¿Qué coño se pasa com nuestros hermanos?

Esta cena de acabar com touradas em Espanha é que põe em causa o futuro da Europa, não é cá a trapalhada das dívidas soberanas. Uma Espanha sem toureiros será algo tão desconchavado como uma Inglaterra sem monarquia, uma França sem chauvinistas ou um Portugal sem passarões que se encheram no BPN e continuam a rir-se à gargalhada. Espero que a Catalunha peça rapidamente asilo político ao Norte da Europa e nos desampare a Península porque já chega ver o nosso Mourinho e o nosso Cristiano a amocharem aos pés do Barcelona, não precisamos destes exemplos desvitalizadores e mariconços que ameaçam tirar-nos a supina arte do toureio a cavalo e a não menos artística valentia dos forcados.

Felizmente, Victor Cunha Rego já disse tudo o que havia de fundamental para ser dito acerca deste ritual de amor pelos touros, que é o amor pelo mistério de existir, deixando de caminho uma das melhores crónicas alguma vez escritas em língua de Camões, Vieira e Pessoa. Segue uma versão incompleta, a única que encontrei.

O que é tourear?

Na modorra do meio da tarde, numa fazenda do interior, um amigo desperta de sua vaga sonolência e pergunta-me o que significa tourear. Sei que a pergunta implica um desafio porque para ele uma corrida de touros se resume à morte de quem não devia morrer e à luta desigual de um homem devidamente preparado contra um animal indefeso.

Meu primeiro impulso é de desânimo: há coisas que não se pode e nem devem explicar a quem não compreende logo de entrada. Uma corrida de touro não se explica, sentimo-la ou não. Explicá-la é cometer uma heresia.

Além disso como será possível condensar numa frase, toda a psicologia do povo mais difícil do Ocidente, o povo espanhol? Como será possível explicar a necessidade que atrai o homem para a gratuidade da aventura? (…)

Ao procurar falar muito e claro, dei por mim balbuciando timidamente e perguntando a mim mesmo: O que é tourear?

O que é tourear?

Pepe Hillo escreveu, ou mandou que escrevessem, a primeira “Tauromaquia ou Arte de Tourear” em que expunha todos os seus pensamentos fundados na “sábia experiência que é a mãe legítima dos conhecimentos”. Um touro matou-o.

Joselito não escreveu nada mas toureava sem esquecer uma única das regras tauromáquicas: sabia não só o que ia fazer mas como iriam reagir os touros. Joselito teve como talvez nenhum outro toureiro a noção do seu terreno e a noção do terreno do inimigo. Um touro matou-o.

Pepe Hillo, o da sábia experiência, e Joselito “O Sábio”, que toureavam sem enganos, ambos mortos nas hastes de touros! E o Manolete, “O Monstro de Cordoba”, o sábio do post-guerra, não diziam que jamais morreria tal o seu conhecimento das regras e das reses?

E Juan Belmonte? Quando apareceu diziam os sevilhanos: “Você viu o Belmonte? Não? Pois apresse-se que, da forma como toureia, não vai viver muito”. Juan Belmonte ainda vive nos dias que correm.(…)

Mas o que é tourear?

O toureio tem a sua explicação matemática no movimento geométrico de uma linha vertical, que é o homem, e de uma linha horizontal, que é o touro. Enquanto a linha vertical usufrui da vantagem de girar sobre si mesma, sobre o mesmo ponto de apoio, a horizontal é obrigada a deslocar-se com maior ou menos amplidão. A possibilidade de tourear reside exatamente na forma como for aproveitando esse tempo que o touro leva a investir contra o homem, e depois, a voltar-se para carregar todo de novo. Todas as outras regras falharão se esta não for levada em conta.

(…) olhar para um touro e saber qual a sua bravura, qual o seu poder, qual a sua rapidez, para que lado investe melhor e como investe; depois saber o que fazer com ele. Muito simples. (…)

O que é tourear?

A lide de um touro começa no momento em que ele entra na arena; a sorte de matar principia no primeiro lanço de capote. Ver como um toureiro, que é um homem, se comporta em face destes dois postulados. Pode dar ao espectador momentos de altíssima alegria ou de raivoso desapontamento, mas nunca deixará de comovê-lo.

