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Que queridos.
Cotrim de Figueiredo pode ter dado um tiro no pé ao declarar que votaria em Ventura em caso de confronto deste com Seguro na segunda volta das presidenciais. Pois bem, foi dito, está dito, o Ventura não o choca (não desconfiávamos já? Cotrim tem como apoiante um fundador do Chega, Nuno Afonso, ex-braço direito de Ventura). Se os seus adversários da área democrática (Gouveia e Melo, Seguro e …cof cof … Marques Mendes) forem habilidosos, atacá-lo-ão sem dó nem piedade nestes sete dias que restam. Basta lembrarem ao eleitorado que Ventura não é mais do que um candidato a ditador, à laia de Trump, que tanto admira e a cuja tomada de posse nem pôde faltar (mesmo ficando à porta). Se puder, e quando puder, acaba com a democracia e põe-se a perseguir tudo o que seja cigano, paquistanês e preto, pondo o país em pé de guerra, para logo de seguida calar os seus adversários políticos, de raça branca, com recurso à polícia. É isto que Cotrim quer ou não se importa de ver na Presidência da República?
Cotrim ou não pensa antes de falar e é um tipo superficial, no fundo um vaidoso – pouco talhado para a Presidência, ou acha mesmo que o Ventura tem mais qualidades do que o Seguro – e pouco apreço tem pelos regimes democráticos. Um dandy sem cabeça. Saiu da liderança da Iniciativa Liberal porque queria ir até Bruxelas e Estrasburgo ver as modas e agora o melhor a fazer é rua com ele.