O partido atendível

Quando se fala dos dirigentes, principais militantes e publicistas do PSD e do CDS, estamos a falar de pessoas socialmente privilegiadas. Muitas não terão fortuna, mas todas têm níveis de educação, segurança e conforto muito acima do portuguesinho. Mas mesmo muito. Elas estão nos maiores grupos económicos, nos melhores escritórios de advogados, nas melhores universidades, nos mais poderosos grupos de comunicação. Elas podem pagar as casas mais espaçosas, os carros mais bonitos, os médicos mais competentes, as férias mais deslumbrantes, os jantares mais sofisticados, os trapos mais hipnóticos. São omnipresentes e omnívoras. Nada lhes falta, nem sequer a asinina autoconfiança de quem se julga superior ao povoléu. Se não contribuem para a resolução dos nossos problemas com soluções brilhantes é só porque não querem – ou não podem. Portanto, não lhes podemos perdoar a estupidez do seu pensamento e acção. A caudalosa estupidez com que este arremedo de direita invade a política e a submerge num decadente conflito territorial.

O caminho para o PSD voltar a ser Governo aparentava ser óbvio logo desde Marques Mendes: assumir a responsabilidade pela fuga de Barroso e pela incompetência de Santana. Acima de tudo, livrar-se do cavaquismo e renascer. O Pacheco fez uma tímida tentativa para lançar essa metanóia, sem qualquer resposta fosse de quem fosse. Logo depois de uns bons sinais de regeneração, com o afastamento de Isaltino e Valentim Loureiro, surgiu Menezes a provar que o partido era um barco à deriva. E Ferreira Leite, com o baixo patrocínio do Presidente da República, foi a resposta desesperada de uma geração caduca e disposta a tudo. Face a esta calamidade, não admira que os militantes que elegeram Passos esperassem dele algo muito simples de formular: a imitação de Sócrates. Isto é, alinhar o PSD com o centro, essa fina corda onde os governantes fazem malabarismos para satisfazer os interesses de trabalhadores e patrões, de pobres e ricos, da esquerda e da direita. Chamar-lhe socialismo democrático ou social-democracia, talvez não passe de uma opção de gosto.

Os factos são estupidamente evidentes: Passos subiu nas sondagens assim que contribuiu para a resolução dos problemas viabilizando o apoio do PSD ao Governo em certas medidas. É isso que os eleitores esperam e estão dispostos a premiar, uma concórdia que ponha Portugal em primeiro lugar num ciclo de crises assustadoras. Então, como explicar este buraco negro onde o PSD acaba de se enfiar com a proposta de revisão constitucional? Desde a escolha de Paulo Teixeira Pinto até aos ataques ao emprego nesta altura, passando pelas incongruências e bizarrias no trato dos poderes presidenciais, estamos perante um homérico erro de estratégia. Não só as propostas são inviáveis como agora o PSD está exposto a variados ataques ideológicos que não têm defesa alguma. Trata-se de um erro só comparável com o de Napoleão e Hitler quando decidiram avançar para a Rússia: nada conseguiram conquistar e foram destroçados na retirada.

Conclusão, o PSD é um partido que continua sem conseguir ter uma justa causa para despedir o Governo.

26 thoughts on “O partido atendível”

  1. já se deram conta do erro. já estão a capitular: “não é bem assim”;” ainda vou analisar as propostas da comissão de revisão constitucional”, etc. estes senhores confundiram a constituição com a sua própria ideologia. ainda não chegaram ao governo e já estão a meter os pés pelas mãos.
    entretanto o capucho lá continua a exigir a demissão de sócrates (eleito ainda não fez um ano). o melhor que vai conseguir é ser convidado (novamente) ao bataclan do crespo (em qual deles, não sei).
    um bom dia.

  2. O sapo tanto inchou com o fumo das sondagens, que estás prestes a explodir. O Rangel vai ser a muito próxima aposta. Sempre fala mais alto.

  3. O PS, apesar de alguns erros cometidos, continua a ser a melhor opção governativa em Portugal. É bem vindo este PSD, estas medidas só pecam por defeito, quanto pior, melhor.

  4. Brilhante. Vamos ver como é que Passos Coelho navega a negociação do próximo orçamento. Para já, Sócrates devia mandar-lhe uma caixinha de chocolates da Neuhaus, como agradecimento pelo presente que acaba de receber.

