É uma fantasia. Que Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Soares e Cunhal estavam vivos em Maio de 2026 – nos seus 84, 91, 101 e 112 anos, respectivamente. Que se reuniam. E depois falavam a uma só voz. Para dizerem ao juiz perseguido e devassado “não estás sozinho”, “conta connosco”, “não temos medo”. É uma fantasia nascida de cada um deles, a seu modo, ter sido um herói da liberdade. Os quatro são responsáveis pelo início de um ciclo de desenvolvimento político, social, económico e cultural fundado na liberdade de todos e de cada um. Eles veriam o ataque a Ivo Rosa com a lucidez de quem viveu no tempo em que os cobardes faziam igual em nome do regime. Agora, os cobardes fazem o que querem em nome da corporação. Também isso deixaria Cunhal, Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral unidos e presentes na luta eterna pela liberdade.
É uma fantasia. Mas também é uma inspiração.
É tempo de matar os pais e exigir-lhes também responsabilidades no cancro social em que se tornaram as áreas da Justiça e Segurança do Estado. Lembro-me do Alberto Martins dizer que “esta não é a minha Polícia” e depois ser obrigado a demitir-se. Por Ventura com a aquiescencia desses.senadores porque na época (ou saison para o Soares) não chatear as corporaçoes era um ato de inteligência política para não perder (o quê? Digam lá? Rima com corporações…isso, isso) eleições.O regresso ao passado só é útil quando se pode mudar alguma coisa, tipo Marty Mccfly e o hit “Valupi be good tonight ‘..
Eu sei é difícil alguém combater a pidalhada mas faça-se justiça o Costa teve-os no sítio. Soube enfrentar os cabrões e não fugiu:
https://elpais.com/espana/2026-05-20/imputacion-de-zapatero-por-el-caso-plus-ultra-y-reacciones-politicas-en-directo.html
Mas a cena mudou, com a aceleração das tecnologias e do tempo as mediações clássicas já não ” apanham” o essencial das sociedades. A representatividade já não existe e tem que ser repensada. Cada vez é maior o nível de insatisfação porque cada vez é maior a desconexão entre o sistema e o sujeito. Só se elegem medíocres e atrasados mentais, a política morreu, porque já não há nobreza, filha maior da literacia, do navegar o mundo, do rir e chorar por mais. El Quijote.
Mas um tema fixe e ligeiro para um Domingo seria a mudança da Ferrari para os motores eléctrico e com a cor azul ( claro que pode ser vermelho mas o facto de escolherem o carro azul para a apresentação é significativo). Da para elaborar um tratado sociológico parecido com o post. Aí o passado é que era bom, e o caralho. E atão o vermelho meu, sacam o vermelho e nada?
O Ferrari é uma “bella machina” mas sempre foi um carro azeiteiro aspiracional, o carro que se compra quando se quer afirmar status ou uma etapa materialista da vida. Como dizia o Sampaio ” I did it mommy”. A cor aqui é muito importante. Existe um estudo psicológico das cores, a cor de um logo ou de um produto não é inocente. Não, é estudado e testado. A cor azul é propositada, para um grupo mais new age e convenhamos asiático e chinês. A vermelha é paixão, ascensão, está nos clubes populares como o Benfica, Man United, Bayern etc .. mediterrâneo, guerra, afirmação, toros y copas (sangre de toro), pizza, minotauro e todas as associações livres que nos convocam a terrena côr.
Foi uma cena que passou despercebida mas que demonstra bem pelas reações o momento que estamos a viver. É um fenômeno de superfície cuja simbologia abre uma porta de percepção. Ao mesmo tempo uma cena iconoclasta, o quebrar de um mito, oxalá a reação ou resistência ao novo não vença. Eu quero envelhecer com coisas novas mas humanizadas, não com gerentes petrificados.
*gerontes, foda-se.
Santo deus, volupi: se não tem dinheiro para os medicamentos diga-nos, algo se há-de arranjar. É penoso assistir a uma mente, que já não era grande coisa, a degradar-se dessa maneira. Qualquer dia vemo-lo nas notícias e acaba internado. Depois quem gere esta toca xuxa?
Reality check. Só chora o Ivo porque este ajudou a safar o seu caro 44; de contrário seria mais um vilão da justiça, um carrasco da ‘direita’ contra o seu caro mártir / turista parisiense. Se o Ivo é investigado por isso, ainda bem. Devíamos fazer o mesmo a todos os juízes.
O seu 44 pode safar-se, pode até ser indemnizado, mas será para sempre o Trafulha. Todos sabem o que eram e de onde vinham as ‘fotocópias’ que o Perna lhe levava; e a casa de luxo em Paris; e as outras; e nas escutas todos podem ouvi-lo a discutir – sempre reles e raivoso – as trafulhices com a famelga; e as patéticas lamúrias ao juiz sobre viver no luxo à pala da mãe.
Que diriam o Freitas, o Sá Carneiro, o Chulares e o Cunhal? O Chulares já sabemos, até foi vê-lo à choça em Évora; é bonita a solidariedade entre trafulhas. O Freitas era um chuleco que mamou num governo PS (do 44), o Sá um típico politico: diriam o que desse mais jeito na altura. Já o Cunhal era um fanático, mas não era chulo nem trafulha; não pode contar com ele, volupi.
Cunk, tens toda a razão, e em tudo (como sempre, sei bem, mas importa reconhecer publicamente o teu mérito para que sirva de exemplo às novas, e até não tão novas, gerações).
Quanto a teres grafado “fenômeno”, trata-se de inovação ou rebeldia? Se a questão for demasiado morosa, passa já para a próxima.
Que é esta: no primeiro comentário lamentas nostálgico ter-se perdido isto e aquilo, cenas do melhor que tanta falta hoje fazem, e no segundo comentário apresentas-te futurista, denuncias o passadismo (não confundir com o passismo). Comé, mano?
Sei que vais conseguir explicar porque tu sabes bué disto (e não só disto, também sabes daquilo e daqueloutro).