DHAAHHHHHH

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“A questão israelo-árabe tem uma única origem: a recusa dos países e organizações políticas árabes em reconhecer o direito de Israel à existência. Tudo o mais é acessório.” Luciano Amaral, Diário de Notícias (2/2/2006)

16 thoughts on “DHAAHHHHHH”

  1. Presumo que para a opinião do dito cujo ser aceite, ainda que com a mesma não se concordasse, tivesse que citar meia dúzia de autores previamente aceites pelo NRA e o texto teria que ter no mínimo 1000 caracteres.

  2. Nada disso, como você percebeu bastava não se esquecer do direito dos palestinianos a serem independentes.

  3. «Nada disso, como você percebeu bastava não se esquecer do direito dos palestinianos a serem independentes.»

    Quem não aceitou a independência em 1948 foram os palestinianos e todos os países viznhos, reunidas na Liga Árabe. Em 1948 havia lugar a 2 países, Israel e Palestina. Israel seguiu em frente, os palestinianos preferiram sempre a luta contra a existência de Israel à sua própria independência.

    Acaba por ser um post ridículo comentar com um DHAAHHHHHH uma frase óbvia e que descreve bastante bem a origem do que se passa hoje.

    Foram os próprios palestinianos que sempre recusaram a independência enquanto Israel existisse e deram a esta recusa “força de lei”, por exemplo, ao escreverem na ‘constituição’ da OLP que a Palestina do tempo da ocupação britânica era indivisível e que a unificação precederia a independência.

    “A questão israelo-árabe tem uma única origem: a recusa dos países e organizações políticas árabes em reconhecer o direito de Israel à existência. Tudo o mais é acessório.”

    Evidentemente.

  4. Que eu saiba, entretanto, Israel tem desrespeitado uma duzia de resoluções da ONU e, neste momento,já os palestinianos e outros paises arábes se prontificaram a aceitar o Estado de Israel. Até você é capaz de perceber que a ocupação ilegal de um território e a sujeição ilegal do povo palestiniano, não é cartão de visita para a região.
    Mas o que são os palestinianos para si e os seus direitos? Pelo que percebo do seu discurso, essa questão não existe, tem provavelmente mais que ver com a Islândia.
    DAHHHH!

  5. Independência?
    A ONU não deu a independência a Israel…a ONU CRIOU o Estado de Israel, que é uma coisa bem diferente, a que se seguiu a rápida colonização promovida pelas agências judaicas…a criação do estado de Israel, terá sido a compensação que as potências ocidentais encontraram como mais justa para as atrocidades que os judeus (mas não só…) sofreram às mãos dos nazis. Daí que seja compreensível que os árabes não aceitassem um “corpo estranho” no seu seio e o tentassem repelir…

  6. Imaginem que de repente a ONU decide juntar todos os ciganos do mundo e instalá-los no Alentejo, e que naturalmente, os ciganos vão achar o Alentejo pequeno para eles….

  7. “Que eu saiba, entretanto, Israel tem desrespeitado uma duzia de resoluções da ONU e, neste momento,já os palestinianos e outros paises arábes se prontificaram a aceitar o Estado de Israel. Até você é capaz de perceber que a ocupação ilegal de um território e a sujeição ilegal do povo palestiniano, não é cartão de visita para a região.
    Mas o que são os palestinianos para si e os seus direitos? Pelo que percebo do seu discurso, essa questão não existe, tem provavelmente mais que ver com a Islândia.”

    “Entretanto”, lê-se na primeira parte desta frase. Não entrando em discussão sobre o conteúdo, o facto de ter usado o ‘entretanto’ acaba por ser um reconhecimento da razão da frase do Luciano Amaral, que se refere ao antes do entretanto.

  8. Devia ler o post do Luís, mais acima. Não há não reconhecimentos que justifiquem a situação a que os israelitas sujeitaram os palestinianos. No dia que se aceitar este tipo de argumentos, aceita-se tudo: mesmo o massacre do povo timorense,pelos soldados indonésios, para alegadamente os salvarem dos crimes da Fretilin… São tudo justificações de carrascos. E todas elas ignoram o fundamental: a injustiça tem que ser resolvida, só haverá coexistência pacifica entre dois povos, devolvendo aos palestinianos expulsos e aos outros, que vivem na Palestina, o direito a terem uma patria.

  9. E a desocupação dos colonatos não é um princípio? E os embates violentos entre o exército israelita e os colonos judeus não significam nada? Ou será mera propaganda!?

  10. Caro Rui Castro,
    É um princípio. Mas como se recorda, eu limitei-me a não concordar com o texto do Luciano Amaral que colocava como único problema importante o reconhecimento de Israel.

  11. Caro Nuno,
    Mas é o próprio Luciano Amaral que escreve:
    “Claro que nada disto justifica a colonização israelita nos chamados Territórios Ocupados”
    Concordando-se ou não, o texto diz mais do que aquilo a que o Nuno o reduziu no seu post.

  12. Caro Rui,
    Luciano Amaral é que garante que “tudo mais é acessório”, eu limitei-me a discordar. Mas pelo vistos, eu e o Rui, estámos de acordo no essêncial: o processo é muito complexo, mas tem de permitir aos palestinianos o direito a exercerem a sua autodeterminação e garantir aos judeus que os árabes reconheçam o direito da existência do Estado de Israel.
    Eu acrescentaria, por minha conta e risco, que é fundamental ter em conta o direito de regresso, às suas terras, dos muitos milhares de palestinianos expulsos.
    A situação de Jerusalém fica para outras núpcias.

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