  5. Ah, e mais uma coisa. Asneiras à parte (e têm sido constantes), não duvido que no PSD, constituído pelas elites que falas, haja gente que saiba perfeitamente governar, qual o caminho, com ideias para o futuro. O problema talvez esteja no facto cada vez mais evidente que esta gente pura e simplesmente não sabe fazer política. Não sabem. Talvez se explique pelo perfil profissional mais ligado ao privado das elites dos PSD, por contraponto ao perfil mais ligado à área pública das elites do PS. Então convencem-se que oposição é oporem-se a tudo, dizerem mal de tudo, e em desespero emporcalharem tudo. Querem ganhar não jogando melhor, mas fazendo carrinho às pernas dos adversário, sem perceber que os eleitores são o árbitro. Aliás, isso ficou mais do que evidente quando da divulgação do relatório do Miguel Frasquilho no BES, que revelou o que aquela gente pensa em privado. Que o caminho que o governo escolheu é o correcto, e aquele que escolheriam também. Assumam isso de uma vez. Não é, ao contrário do que poderiam pensar, suicídio politico. Muito pelo contrário. É a constatação da realidade e o assumir do bom-senso, da vontade de ser governo responsável. Digam aos eleitores aquilo que eles querem ouvir – que o PSD será a continuação do governo reformista de Sócrates, com a vantagem de ser fresco por oposição ao cansaço deste. Que pegarão na reforma da educação com mais vigor onde este já cedeu à ala esquerda do PS e BE. Na saúde idem. E, se quiserem uma maioria absoluta à primeira, apresentem uma revolução na Justiça. Neste aspecto podem ser ousados, porque foi um fracasso quase total do PS, mas que teve o mérito de expor publicamente um sistema corrupto até à medula. Não tenham medo do clamor que levantarão entre os agentes judiciais. Ninguém, neste país, gosta deles, e se os despedissem todos amanhã o único ruído seriam os aplausos, desde que a alternativa estivesse preparada. Ouçam o Pedro Marques Lopes, ele sabe do que fala.
    E, por favor, deixem-se de merdas. Parecem uns amadores.

  6. Vega, mas de que cansaço falas? Parece-te cansado o Engenheiro?

    E acreditas que o PSD tem ideias para o futuro, que também sabe qual é o melhor caminho, e que seriam uma espécie de continuação do Governo de Sócrates?
    Então, talvez saibas por que razão se recusam a governar com as regras que existem, fazendo da sua alteração a sua principal preocupação.

  7. É a oposição que temos.
    É claro que uma criatura que nunca trabalhou na vida, que politicamente o mais que conseguiu foi ser líder da Juventude do seu partido até aos 40 anos de idade, não se pode esperar grande coisa, embora eu não pensasse que fosse tão mau, francamente.

    Agora, também me faz confusão a estratégia que eles resolveram adoptar. As pessoas que dão suporte ao PPC, não são propriamente amadores em questões politicas. Não entendo…

    Voltamos ao ponto indesejável de não ter alternativas em matéria de oposição ao partido que está na governação.

  8. O que propõe Passos Coelho para modificar a Constituição da República, quanto a mim é de uma infeliz percepção e de quem nunca teve a infelicidade de comer do pão que o diabo amassou. Quem frequentou as melhores escolas privadas sabe lá o que é a escola pública. Se em lugar de querer privar a escola pública, propusesse a sua melhoria e percorresse certas escolas na área dos seus autarcas. Se ouvisse Celso Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Paredes, e visse a revolução que está a fazer no seu concelho, talvez Passos Coelho não enveredava por querer o sistema de educação privado.
    Se entendesse que o despedimento por justa causa já é o suficiente, foi uma luta contínua dos patrões a que tiverem o consentimento do Governo, o que acho correcto – o funcionário que não reunir as condições deve ser despedido por justa causa – mas só com a justa causa.
    O querer privatizar a saúde é de quem vive a leste da realidade do que se passa nos hospitais públicos. Já alguma vez sentiu necessidade de frequentar um serviço de oncologia. Precisar de diariamente receber tratamento de rádio ou quimioterapia. As pessoas quando ali se socorrem não vão por vaidade, como as que vão fazer um transplante mamário ou facial. Vão por extrema necessidade porque estão entre a vida e a morte. O pouco tempo de vida que lhe resta deve de ser o de menor sofrimento. Só quem não tem sentimentos pelo ser humano é que pensa assim e não sabe o carinho com que são tratados nesses hospitais. No privado se tiver dinheiro é-se bem tratado se o não houver mandam-no para casa porque acabaram com o sistema público. Depois dá-se o caso como os leprosos: são abandonados nos montes.
    A não ser que Passos Coelho queira ser um segundo Hitler, acabar com essa raça humana – os doentes – e criar uma à sua semelhança como dizia Ferreira Leite. Depois que sistema de saúde vamos ter? O protagonizado pelas seguradoras! No princípio da crise mundial vi uma reportagem numa televisão portuguesa, sobre os Estados Unidos da América, quando as seguradoras deixaram de receber o prémio dos seus segurados e estes estavam em tratamento oncológico, foram única e simplesmente mandados para casa sem assistência social. Deu-me pena e repulsa ao ver aquilo.
    Padeço do mesmo mal, embora com menos gravidade e sei dar valor aos hospitais públicos, principalmente ao IPO do Porto. Só quem infelizmente tem de recorrer a estes e outros serviços é que sabe dar valor e ficar agradecido a António Arnaut. A ele e a quem pense como ele que se conserve para sempre.

