Gravidade à esquerda

A eleição de Seguro poderá ser um trunfo para Louçã, servindo para justificar a viabilidade da sua messiânica esquerda grande agora que a direita foi derrotada dentro do PS e, assim, evitando ter de sair do trono e do palco.

Louçã é o simétrico perfeito de Portas, tal como Seguro o é de Passos. A quadratura do círculo para o vazio do novo ciclo tem os protagonistas ideais. E Seguro e Louçã já estiveram juntos na estratégia de se oporem ao Governo maioritário do PS, juntos nos ataques a Sócrates e juntos na condução da segunda candidatura de Alegre, esta precedida de boicotes vários do poeta que chegou a ameaçar dissidência e formação de novo partido enquanto participava em acções do BE. Há um caldo comum, feito de cinismo visceral e delírios de grandeza, que faz com que se atraiam num frenesim da pior retórica que a esquerda é capaz de expelir.

14 comentários a “Gravidade à esquerda”

  1. acho que os militantes do PS escolheram bem, agora António José segura tem de pegar na vassoura e varrer tudo o que é socretino que foi a seita mais perniciosa que se infiltrou no PS, deu cabo do partido e pôs o pais de pantanas

  2. Alguém que me explique como é que 93% de militantes, há alguns meses apenas, elegeram Sócrates e, agora, uma larga maioria elege o seu contrário ou lá perto?!

  3. ANIPER, a reeleição de Sócrates em Abril ocorreu sem ninguém se ter candidatado contra ele e a dois meses de eleições. Não custa a entender que tivesse recolhido tamanho apoio, por um lado. Pelo outro, os militantes voltaram agora a ter de escolher apenas entre dois candidatos, um deles estranho e com ideias estranhas, Assis. Mais uma vez, não custa a entender.

  4. só mesmo esta ave alucinada, armada até aos dentes do mesmo cínico e pastoso proselitismo socrátrico, qual reluzente e espessa armadura de facciosismo narcisóide, pode continuar a defender e segurar a mais nefanda personagem da nossa história recente

    até o Assis já começou a abrir o saco do lixo. a medo, muito medo, porque não tem estaleca para mais, e este valupetas ainda continua com a cabeça enterrada na psicose delirante socática

    tu não te enxergas ó rapaz.

    larga o socratinto e trata-te que já não há pachorra para te aturar.

    FODA-SE, Pá, c’a granda nóia que tu és.

  5. O debate entre António José Seguro e Francisco Assis, na SIC, foi uma sessão deprimente, por inútil, confusa e absurda. Pessoalmente, pouco ou nada aguardava do encontro de futilidades políticas. Mas esperava mais de Assis, cujas bases culturais me parecem mais sólidas e cujo carácter aparenta ser mais firme.

    Seguro figura-se-me o rato da Walt Disney: espertalhaço, astuto, manhoso, à espera de vez para atacar. Durante anos a fio mais não fez do que espreitar, na sombra e no silêncio, o que o circundava, expondo, de vez em vez, aquele rosto liso, formal, incaracterístico, parado e um pouco inquietante. O retrato típico do oportunista.

    Ao contrário, Assis enfrentou os casos e as coisas, como no sórdido exemplo de Felgueiras, em que demonstrou uma coragem física invulgar, ante os perigos e as ameaças feitos por um bando de energúmenos, “socialistas” auto-proclamados. E a lealdade para com Sócrates comprovou a sua decência e dignidade. Pode haver, neste comportamento, algo de patético e de suicidário; mas é revelador de um homem que aceita o risco e rejeita a reticência.

    Seguro procede da “jota.” Quer dizer: provém daquele alfobre de pequenos vícios e ausência de canseiras, que os partidos alimentam com desvelada ligeireza. Há anos, numa acabrunhante entrevista ao “Expresso”, declarou estar fatigado da política, mas disponível para viajar até ao Parlamento Europeu. Foi. O que nos fornece a medida e o vazio ético de uns e de outros.

    Há muito que o PS abandonou a ideologia para se dedicar ao “pragmatismo.” Creio que a deriva começou quando Mário Soares enfiou o socialismo na gaveta e a fechou a sete chaves. As uniões mais espúrias, os compromissos mais contra-natura, as políticas mais aberrantes partiram daquela extravagante declaração. No entanto, com o decorrer dos anos e a degenerescência fétida do PS, Soares tem procurado corrigir as malformações e suturar as feridas do partido. Ao ponto de, há dias, afirmar que o PS precisa de ser refundado. Não creio que haja emenda naquela vasta associação de interesses.

    Deixou de haver “socialistas”? Tendo a acreditar que, pelo menos, desapareceram. Momentaneamente? É de estranhar que muitos daqueles que ainda lá estão, e cuja importância na batalha pelas liberdades não poderá ser esquecida – é de estranhar que esses que tais tenham calado a voz e cedido a vez durante os malefícios cometidos por José Sócrates. Apesar das amolgadelas, da imoralidade das condutas políticas e do albergue dado a alguns notórios malandros, o Partido Socialista deve ter, ainda, gente mais qualificada e melhor do que Seguro e Assis para ocupar o lugar de secretário-geral. Veremos o que vai acontecer. Porém, os prenúncios são tenebrosos.

    Os dois estiveram a falar e não disseram nada. Que pensam do desmoronamento visível da União Europeia? Que se pode fazer para o evitar? Qual a estratégia a utilizar para o confronto com o PSD? Que pensam (se é que pensam) sobre as opiniões de Mário Soares sobre a refundação do PS? Quais as definições político-ideológicas que professam para o PS? E o partido vai ser demo-liberal, social-democrata ou socialista? E que ideia possuem de socialismo? Vão voltar a debitar conceitos abstrusos como aquele de “Esquerda Moderna” e “Novo Socialismo”?