O toureiro a pisar uma praça de touros tem de dominar dois inimigos: o medo e o touro. O primeiro é bem mais importante que o segundo. (…)

Por que Bombila no ocaso de sua carreira nunca recusou o risco de competir com Joselito, jovem naquela época? Por que Guerrita nunca voltou a cara a Espartero ou a Reverte? Por que Manolete, naquela tarde em Liñares, foi morrer na cabeça de um touro? Não o havia avisado o seu peão de confiança que o inimigo investia mal daquele lado? E quem respondeu: “Yo lo sé, pero hay que matarlo”? (…)

Gregorio Corrochano, um dos mayores críticos de touros vivos, escreveu um livro admirável em cujo último capítulo se podem ler as seguintes palavras: “O que é tourear? Eu não sei. Acreditava que Joselito soubesse e vi como foi morto por um touro”.(…)

O que é tourear?

“Corrida de Touro”, 22-04-1961, no jornal “O Estado de São Paulo”, Brasil – Fonte

96 comentários a “¿Qué coño se pasa com nuestros hermanos?”

  1. Pode-se “filosofar” sobre o toureio como se poderia fazê-lo sobre os combates dos gladiadores.
    Qual a diferença entre uma multidão em delirio num combate de gladiadores e a multidão arrebatada numa tarde de toureio inesquecivel?
    Já agora, Valupi, bota aí uma prosa sublime sobre a sublime habilidade futebolistica de Messi ou CR 7. Fala-nos do mistério daquela destreza toda e do poder que exerce sobre meio-mundo.
    Pode ver-se mistério onde cada um o quiser ver.
    Mas é como abordar o mistério da vida a partir de uma luta de galos.
    Se chegarmos à conclusão de que tudo está coberto por uma aura de magia, não tarda vamos estar a pensar e escrever sobre a magia do acto de cagar.

  2. O toureio é uma arte.

    O toureio é um espetáculo bárbaro e completamente anacrónico que passa pelo aproveitamento do sofrimento de um animal para divertimento dos humanos.

    Com base nestas 2 premissas, e sendo eu relativamente indiferente ao fenómeno das touradas (nem o abomino nem o admiro), acredito que tem os seus dias contados. Por muita arte (que tem), é cruel e fora de tempo espetar ferros no cachaço do touro enquanto uma praça entra em delírio.

    A verdade é que a tourada já deixou de ser o espetáculo popular que era em Espanha para passar a ser um passatempo dos betos rurais e uma forma de afirmação do apego aos valores tradicionais dos betos urbanos espanhois. As touradas merecem agora mais as páginas da Hola do que um livro do Hemingway.

  3. uma vez eu falei com um touro, foi nos Arcos, e chamei-lhe Rafael. olhos gigantes e brilhantes nos meus, disse-me que os touros gostam de ser touros e que se há uns que preferem pastar e correr soltos, oferecem-se para ser do prato, outros há que preferem ser do gozo. a certa altura, já a minha lágrima teimosa deslizava, também ele a espumar-se pelo nariz, mas bem firme, aquiscendo à minha curiosidade por toura não ser, sossegou-me: somos nós que escolhemos para onde queremos ir e de onde somos de querer ficar, não são vocês e assim se passa com todos os outros; está tudo definido pela mãe natureza e alistamo-nos, não para matar – como fazem vocês -, para morrer ou parece-te que se quisessemos mesmo havia algum dos vossos que saísse vivo da arena com um corno bem afiado no cu ou nos vossos cornos achatados? muitos de nós sucumbem à tentação, é verdade, mas também não somos perfeitos. descansa. sossega. está tudo em harmonia e lembra-te sempre: eu estou aqui porque preferi ir para o vosso prato; o meu irmão, que gosta de viver em adrenalina, preferiu ir brincando nas arenas e ir para o vosso ego. e tu, para onde escolheste ir?

    e assim foi. desde esse dia que comecei a olhar para o peixe gregado e para o arroz de pato de outra forma sem, no entanto, abdicar de os comer até arrotar. :-)

  4. O problema não é as baboseiras que se possam expender sobre a duvidosa arte de tourear.

    O problema é que estes tais homens de coragem (que em certa medida até o são) nunca dizem o que fazem ao touro antes dele entrar para a arena. E é aí que começa o espectáculo – ainda antes da entrada triunfal!!

    já era tempo de acabarem com um dos espectáculos mais aberrantes de que há memória nos tempos que correm. no Sudão continua haver tribos que acham que apedrejar mulheres adúlteras é um passatempo de saudável protecção do patriarcalismo. Eles lá dirão que é questão de cultura, da alma de um povo, etc, etc.
    Assim os nossos defensores da tourada.