  9. guida, falava de estratégia política. Dizer aos eleitores que Sócrates está cansado e que nós estamos frescos. Tendo em conta que a maioria absoluta já lá vai, as reformas são agora mais tímidas, e isso passa por cansaço. Pode não ser justo, mas é o que é.

    E sim, acredito que haja no PSD quem saiba o caminho para o futuro. Dei aliás o exemplo do Miguel Frasquilho e do Pedro Marques Lopes. Posso acrescentar, se quiseres, o Daniel Proença de Carvalho. Apenas pessoas que me habituei a respeitar do pouco que vou lendo, não sou especialista, nem pretendo ser. O que digo, e é uma opinião exclusivamente pessoal, é que este tipo de gente responsável está completamente afogada numa estratégia política estúpida e errada, promovida, como bem diz o Val, pelos náufragos do Cavaquismo. Os tais que querem ser “diferentes” do PS, e virar à direita em vez de procurarem ocupar o centro e empurrarem o PS para a esquerda.

  10. Pois, mas se calhar também não é boa estratégia essa de dizer que Sócrates está cansado. As pessoas são capazes de não acreditar… :)

    Com a quantidade de críticas que entretanto já li, palpita-me que quem vai ficar cansado, e muito, é o Passos Coelho, para dar a volta à embrulhada em que se meteu com as suas brilhantes ideias. :)

  11. ah pois, nisso tens toda a razão. Veremos. Passos Coelho tem duas provas de fogo: o próximo orçamento, e a evolução da situação económica. A primeira revelará a sua habilidade negocial, a segunda o destino da estratégia de diabolização do PS.
    O problema é que o crescimento económico não depende só de Sócrates, mas da conjuntura internacional, que está em causa por causa da imbecilidade dos Alemães e restantes “conservadores fiscais”.

  12. pois , so nao se percebe que la para cima pro norte a malta seja maioriitariamente laranja. deve ser tudo rico , carago!
    e em 25 anos de escola publica excelente e com o credito facil dos ultimos tempos nao se percebe como ha 54600 doutores desenpregados em lugar de serem todos empresarios de grandes saberes e sucessos e continuam a espera que os empresarios portugueses , a maioria com a 4 classe ( a maioria ! , mas nao sao todos xpto como diz o Valupi ?).
    que post mais demagogico , nossa,

