Cavaco Silva não entre na categoria de Governantes, esse Presidente que ele apoiou com unhas e dentes em 2006 e que se revelou um cancro no nosso sistema político.
Mas já agora, Medina, diga-nos lá: só levava governantes a julgamento? E dos últimos 10 anos? Não deu por nada de estranho em Belém, essa sua luta?
Julgue, julgue, julgue…
Nós vamos tomando nota, pois.

5 thoughts on “Levar Medina Carreira mesmo a sério”

  1. Dos últimos 10 anos? Então a ideia é também a de julgar Ferreira Leite, Santana, Barroso e Portas, entre tantos outros passarões? Se calhar, até que nem seria má ideia…

  2. Merdina Cegueira, um poço de asneira!!!!!
    Mas a culpa é de quem lhe paga, e bem, para ele, mais um papa-reformas, andar por aí a descarregar a bilis que lhe enche a caixa craniana. A Manuela Ferreira Leite, outra biliosa, ainda tinha, e tem, uma paixão pelo Cavaco (gosto discutível, mas enfim…). Agora este fulano nem isso. Se juntarmos a isso que já há ali alguma senilidade à mistura, temos o quadro pintado.

  3. Gosto de ouvir o Medina Carreira, aliás é o meu humorista preferido. Haverá alguma coisa mais salutar e divertida do que ver um velhinho a clamar que precisava de um programa na televisão para falar sobre economia e ensiná-la aos mais novos, vê-lo a fazer de conta que nunca esteve no governo e que nunca fez asneira nenhuma, saber que tem vivido à custa do sistema e dele depende, mas que não perdoa os seus ódios de estimação que tem sempre na ponta da língua.
    Claro que ver um advogado, que iniciou os estudos no colégio militar para vir a ser engenheiro, e não o conseguindo (aquilo eram fórmulas demais para aquela cabeça), andou a percorrer os Institutos lisboetas (ISEG, ISG, IUL, IESFF) não se sabe bem ao certo para quê, arvorou-se em fiscalista, arranjou tachos e tachinhos (Conselho Nacional do Plano, Fundação Oriente, Expo 98, vogal de conselhos e até presidente de uma Caixa de Previdência, foi governante, e escreve livros.
    Não me digam que uma figura tão polifacetada, que por tanto lado passou, não é um sério candidato a personagem do Alexandre Herculano.

  4. Vamos ser sinceros: o Medina Carreira tem tanto crédito como a Isabel Moreira, e os dois, cada um ao seu estilo, são excelentes a fazer chinfrim. A Isabel Moreira é bonita, tudo bem, e pelo que dizem, magríssima, melhor ainda… Mas o Medina Carreira pouco ou nada tem que ver com a situação atual do país: é a Isabel Moreira que está no governo, e pelos vistos num PS inábil de qualquer negociação útil ao país. Primeiro, a Isabel a julgamento, se sermos razão ao próprio pedido que ela tece (inacreditavelmente, diga-se). A filha do Adriano Moreira sabe que não é de esquerda coisa nenhuma: por isso entrou como independente para o partido de esquerda menos esquerda. Sim, defendeu o casamento entre pessoas do mesmo sexo (e muito bem, diga-se)… mas tirando isso (e aposto que o aborto), o que é que ela defendeu para os trabalhadores? Um slogan? Não chega, Bélinha… Não chega mesmo. Nem para ser levada a julgamento.

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