  5. por cá, pela civilização, se eu matar vou presa ou morro também. por lá, nas tribos, as mulheres que falsificarem ou, na sua falta, corromperem o amor são apedrejadas. será, para eles, um bom fim para a falta dos seus princípios. por cá, come-se picanha sem se pensar no touro a ser chacinado e pendurado e depelado e esquartejado antes de ir fazer montra da vitrine dum talho qualquer mas pensa-se no final da dança do touro. e também se faz festas com a vizinha do andar de cima a ser espancada. o touro gosta tanto de dançar como de te fazer arrotar. só não gosta é de se sentir vítima porque não o é – a mãe natureza trata todos os seus filhos, e a natureza nada tem que ver com civilização, de igual modo e um touro é igual a uma alface e a uma qualquer minhoca da terra que te vai comer um dia. e a mim. chama-se cadeia da renovação e a natureza manda. ou não comes carne nem peixe nem fruta nem legumes? à pêra não interessa se vai ser seca, cozida ou a cru trincada, tampouco se vai brilhar numa salada de frutas, mas, antes, que vai contribuir para a renovação da vida. e é isso que nos distingue de todos os outros seres vivos – somos conscientes de uma superioridade infeliz. e até já há quem prefira ser queimado para não se render à terra. orgulho filho da puta.:-)

  6. Minha cara Olinda, que fico claro: gosto de te ler embora por vezes, ou não te entenda ou esteja em desacordo. Mas isso agora não importa. Importa sim, dizer que TODOS nós vimos ao mundo prestar à Divina Mãe Natureza um tributo igualzinho aos demais elementos e elementais que neste planeta coabitam.
    Se alguns preferem ser cremados isso é um favor que os que ficam, prestam aos seus mortos, tendo em conta algumas/todas as razões teosóficas. Quanto às cinzas será que não pagam elas mesmo o seu tributo? Claro que sim!

  7. Um dos aspectos mais curiosos no fanatismo dos “amigos dos animais” é a sua falta de paciência, muitas vezes desprezo, pelas desgraças dos humanos. Neste caso das touradas, e como escreve Victor Cunha Rego em 1961 a respeito de um episódio com um seu amigo, não se pode explicar o que é evidente. Quem não o vê, não chega lá com explicações. Nas touradas a evidência é a de que o touro não sofre, quem sofre é o espectador. No meio, o toureiro liga a pulsão vital à contemplação da morte. É um dos mais civilizadores rituais da História.

    Dito isto, e como em tudo, pode-se escolher realçar dimensões do acontecimento que sejam, ou pareçam, censuráveis, erradas e sórdidas. Mas, por esse caminho, não deveríamos primeiro ficar ocupados com o que há de censurável, errado e sórdido no modo como as pessoas vivem umas com as outras e consigo próprias? É que se os touros pudessem falar talvez viéssemos a descobrir que preferem a vida que têm à nossa.

  8. As touradas vão acabar na Catalunha por puro anti-espanholismo, o resto são pretextos de ocasião. Parece-me que em Portugal também acabaram com os touros de morte pela mesmíssima razão. Uma meia solução, um nim, à portuguesa.

  9. sim, Zé Maria, discordar é bom. eu só quis dizer que é uma espécie de fobia, a dos Homens, em serem assemelhados aos outros seres que vivem por se terem como superiores. de resto, o pó das cinzas revela isso mesmo: a não necessidade de serem decompostos, de apressar a coisa em nome da superioridade. mas isto são Olindices, apenas para quem quiser perceber, concordando ou não, a digestão. :-)

