Pungentómetro

A Valupi

Muito antes de procurar, num texto, o que lá não está, é obrigatório ler nele o que lá está. Explicitamente.
Invadi-lo de subjectividade é enviesá-lo. É abusá-lo. É ver nele um outro que não existe.
A contenção e o pudor dum texto fazem-no contido e recatado. Pode ser belíssimo, carregado de intenção, mas não é pungente.
Só ao autor cabe medir a pungência que quer presente na obra. Por isso não há pungentómetros
no mercado. Tudo o resto são oportunismos de leitor.

Jorge Carvalheira

15 thoughts on “Pungentómetro”

  1. Saudações devoradores de letras virtuais provenientes de dedos socialmente activos e algo atordoados.

    Achamos especial interesse neste blog para a divulgação do que explicaremos posteriormente, devido ao vosso carácter narcotico-enxaqueca com o qual à semelhança nos identificamos. Passemos à prescrição…

    Nós – Grupo AAV – vimos por este meio informar-vos em forma de propaganda sobre uma iniciativa levada a cabo por nós (Grupo AAV) através da “Proposta Pró-posta de bacalhau-calhau (calhau-peixe para bater na cabeça de Escultores)” que pode ser lida seguindo este URL: http://antiartviral.blogs.sapo.p…po.pt/ 1091.html cuja leitura insistimos para um aprofundamento do conhecimento da Doutrina/Movimento Rotundista que pretendemos levar a cabo (isto, se possível após uma passagem geral pelo próprio blog antiartviral.blogs.sapo.pt de maneira a interiorizar o nosso espírito libertário).

    Após lido o documento da proposta, e se ele suscitar interesse (que desacreditamos plenamente que não suscite), ou até se não suscitar, convidamos o leitor a tornar-se interveniente na causa e a inscrever-se na dita cuja.
    A ficha de inscrição e instruções de preenchimento podem ser encontradas seguindo este URL: http://antiartviral.blogs.sapo.p…po.pt/ 3471.html

    Esperamos vir a ser uma organização de grande peso e impacto no que diz respeito ao Rotundismo, visto que somos os seus pioneiros.
    Esperamos também a cooperação/inscrição de bastantes futuros Rotundistas, que só demonstrarão, ao juntarem-se à causa, ser pessoas de grande qualidade intelectual e interventiva na sociedade.
    Prevemos um futuro próspero e revitalizado.

    O Rotundismo é a escolha acertada!

    O grupo: AAV – antiartviral.blogs.sapo.pt

  2. Jorge, peço-te explicações. Neste momento baralhado, não entendo como pode o autor limitar a recepção da sua obra. Depois de elaborares um pouco mais, estarei em condições de me agarrar aos cornos desse boi: “é obrigatório ler nele o que lá está.” O que lá está. Lá.

    Mas antecipo. Lá: no leitor que lê o texto, jamais no texto lido pelo leitor. Lá: no oportuno.

  3. “Só ao autor cabe medir a pungência que quer presente na obra.”

    Já agora, quais os outros nove mandamentos!?

  4. “a vida dos brancos em luanda não era assim tão diferente da dos brancos de portugal. apenas mais livre, aberta…”

    São certas declarações contraditórias, ou surpfreendentes, como essa acima da Susana à Scarlet, que irão colocar o Valupi em apuros para explicar o pungimento dos relatos e o papel da cobardia e das ideologias na cobertura destes que dramas à Parque Eduardo VII, com fogo de vista e roupa pendurada no quintal, a meio caminho do Jardim Zoológico, antes de chegar a Benfica onde a Susana tomava cafés na pastelaria Califa, toda fresca e retornadinha.

  5. ai a conchita, liberdade e abertura é mesmo coisa de pensamento. o meu avô de luanda, por exemplo, foi preso pela pide, certamente por isso mesmo. porque nos sentíamos livres de pensar, de existir. áfrica, no contexto da minha família, trazia esperança, a miscigenação cultural que acaba com as diferenças. o fogo de artifício (a guerra no cèu nocturno) no texto expressava apenas o fascínio que se misturava com o medo. aquilo de querer ver e querer fugir, próprio de uma criança. no contexto, a resposta era a essa scarlet, cuja escolha de nick revela uma identificação oposta à minha. há que ver a minha resposta nesse contexto: estava a lidar com o preconceito arcaico e racista. conchita, és turtuosa; para gaja… enfim, pareces mesmo um misógino em plena andropausa.

  6. Ah, o teu avô foi preso por ter liberdade para pensar. Hum, soa a anacronismo no meu livro. É hoje que se é preso por pensar, não há trinta anos. Pega no teu anquilosado “O” level e pesquiza por esse mundo interneteiro fora, porque no´”Público” não vais encontrar figos desse moscatel.

    Misógino, eu? Talvez, mas só em relação às mulheres de Lesbos com mau coração ou uma ou outra que anda por aí perdida a escrever em blogues sem fusíveis de reserva para casos de curto circuitos nos sistemas de operações de respostas.

    Se tens marido ou namorado, dá-lhe um charuto. Verás que não há andropausa que entre com ele. But watch your ass…

  7. não, speedy, o meu avô foi preso por organizar eleições e distribuir panfletos escritos à mão pela minha mãe e irmãos.
    quanto ao meu o’level, surgiu a propósito do teu «inglês básico».
    não me enquadro em nenhuma dessas categorias, mas nem por isso te safas comigo. vai então brincar sozinho com o teu charutinho, mas vê lá não o acendas antes de te sentares em cima dele.

  8. Se precisarem de alguém para servir de intermediário na reserva de uma qualquer piscina é só apitarem.

  9. És uma lass com muita categoria, Susana. Vá, põe mas é um postinho lá em cima, porque o Valupi está a arebanhar a freguesia toda com as suas filosofias enroscadas na chakra do alto da tola.

    Sim, tens que me dar mais uma oporunidade para contrariar ou morder carnes traumatizadas pelos calores de África, há muitos anos.

    Folgo muito em saber das actividades revolucionárias da tua panfletária família.
    A tua cornucópia não para de vomitar históricas pedras preciosas!

    PS E a Catarina, onde é que ele anda, essa amazona sem respeito pela terceira idade?

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