Bah!

A Ministra reconduz. O Primeiro consente. O Presidente cala.

É cá uma fezada que o Ministério da Educação está atafulhadinho destas prepotências. Com uma cultura muito local. Quanto menos capazes, mais espezinham, e mais sobem. E com um PS tão rosadamente clientelar…

Por onde pegar, então? Pela primeira ponta que se veja. E esta é cá uma!

26 thoughts on “Bah!”

  1. “A Ministra reconduz. O Primeiro consente. O Presidente cala.”

    A Ministra sonha. O Primeiro quer. A obra nasce.

  2. sempre sempre assim, como diz o fernando: quanto menos capazes, mais espezinham, e mais sobem.

    uma amiga, que escrevia a sua dissesrtação para doutoramento, contava muito como sumidades portuguesas e estrangeiras lhe respondiam de imediato aos e-mails, a convidavam para o gabinete sem cerimónias, eram humildes e acolhedores, enquanto aqueles que nunca tinham publicado senão nas revistas dos amiguismos, que nunca tinham feito passar um paper por um referee, a faziam esperar através da secretária. certamente para lhe mostrarem que até! isso tinham.

  3. Mediocridade e autoritarismo estão quase sempre associados; provendo-se um promove-se o outro e vice-versa.

  4. Caro aspirina c,
    Vivo a quase mil kms do Porto,não conheço,nunca vi,nunca falei com a tal directora que até pode ser tão ou mais Tatcher como a descrevem.Contudo, dúvida grande subsiste nestes casos:porque aconteceu logo com um deputado do PSD e agora com um presidente de Câmara do CDS-PSP? O mau feitio da senhora não corresponderá à provocação propositada dos senhores? E como classificar a actitude do presidente da Câmara?Uma delacção à posteriori ou uma desavergonhada delacção oportunística?Uma confissão herética?

  5. Caro Adolfo,

    Parecem-lhe realmente casos de «provocação propositada»? Pode também dar-se o caso de a senhora não encarar com políticos de outros partidos.

    De resto, já se conhecem mais quatro actuações prepotentes. Como esta (cito dum link acima):

    «Um dos casos que mais chocou os funcionários da DREN é o do professor António Queirós, cego de nascença, cuja comissão de serviço terminou na sequência da delação de uma conversa entre dois colegas.»

    [P.S. Eu vivo a dois mil e trezentos quilómetros do Porto].

  6. Sílvia,

    O Google – interrogado sobre “albino carneiro” “camara municipal de vieira” – dava, há minutos, 146 páginas.

    Mas pode não chegar, claro.

    Agora, perfeita, perfeita é a sua insinuação «delator de sacristia». Num mundo de prepotências, equivale a elogio.

  7. Meu caro amigo,
    com o perfecionismo e prepotência de funcionários públicos posso eu muito bem, mas com delatores e sobretudo “delatores de sacristia”, acredite, não posso mesmo nada… Fujo deles a sete pés… E muito mais deste cidadão que assina actos públicos da autarquia como Padre Albino Carneiro.

  8. Sílvia,

    Agora é que eu não percebo mesmo nada desse seu «delator de sacristia».

    Explique – se quiser, claro – mas explique com algum pormenor. Já viu que sou lento de percepção.

    Py,

    Obrigado. Anseio pelos desenvolvimentos.

  9. Caro F.V.,
    É fácil condenar o comportamento da Directora da DREN, considerando o entendimento que temos das regras democráticas emanadas da nossa Constituição, mas, na realidade, não sabemos o que na verdade se passou. Sabemos, apenas, que há um procedimento disciplinar em curso onde há lugar, também, a defesa do “réu” e todo um folclore e aproveitamento político (e jornalístico!…) da situação.
    Quanto à intervenção do padre-autarca neste assunto, acho estranho, imprudente e deselegante, para não dizer outras coisas, a delação junto do Presidente da República, num jantar, e nos termos em que a fez. É que de um autarca o povo deve esperar muito, mas de um padre-autarca deve esperar muito mais, ou não?

  10. Cara Sílvia,

    1. Escreve você: «É fácil condenar o comportamento da Directora da DREN, considerando o entendimento que temos das regras democráticas emanadas da nossa Constituição».

    Dá-me licença de ler aqui: «Considerando o entendimento que temos das regras democráticas emanadas da nossa Constituição, pode condenar-se o comportamento da Directora da DREN»?

    2. Quanto sabemos, o presidente da Câmara guardou discrição durante um ano. Perante o precedente «Charrua», fez uma discretíssima alusão durante uma visita do Presidente. E foi o Presidente quem tomou a iniciativa de saber mais.

    «Delação» é, nestas circunstâncias, inadequado. E sou muito discreto.

  11. Meu caro amigo,

    Discrição e água benta cada um toma a que quer, conforme as circunstãncias…

    Já agora, à luz da nossa Constituição, acha adequado um autarca da nossa praça assinar documentos públicos como padre?

  12. Cara Sílvia,

    Você entrou, claramente, na fase de prolongamento. Receio que a próxima pergunta nos conduza ainda mais longe do tema, já de si precário.

    Sobre o que aqui pergunta, eu não acho nada.

  13. Hum, este número é louvado…

    Bem, que eu saiba estas coisas sempre aconteceram, com as alternâncias de governo, só que iam para a ‘prateleira’, à conta da ‘confiança política’, e agora com a ‘mobilidade’ a mobília arrisca-se a viajar e as coisas pyam mais fino.

    No entanto, já que o pessoal vai andar com receio, então as chefias que também andem com medo de ir parar aos jornais.

    sempre fica mais equilibrado

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