  10. Interessante esta convrsa sobre touros e touradas.
    Nestes últimos dias foram condenados à morte – espectáculo em alguns locais com lugares cativos e com entrada por convites – vários seres humanos, um deles clamando a sua inocência, o que nada lhe serviu.
    Pelos vistos, a pena de morte não interessa, é mais bonito defender a vida dos touros porque feita em praça fechada e com direito a transmissão televisiva.
    Podem matar-se galos, veados, águias, linces, baleias, tubarões, espadartes, rinocerontes, elefantes, gazelas, antílopes, golfinhos, pombos, leopardos, tigres, pandas, cães e toda a restante bicharia que se distribui pela caça e pesca desportiva, tiro ao alvo e lutas fratricidas que ninguém se importa.
    Vêr um serra da estrela ou um husky siberiano, ao sol numa varanda de uma qualquer cidade, em pleno Verão, não perturba ninguém, nomeadamente os inimigos das touradas.
    Já não falo nos genocídios que por aí abundam, pela caça e pesca à metralhadora e à bomba para não ir mais longe.
    Aos amigos dos touros desejo-lhes um resto de dia feliz e se tiverem um passaroco numa gaiola, um cágado numa tina, um cão na varanda, um gato enfiado num cestinho ou um peixinho vermelho louco por andar às voltas, corram a devolvê-lo à natureza pois são piores do que os toureiros e bandarilheiros que tanto criticam.

  11. “O quê, o toiro? Está claro! O toiro devia ser neste país como o ensino é lá fora: gratuito e obrigatório.” – Eça de Queirós

  12. HÁ PARA AQUI UMA SÉRIE DE TOLICES A SEREM VOMITADAS.
    DIZER QUE O TOUREIO É UMA ARTE, É NÃO SÓ UM DISPARATE. É UMA CONIVÊNCIA COM QUALQUER COISA DE PROFUNDAMENTE BÁRBARO. QUANDO DOIS GLADIADORES SE ENFRENTAVAM, HAVIA ALGUMA PARIDADE NA ACÇÃO: ERAM DOIS SERES CONSCIENTES. AGORA ENTRE UM HOMEM, SER (APARENTEMENTE) CONSCIENTE E UM ANIMAL QUE SÓ REAJE A INSTINTOS É A MAIS TOTAL DAS DISPARIDADES QUE SE ENFRENTAM. AGORA ESPETAR FARPAS NUM ANIMAL, PROVOCAR-LHE UM SOFRIMENTO ATRÓS, SÓ PARA GÁUDIO DUNS ANORMAIS SEDENTOS DE SANGUE, ACHO UMA DESUMANIDADE ABSOLUTA, PRÓPRIA DE GENTE SELVAGEM E SEM QUALQUER ESPÉCIE DE MISERICÓRDIA. O SEU PRAZER MAIOR, PENSO EU, SERIA VOLTAR A VER HOMENS A LUTAR COM LEÕES. ASSIM É QUE HAVERIA SANGUE A VALER. DE PARTE A PARTE. PORQUE É QUE NÃO DEFENDEM O REGRESSO DESSE ESPECTÁCULO? IMBECIS!
    AH, JÁ AGORA. SERIA MUITO INTERESSANTE QUE COM ALGUMA FREQUÊNCIA O TOURO TAMBÉM MATASSE O TOUREIRO. AÍ SIM, ERA O CÚMULO DA EMOÇÃO PARA ESSA GENTE.

  13. Meu caro Val, a morte é inevitável, seja de que maneira for e em que momento e circunstancias posssa ocorrer. Todos sabemos que os frangos de aviário se destinam a ser mortos e comidos. E também sabemos que não se destinam à luta de galos, para gaudio dos seus donos. Até um escravo era criado e alimentado para servir o seu senhor. Mas outra coisa era fazer dele um objecto de diversão. A mãe natureza não o faz. E nós, racionais, fazemo-lo mas questionamo-nos se está certo ou errado.
    Uns acham que é arte, e que de tudo podemos fazer arte. Da vida como da morte. No limite, porém, se aceitamos a arte de matar um animal, não sei quando vamos parar para não fazer o mesmo a outro ser racional. Infelizmente, os nossos antepassados não pararam e serviram os espectaculo dos gladiadores.
    No fundo, é colocar em pé de igualdade tanto a vida como a morte. E nós, humanos, pela consciência a que chegamos, apercebemo-nos de que a “luta pela vida” é o movimento espontaneo e essencial de qualquer ser vivo.
    Ninguém “se esforça” por morrer.
    Nem o touro na arena, ao contrário do toureiro, que faz da morte alheia o seu pão de cada dia.
    Respeito quem sinta e pense diferente, mas que se afirme, sem subterfúgios manhosos, que o toureio é, simultaneamente, arte e negócio da morte.

