Cavaco saca de manuais de direito constitucional para justificar a promulgação de um diploma autoritário e imoral a todos os títulos: ou do “dá para fingir melhor que não sabes qual é a questão?”

Lembrando que já promulgou mais de 200 diplomas do actual executivo a quem compete conduzir a política geral do país Cavaco Silva fez questão de notar contudo que promulgar não era a mesma coisa que concordar com as medidas do executivo liderado por Passos Coelho. “Todos os constitucionalistas reconhecem que o acto de promulgação não significa o acordo do Presidente em relação a todas as normas de um diploma sublinhou”

No Público de hoje

É bom ler estas coisas. Nós sabemos bem quando Cavaco promulga mas não concorda, não é? Quem não se lembra das mensagens indignadas quando um diploma tinha percorrido todos os trâmites normais da democracia? Mas ele, ele o Aníbal, a pessoa, não o Presidente, não concordava, e irritava-se às 20h da noite com a democracia e com a transparência. E ralhava com a Assembleia, que é como quem diz com o povo.
Já quando o PM decide acabar com as reformas antecipadas dos privados e de milhares de funcionários públicos, não anunciando a aprovação do diploma na página do Governo, porque as pessoas são como a moeda e podia haver um risco tarado de corrida a direitos, Cavaco promulga.
Não usa do veto político, não faz uma mensagem que seja, promulga e diz que os constitucionalistas explicam – atenção! – que promulgar não é sempre concordar.
Que vergonha, que falta de vergonha na cara de presidente.

3 thoughts on “Cavaco saca de manuais de direito constitucional para justificar a promulgação de um diploma autoritário e imoral a todos os títulos: ou do “dá para fingir melhor que não sabes qual é a questão?””

  1. Ainda hoje me pergunto: como foi possível que esta alforreca tenha sido reeleita, mesmo depois das palhaçadas dos telejornais e das artimanhas do BPN e da Coelha.

    Eventualmente pode agradecê-lo ao seu estratega Louçã, que resolveu entalar toda a gente com a apresentação de um candidato de 4ª ou 5ª linha. Esperemos pela condecoração…

  2. Ouvi hoje numa estação de rádio um comentador, que não identifiquei, dizer, a propósito da prolongada doença de Miterrand durante o tempo em que era presidente da França, que os franceses tinham um presidente doente do corpo, mas são da cabeça; pelo contrário, há presidentes que parecem sãos do corpo, mas da cabeça…

    A quem se referiria ele?

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