    A caderneta de perguntas não pára de ser soletrada. E é notório que nem Assis e muito menos Seguro possuem o estofo e o estilo de um estadista, ou a força de um político, capaz de revolver o estado de abastardamento em que se encontra o PS.

    Batista Bastos

    Negócios OnLine

    15 Julho 2011

  6. Estrou seguro de que o Seguro fará o PS fazer uma segura e longa travessia do deserto se entretanto a coelheira não implodir deixando apenas os coelhões de fora, caso em que será seguro que o Seguro, seguramente terá adversário à altura para o impedir de alcançar aquilo que a (in)segurança do aparelho lhe permitiu agora.

  7. Batista Bastos não sei quem é (nem a quem bastamente bata), mas o velho Baptista-Bastos, embora seja um lírico, continua lúcido. A única baboseira que lhe encontro neste excelente texto é a bombástica e dinamitadora expressão designativa “os malefícios cometidos por José Sócrates” – que apenas ele lá saberá quais sejam e dos quais, tirando as efabulações e atoardas da mais visceral e abjecta Direita a que temos direito, ele seguramente não saberia sequer enumerar o primeiro.

    O problema dos que, supostamente à esquerda do PS, se deixaram encantar com as incontáveis sereias da Comunicação Social é apenas este: partilham o argumentário e adoptam o linguajar obsceno daqueles que consideram seus adversários sem se aperceberem de que, nas suas bocas, penas, ou teclados, eles adquirem um potencial arrasador que nos dos megafones da Direita nunca atingiriam, causando a derrocada dos sustentáculos retóricos do pensamento banal do “povo de Esquerda”, que como se vê cada vez mais se refugia num abstencionismo paralisante e mudo de perplexidade. Ou seja, com este tipo de lenga-lenga, os auto-proclamados intelectuais de Esquerda assestam as suas baterias directamente ao coração do seu próprio quartel-general, racional e emocional, pelo que serão eles próprios os primeiros a ficar soterrados sob os escombros da construção que ajudaram a demolir – que não é nem mais nem menos do que o mais profundo imaginário de Abril!

    Aqui da minha modesta vigia, situada num dos cantos do Quartel e onde talvez se situem aqueles que mais fácilmente irão escapar à derrocada, para contar como tudo aconteceu, eu proclamo solenemente: “Obrigado, Baptistas-Bastos todos, pelo triste espectáculo que nos proporcionam e que nos está a conduzir à mais apagada e vil tristeza de que este Povo tem memória desde o velhinho «Estado Novo». Oxalá Deus não se esqueça de vos recompensar com um bom lugarzinho lá no Purgatório, de onde nunca em verdade deveriam saír. Morram lá com esta amargura no coração, geração que lutou por Abril, porque o Futuro já não vos pertence e ainda bem!”.

    E sim, Manuel Loureiro, a psicose anti-J. Sócrates é um mal profundo e quiçá incurável e sim, Teófilo M., haja esperança, sempre!

  8. Marcinho Alves, a pieguice lamecha é o teu quartel sem dúvida. e já sonhas da vigia dourada com a vingança da derrocada. é todo um programa, meu, mas podes continuar a masturbar-te com a malta cá em baixo, no problem. o purgatório é nosso, tá. dorme a soneca e assiste ao desastre que te fascina e anima os pesadelos, pop-corn

    é pá, vê lá se não continuas nesse teu exercício lírico púbere a despejar rolos de postais ilustrados left fashion, porque isso é terrivelmente repetitivo, seca, demodé e com cheiro a nostalgia de utopia urss

    no essencial – mais uma milionésima vez, como é costume nesta basílica de adoradores do sebastião de paris, rebates um único argumento do lúcido Baptista-Bastos.

    o que te pertence, em doses ponderais de hipertrofia canibal, é sem dúvida a imbecilidade.

    lambusa-te e enrosca-te nela, tosco. e faz uma festa com a tua malta deste aspirina todos os dias, porque desse combustível és tu pródigo e rico.

  9. queria dizer, doçura da torre de marfim alves:

    no essencial – mais uma milionésima vez, como é costume nesta basílica de adoradores do sebastião de paris, não rebates um único argumento do lúcido Baptista-Bastos.

  10. Não sei que bichaninho se esconde atrás deste linguajar canino, mas não me interessa. Podes continuar a vomitar à vontade que só te cagas a ti próprio, javardão.

    Quanto à tua proto-argumentação titubeante e nervosa, rebates que não rebates e mais não sei quantos disparates, vê-se que és tão analfabruto que nem ler Português sabes. Não tens culpa (é da tua pobre Professora Primária).

    Mas já que outras pessoas menos destituídas do que tu estão à coca desta espécie de conversa, reafirmo e reitero que não discordo de nenhum dos argumentos lúcidos de Baptista-Bastos, excepto um, como declarei. Mas aí não tenho que rebater nadinha, ele é que teria, se acaso o soubesse, de provar a afirmação em que menciona “os malefícios cometidos por José Sócrates”. Quais? Não diz, nem sabe. Ou melhor, “pensa de que” sabe, mas duvido que os conseguisse sustentar. Sobretudo por quem nunca ergueu um dedo a perorar sobre “os malefícios cometidos” por, só para acabar a conversa, uma personalidade como Álvaro Cunhal. Que fez mais malefícios à Democracia portuguesa num só dia que Sócrates na vida dele toda, por mais anos e décadas que ainda viva.

    Agora volta para o colector e faz boa viagem até ao emissário.

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