  14. mil vezes a tourada a isto :

    http://www.youtube.com/watch?v=suWTbn9jbKY

    mas que bem que sabe o bifito , né ? apesar da crianza industrial ser nojenta e antinatura.

    um touro de lida pode ter uma morte dramática , morre como um guerreiro , bem longe da cena “humana e piedosa ” dos rituais modernos dos matadouros…. mas tem uma bela vida. morra marta , morra farta ! olé!

  15. De acordo com o Valupi, não é o Sócrates que sofre, é o povo que vibra com os insultos e calúnias que lê na imprensa. Obrigado, camarada. Por outro lado, o ataque à cultura espanhola é evidente e pinga duma agenda esconsa que aproveita, sob pretextos modernistas e humanistas, para criar confusão e discórdia entre os dançarinos de flamenco.

    A Espanha é dos países mais temidos no presente contexto de intriga politica imperialista, e há certamente qualquer coisa nesse país que a distancia do fácil frango no churrasco da Jusgoslávia, do ponto de vista dos cowboys organizados, isto é.. Já em 36 lhe quizeram partir a espinha. Tramaram-se. Ou, melhor, f-se. Aquilo não é a Itália nem França. E, se vier a ser, pobres de nós, lingrinhas ocidentalistas..

    Por mais outro lado, não me oponho à boa ideia de se acabar com farpas e espadas e começar a brincar às largadas de brincadeira e algum perigo, nada grave, curável com uns pensitos ou,raramente, operações de barriga com maus desfechos para não acabarmos com a indústria de flores e de vez em quando darmos aos mais fanáticos a oportunidade genuina de morrerem como joselitos a quem a festa não correu bem..

  16. pois, tudo muito nobre, mas o último relato que tive de uma tourada (há umas semanas, no Alentejo) mencionava que quando o touro caiu (cansado?, ferido no sítio errado por uma farpa?), o povo desatou à gargalhada.

    Depois pode-se maquilhar o que se quiser…

  17. além disso, a Catalunha tem um nível cultural e de sensibilidade artística muito superior ao resto da Espanha. De facto, não são nuestros hermanos. Ainda bem.

  18. lamento , barbarie é criar animais em cm2 , cortar-lhes o bico , enche-los de antibióticos e hormonas , não é dançar com eles , até à morte. a pé. tanto pode morrer um como o outro. que o toureio a cavalo é de cobardes. detesto ver cavalos a levar cornadas de touros. mas gosto dos forcados.
    sei lá , Matador , do almodovar..e talvez percebam que há uns que vão às putas e outros aos toiros.

  19. e Edie , a cataluña revelou-se uma madeira…a espanha só tinha a ganhar, agora , em por o filhinho falsamente independente na rua. a menos fiável de todas as dívidas da espanha , a deuda catalana , segundo o horáculo moody,s. não sabias ? ficas a saber. sem o franco a canalizar impostos para a industrialização do sítio parece que não se deram muito bem com serviços. um pai faz muita falta…

  20. Devo ter passado ao lado da questão.
    O que retive, mesmo e quase só, foi a espantosa qualidade literária e estilistica de Victor Cunha Rego.
    Foi o texto, a beleza, a qualidade do cronista e da crónica, que me encheram as medidas.
    O resto…não há.
    O tourear, o toureio, os touros, o toureiro, os criticos tauromáquicos…um pretexto para o escritor.
    Para baralhar, não tenho nenhuma fonte que o confirme, mas acho que o cronista nem apreciava por aí além as touradas…
    A abordagem que Val, classicista como é, competente filósofo, latinista e cultor do grego, faz…faz todo o sentido.
    A Grécia antiga mimava o toiro, inventou deuses, demiurgos, semi-deuses e transformou uns quantos em “Bos taurus”.
    A bela Europa cavalgando Júpiter feito toiro…branco, assim transformado para a conquistar.
    O Minotauro e o fio vermelho de Ariadne .
    Hoje, entretanto, as coisas estão a adquirir outras éticas, outras simbólicas.
    Há cada vez mais argumentos a crédito dos animais sofrentes.
    O que ocorreu na Catalunha é “perturbador” e foi isso que Val assinalou.
    Não se destrói culturas por decreto, menos ainda substractos de civilizações. Esse é o ponto.
    Há quem goste de futebol, de ténis, ou de corridas de galgos (antigamente corriam atrás de lebres verdadeiras…).
    Há quem se passe com as “chegas” de bois em Montalegre.
    Nas Filipinas há quem se transtorne com as crucificações “reais” ao tempo da paixão de Cristo…
    Releiam a crónica de V.C.R. e apreciem-lhe somente a qualidade literária. É isso que lá está.

