Nem sempre

O vídeo é de 2006. Publiquei-o por cá em 2009. Voltei a publicá-lo em 2015. Aqui fica em 2026, não envelheceu meio segundo.

Podia-se criar um curso de jornalismo em que todas as aulas consistissem na repetição deste vídeo. No final, teríamos alunos ou formandos que seriam especialistas em tudo o que não é jornalismo. E isso, caríssimos, é condição sine qua non para fazer jornalismo.

2 thoughts on “Nem sempre”

  1. jornalismo é quando chamam a israel a unica democracia do médio oriente e dizem que não apoiam a palestina como apoiam a ucrânia porque precisam de barreiras geográficas de proteção pessoal. mas jornalismo a sério!

  2. O tipo ia muito bem até ao 1:45, quando passa de uma justa crítica ao jornalixo para uma diatribe sobre a intrínseca qualidade das coisas que ‘têm sucesso’, como a tal cançoneta dele, a suposta inveja dos demais e a sabedoria de heróis como ele perante tais criaturas.

    Ora o que tem muito sucesso, em particular na música moderna, na TV ou no cinema, tende a ser uma bela bosta porque para agradar a tantos apela ao mínimo denominador comum, é formulaico e previsível, não inova, não incomoda, não faz pensar. É um mero produto.

    Claro que há excepções, mas é quase sempre assim. Ele argumenta o contrário porque a tal cançoneta lhe enche a conta bancária. Fui ouvi-la: easy listening, refrão que fica no ouvido, mas no geral uma bela bosta. Como todo ou quase todo o pop que tem ‘muito sucesso’.

    E claro que nada isto importa ao volupi: o objectivo é só mostrar o enxovalho do jornalista, outra classe inimiga do Santo 44, após os juízes. É um alvo justo, pois há muito que não temos jornalismo. Tal como não temos políticos, só pulhíticos. E trafulhas impunes.

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