  13. Este Valupetas aos poucos vai lá… Depois de, inconscientemente, ter reconhecido que o Pinto de Sousa era um mentiroso (segundo as suas palavras, um «dr.» que só não nos conta a verdade porque não quer piorar o nosso «estado de saúde»), agora reconhece que o «centro» é o espaço «político» que só se designa por «socialismo» ou «social-democracia» por uma «opção de gosto». É um espaço que não tem que ver com qualquer identidade ideológica; não tem que ver com qualquer definição de um projecto político; tem simplemente que ver com «gostos». Com o gosto por palavras vazias de conteúdo e com o gosto pelo embuste, falta acrescentar.
    Este embuste torna-se ainda mais evidente quando o Valupetas diz que o que as pessoas estavam à espera era de que o Passos Coelho fosse uma imitação do Pinto de Sousa, e quando nos «esclarece» que o dito «centro» é o lugar mágico onde se conciliam interesses opostos e antagónicos. E é um embuste pois as imitações nunca são alternativas, e porque se o «centro» é algum lugar onde se dá alguma convergência ou conciliação de interesses, estes são aqueles que dizem respeito à distribuição equitativa de tachos.
    Ora, a verdade é que o Passos Coelho é, de facto, uma imitação do Pinto de Sousa: têm tudo para ser considerados gémeos siameses. Os dois pertenceram à JSD; os dois fazem parte da geração yuppie que viu nos partidos (do centrão) uma forma de rápida ascenção social; os dois afastaram-se temporáriamente da política e meteram-se em «negócios» quando os seus partidos foram afastados do poder; os dois gostam de parecer «modernos» (seja lá o que isso for); os dois apresentam-se como «reformistas» (seja lá o que isso for). Os dois são gémeos siameses, de facto.
    Como é possivel, assim, distingui-los? Fácil: os homens não se reduzem ao seu código genético. Os homens são o que são e a sua circunstância. É, portanto, a «circunstância» que nos pode ajudar a distinguir os dois gémeos. Ora, como é sabido, o Pinto de Sousa criou uma nova «circunstância»: a situação que se pode caracterizar pela ocupação do espaço ideológico liberal, disfarçado de «terceira-via», deixando assim o PSD sem qualquer possibilidade de se afirmar e de ser diferente. Paradoxalmente, esta circunstância é aquilo que permite ao Passos Coelho mostrar-se diferente do Pinto de Sousa. Porquê? Porque como também é sabido as pessoas preferem as coisas originais às suas cópias, e sendo assim é natural que as pessoas acabem por preferir o Coelho ao Pinto, acabem por preferir alguém que se assume como o neoliberal verdadeiro e original, e não como alguém disfarçado de «esquerda» moderna.
    Os socretinos não devem, por isso, ficar assustados com a revisão constitucional proposta pelo Coelho, porque este só quer estabelecer como princípios fundamentais aquelas práticas e regras «modernas» que o Pinto foi adoptando, como é o caso da flexibilização das leis laborais. Acho «estranho», por isso, que o Valupetas diga que se está a preparar um ataque ao emprego, quando ainda há pouco tempo dizia ser necessário «reformar» as leis laborais no sentido de aumentar a produtividade e captar o investimento. A história vai repetir-se, novamente: os PSs atacam as propostas dos PSDs, mas no fim até serão estes a aprová-las e a defende-las. Como todas as revisões constitucionais, também a próxima terá o apoio do PS, e sendo assim preparem-se todos para o fim da segurança (formal) no emprego. Até porque, materialmente, ela já pouco existe, graças ao Pinto de Sousa que precarizou ainda mais o mercado de trabalho. Já a privatização da saúde ficará para outra altura, mais ou menos oportuna…

  14. «no fim serão aqueles a aprová-las» (os PS) e não «estes» (os PSDs), claro.
    Correcção desnecessária, eu sei…

  15. “..existem forças muito conservadoras na sociedade portuguesa”, diz o sr Passos também concordo, mas porque não sou político, sou livre, o que não é o seu caso, concomitantemente posso dar nome aos bois! Digo então que conservador é por exemplo, o barão do seu patrão, e principalmente toda aquela seita dos Belmiros.

    Economizar onde, na importação de bens e serviços que podem perfeitamente ser produzidos na nossa terra, e para tanto ser um factor estratégico de garantia de condições básicas de sobrevivência face a uma qualquer emergência? Não! Isso isso é invadir o domínio dos interesses sagrados dos Belmiros e o sr Passos é, até prova em contrário, um politico por essa gente condicionado, faz a política segundo os seus interesses senão, não tarda aí o meia foda Rangel.