  21. gosto mesmo do victor cunha rego , já agora. o meu cronista preferido. o dn sempre comprado à pala dele. tenho ali o livro de crónicas dele. e um livro de histórias para crianças , sobre cavalos.. fiquei mesmo triste quando morreu. lixou-me a morte dele , a minha nem por isso me lixa. não me faço falta.. Màrio ? daaa… tanta história sobre o carácter maléfico da morte..é igualzinha a vida , o fim de um ciclo que a vida principia. são iguais , o seu medricas.

    o pedro lomba anda-me a fazer comichões , sério. e olhem que eu tenho cheiro.
    o V tb me dá alguns, mas não larga a cena de viúvo.. 8 meses é o prazo que dou para a resolução de desgosto de amor.

  22. Como o josé albergaria bem assinala, e detalha, as touradas permitem múltiplos pontos de vista na sua análise que, embora possam até ser completamente antagónicos, vão todos radicar na dimensão cultural. Por um lado, trata-se da cultura enquanto História, tradição ainda viva em certas regiões do Mundo. Por outro lado, trata-se da cultura enquanto sociologia e economia, o facto de existir uma estrutura produtora de animais e espectáculos, o que implica haver um público consumidor.

    Ora, a cultura não é um legitimador universal, como se constata todos os dias. Inúmeras violências, e guerras, nasceram de questões estritamente culturais. No caso das touradas, sejam de morte ou sem morte, não consta é que os seus apreciadores sejam bárbaros. Bem pelo contrário.

  23. fiquei ainda mais triste quando morreu o felix rodrigues de la fuente. na morte desse até chorei . e chorei bem , pq o national não o substitui. ele há pessoas que querem ensinar e outras que querem lucrar.

  24. josé albergaria,

    dizes que “O que ocorreu na Catalunha é “perturbador” e foi isso que Val assinalou”. Viste o enorme público local que a tourada tem ? (como diz no clip, só para turistas). A sociedade catalã não se identifica com aquilo. Não vai ver. Acha mal e chocante e atávico e brutal. Isso é perturbador? OK, respeito. Para mim, muito mais perturbador é ver o que se vê nestas imagens sem que isso suscite um comentário…

    P.S. Há outras formas de demonstração de virilidade. Para além de que acho duvidoso que se considere valentia o que se vê ali…Abro excepção para os forcados..

  25. “…vejo a malta do Sócrates dividida entre duas hastes.”

    deve ser problema das tuas hastes, anda pr’aí um estucador espanhol que te reboca isso, em todos os sentidos.

  26. edie, declaras que as imagens do sangue a jorrar e do animal a agonizar são perturbadoras, primeiro, e manifestação de barbárie, depois. Acontece que qualquer imagem de matança animal vai gerar imagens iguais e parecidas. Pelo que, no fundo da tua argumentação, o que pretendes é acabar com este tipo de morte, primeiro, e acabar com todo e qualquer sofrimento infligido aos animais, depois. Isso, como sabes, levantará indescritíveis problemas, obrigando-te a um impensável esforço legislativo para salvaguardares as inúmeras situações em que a sobrevivência e conforto humanos dependem do sofrimento e morte dos animais.

    Quem gosta das touradas não gosta do sofrimento do animal. Gostar do sofrimento pelo sofrimento é atributo dos psicopatas. Quem gosta de touradas liga-se antes ao sofrimento do animal a partir de um outro tipo de sofrimento exclusivamente humano. Esse outro sofrimento é o simbólico, aquilo que marca a diferença entre homens e animais. Será cruel? Absolutamente. Mas é uma manifestação civilizacional, porque ritualizada. É, num outro plano, uma das formas pelas quais o humano se torna menos violento.

