Lapidar

«O facto de em Portugal, segundo dados do Conselho da Europa, existirem 14 procuradores do Ministério Público por cada 100 mil habitantes e nesses países terceiro-mundistas que são Espanha ou França, uma comparação admissível atendendo aos seus modelos judiciais e perfis de litigância, existirem 5 e 3 procuradores por 100 mil habitantes, parece não exercer nenhuma curiosidade entre nós (ou 4 por 100 mil, em Itália, já agora). Ou o facto de existirem 19 juízes por 100 mil habitantes, o que compara com 11 naqueles dois países contíguos. Admite-se, contudo, que o modelo idealizado nacional seja o de países como a Bulgária ou a Moldávia, onde o número de magistrados do Ministério Público atinge os 24 por 100 mil habitantes, com resultados na ação penal, aliás, que são bem notórios...

Em nada, contudo, estas diferenças gritantes obrigaram Parlamentos e governos a ponderar com seriedade alternativas a simplesmente adicionar pessoas, independentemente da variação no número de processos judiciais existentes, dos modelos de gestão ensaiados ou das ferramentas de trabalho usadas.»

O mito dos recursos

2 thoughts on “Lapidar”

  1. É a tradicional e conhecida falta de produtividade portuguesa: trabalham pouco e mal e gastam absurdos de recursos . A matemática faz muita falta , ou , em alternativa, o latim

  2. Os procuradores, procuram, procuram, fartam-se de procurar, e na maioria da vezes -em investigações de topo- só encontram suspeições.

    Ou são incompetentes para fazer justiça, ou são muito competentes a trabalhar para a confusão e distração.

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