  16. Depois de uma correcção desnecessária, uma correcção necessária: «ascensão» em vez de «ascenção», claro.

  17. Eles podem e querem resolver os nossos problemas. Aparecem-lhes é sempre coisas muito mais importantes para fazerem antes de se debruçarem sobre esse assunto. Nomeadamente os interesses de quem os ajudou a serem eleitos. Veja-se, por exemplo, a inevitabilidade imediata de alterar a Constituição. O problema das estratégias de desenvolvimento, da produtividade, do défice, da despesa pública, dos rankings, da tanga e outra quinquilharia diversa eram fantasmas da velha e doutros antecedentes. Agora sim, temos um rapaz corajoso e arejado. Para quê perder tempo com ninharias se podemos atacar a causa de todos os males. Aliás a sociedade civil há muito que reconhece esse cancro da nossa sociedade. Nós aqui na Associação Cultural e Recreativa de Vouvuzela do Lado, por exemplo, já temos um grupo de trabalho a estudar as alterações à Constituição há, pelo menos, três semanas. E se as alterações não forem aprovadas até Outubro em Assembleia Geral não há Programa de Actividades 2011 para ninguém. Ainda há muito para discutir mas já não faltam consensos. Primeiro, lógico e unânime, mudar o nome à coisa porque não gostamos de ferir susceptibilidades: Constituição da República, da Monarquia e de outras Quintas e Campos de golfe de Portugal. (A propriedade é um lobby forte aqui na região). O termo estado social será definitivamente eliminado, transmite uma imagem terceiro-mundista que não se coaduna já, de todo, com a nossa realidade. Tudo se inclina para passarmos a ser um estado kapital mas estado frágil, ou docas são ainda propostas em cima da mesa. O direito ao emprego por justa causa passa a ser definitivo e o lazer e a rambóia passam a estar sujeitos a razões atendíveis. Passa a ser consagrado o casamento religioso entre partidos do mesmo espectro político restando a união de facto para as restantes situações. Assim, sem mais, porque temos que guardar os debates para coisas mais importantes. Como por exemplo decidir quem é que há-de governar: o governo ou a oposição? O PR ou o tio Balsemão? Bem, também não é que seja assim um grande problema porque, em desespero de causa, fazemos pim-pam-pum. Mas… espera aí. E porque não sermos governados por referendos? Desde que votem dúzia e meia de gatos pingados e o resultado me interesse, está bom. Vou desfazer a ideia em artigos.

  18. guida, só se nota o cansaço do ingenheiro na cor dos cabelos. De resto, rijo. E não me lembro de nenhum governante que tenha tido de enfrentar tanta merda como ele. E vencendo!

  19. edie, não concordo. O Engenheiro já estava grisalho quando foi eleito. É como o ministro Teixeira dos Santos, nem a cor do cabelo denota cansaço. :)

  20. caramba, guida, com todo o respeito pelo Engenheiro, mas ele é o super-1º ministro, não é o super-homem. Não concedes nem um cabelinho branco?

  21. Pronto, edie, concedo um ou dois. Mais que isso não. E é discutível se serão provocados por alguma espécie de cansaço. :)

  22. Não, afinal a guida tem razão: são só um ou dois cabelitos de vida preenchida.

    Esse sol arranca sorrisos, tá giro.

  23. «Conclusão, o PSD é um partido que continua sem conseguir ter uma justa causa para despedir o Governo»

    Errada conclusão, caro Vaulpi. Premissas erradas, uma combinação de palavras arquitectadas que é concluída erradamente.

    Não é o PSD que deve ter justa causa para despedir o Governo! Que disparate!

    É Portugal, o conjunto de todos que fazem ou compõem a Nação que tem justa causa que não carece de prova, por ser notória e pública, para despedir os governantes. Não o faz, porém, porque não tem coragem, porque Portugal é adormecido pelos discursos no vazio, sobre o vazio, que afastam a sua atenção da Sociedade portuguesa. Os portugueses deixam-se adormecer, tomaram o remédio para dormir há muitos anos atrás, já vamos em séculos. A História leccionada ou a Educação Cívica alegadamente ministrada na Escola é feita de forma passiva, conformada, levando quem se deixa apanhar, na enxorrada do desinteresse.

    A discussão nesta altura não devia passar pelos actuais partidos políticos, pelo menos do Arco do Poder. Isto porque todos eles já deram provas evidentes da sua incompetência, da sua ausência de solidariedade para com os mais fragilizados socialmente, e nesta altura Portugal é um frangalho social.

    Portugal devia saber quando paga cada eleitor por cada voto que dá a um partido «grande», como operam as subvenções; Portugal devia conhecer do conteúdo da lei que regula sobre a assiduidade dos deputados. Entre outras matérias tão escaldantes, que se fossem devidamente apresentadas pelos jornalistas ou seus afins, seriam quanto basta para se iniciar uma mudança a sério no seio dos portugueses.

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