    Dito isto, a tua opinião é a maioritária por razões fáceis de explicar. Será provável que a tourada vá ficando cada vez mais estranha e escandalosa para quem nasce em cidades e deixa de considerar legítimo que se mate um porco, um coelho e uma galinha com as próprias mãos. Todo o sangue ficará escondido nas fábricas, fingiremos viver no Olimpo.

  27. Errado, Val: aquilo que ali se vê é tortura requintada e transformada em espectáculo para meia dúzia de entusiastas. Aliás, entusiasmo, ali, na arena de Barcelona, é coisa que não se vê. As civilizações mudam, transformam-se.
    Não estou a pôr em causa a cadeia alimentar que inclui peixe e carne na alimentação; estou a pôr em causa a atitude sádica do voyeur.

    Há quem diga aqui que aquilo que ali se vê é amor pelo animal. Estranha forma de amor, a mim fez-me chorar, vê lá, devo ter um coração rijo que nem cornos…

    Dizes: “É, num outro plano, uma das formas pelas quais o humano se torna menos violento”. Podes explicar melhor, please?

  28. “Mas é uma manifestação civilizacional, porque ritualizada.”

    tal como dar porrada na mulher, cuspir pró chão, mijar nos pneus do francisco ou comer a sobrinha menor.

  29. Val,

    Certissimo e apenas mais uma achega; continuo sem entender como argumento contra as corridas de toiros a comparação com actos que infligam sofrimento ao ser humano. A comparação com um eventual sofrimento humano leva a que a razão dos protestos deixe de ter razão de existir. Depois de séculos de evolução de uma sociedade, de lutas pelos direitos humanos, temos como argumento para a defesa de uma posição, o querer um sofrimento bárbaro para o ser humano, apenas e só por não ter a mesma opinião.
    Os Estados democráticos caracterizam-se precisamente pelo respeito dado àqueles que estão em minoria.
    Mas é como diz, qq dia pensamos que vivemos num mundo como ascetas, limpos, imaculados. Mas será só no nosso pensamento

  30. (ah, sobre a gracinha de matar o porco ou a galinha: nesses casos, mata-se primeiro e retiram-se as partes do corpo depois. Aqui, com o touro, parece que é ao contrário.)

  31. Excisão feminina – manifestação civilizacional ritualizada. Sou contra
    Apedrejamento de mulheres até à morte – manifestação civilacional rituallizada. Sou contra.
    Luta de cães e de galos – manifestação civilizacional ritualizada. Sou contra.

    Há muitas manifestações civilizacionais justificadas pelos mais diversos motivos: tradição, honra, nobreza, sublimação de sentimentos, veículos de canalização de violência, para que ela não se alastre de forma não tão ritualizada, enfim… Nada sobrevive sem argumentos fundadores.
    Mas as sociedades só são verdadeiramente vivas se deixarem que perante o instituido surja o instituinte, né? Foi o que aconteceu em Barcelona, tão só.

  32. edie, a morte do touro, e as consequências físicas do tipo de morte em causa, são as partes que te indignam. Essa tua reacção é natural e bondosa. Só tem um problema: trata-se de uma abstracção. Estas a reagir a uma ideia que aparece como uma aberração: a de que as touradas de morte têm como finalidade explorar o sofrimento do animal ao morrer daquela forma. Isso, como tu própria talvez admitas, não é o que define a tourada, seja como tradição ou como espectáculo.

    Haverá quem se excite com o sangue a jorrar? Se calhar, há. Mas também há quem adore ver o resultado de acidentes de automóveis, e não consta que seja para ajudar. Tal como há quem passe uma vida inteira sem fazer mal a uma mosca nem bem a um só dos milhares e milhões de miseráveis que estão à sua volta neste planeta. É esta a dimensão em que as touradas são manifestações antropológicas que reduzem a violência colectiva pois suscitam ocasiões de catarse e comunhão. Tens notícia de serem os apreciadores de tourada mais violentos do que os que a detestam? Se não tens, os aspectos cruéis entram numa outra lógica que não a da prova de psicopatia.

    Repetes, dando exemplos, o que disse acima: a cultura não é um legitimidador universal, sendo causa de incontáveis violências ao longo da História. Mas mesmo que as touradas venham a desaparecer por falta de público, o sentido desse acontecimento nunca foi o de celebrar o sofrimento do touro, pois tal é simplesmente irracional. As touradas celebram a coragem dos humanos, uma qualidade sem a qual não estaríamos aqui a discutir este ou qualquer outro assunto.
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    anonimo, larga o vinho.

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    Tiago, a comparação do sofrimento dos animais com o dos humanos é, para mim, uma forma de violência extrema. Tão forte quanto passa por superior sensibilidade, quando muitas vezes apenas assinala o isolamento cívico, e o deserto intelectual e afectivo, dos fanáticos. (não sendo este o caso da edie, apresso-me a esclarecer, pois não a considero fanática pela sua natural e saudável reacção de repulsa à dor e morte animal)

    Claro que tudo o que reduza o sofrimento dos animais – como na sua criação, cuidado e transporte, ou mesmo na sua morte industrial – é uma expressão da nossa humanidade. Mas fazer das touradas, ou das investigações com animais em laboratório, causas superiores à da luta contra ditaduras, fomes e guerras é aviltante.

  33. já suspeitava que isso das touradas era uma religião com arenas de culto e sacerdotes paramentados com trajos de luzes. era escusada a inclusão dos bichos nos rituais humanos. há bocado esqueci-me dessa cambada que dá pelo nome de caçadores e que chama àquilo desporto.

  34. Val,

    concordo que o público aficionado não será um fenómeno de psicopatia.

    Posto isto, não deixa de me fazer impressão que o dito público desate à gargalhada quando o touro cai de exaustão, como mais atrás relatei.

    Quanto ao argumento de que a tourada tem um papel preventivo da violência colectiva, enquante catarse, tenho algumas dúvidas. Não consta que os habitantes de países que não têm tourada sejam mais violentos no dia-a-dia.
    Individualmente, se alguém sente a sua catarse ao ver arrncar orelhas a um animal vivo indefeso, talvez possa procurar outros métodos mais científicos, como a psicologia – bater na mulher é que não vale.

  35. Assim de um momento para o outro lembro textos de Alvaro Guerra e António Osório, grandes escritores portugueses. A não esquecer. Isso da Catalunha é uma treta política…

  36. Edie,

    Das corridas que assisti ao vivo nunca vi ninguém a rir à gargalhada pelo toiro cair de exaustão
    As orelhas e rabos cortados aos toiros só o são depois do mesmo ser morto, nunca vivo.

  37. Tiago, aconteceu há cerca de duas semanas, perto de Elvas. Foi-me relatado por alguém que lá estava.

    Viste o video ? Não? É que está lá a prova do contrário do que dizes.

  38. Edie, acredito que tenha acontecido, mas não podia, nem devia ter acontecido. Não vi o video, tem o link? Seria mesmo numa praça? Mas se aconteceu é mesmo para condenar tal acto.

  39. tal como tinha dito no comentário anterior, as orelhas e o rabo só se cortam depois de morto o toiro, nunca antes. Mas Edie não pense que os aficionados gostam de ver o sofrimento do toiro, aliás a lide premiada é aquela em que o matador consegue dar uma morte limpa e quase instantanea ao toiro. Os matadores que não o consigam são despedidos com silêncio e por vezes apupos. Se há abusos? sim, infelizmente claro que há, mas também sei que os responsáveis pelas corridas os tentam minorar.
    deixo-lhe este link, vale o que vale.
    http://toroderegalo.blogspot.com/2011/04/un-estudio-revela-por-que-el-toro-no.html?spref=fb

  40. Numa discussão destas a razoabilidade perde-se no turbilhão de emoções e por vezes na hipocrisia do politicamente correto.
    Claro que as touradas para uns são um crime de lesa majestade e para outros o expoente máximo da beleza trágica que só a morte pode provocar.
    Claro que os que gostam, defendem a morte do touro na arena como o sacrifício último de uma vida em liberdade de que poucos animais não selvagens se podem gabar. Por vezes as sortes determinam que morram outros intervenientes, mas é a vida nos espetáculos em que a sombra da morte apadrinha.
    Os que não gostam não esgrimem geralmente nada, limitam-se a debitar imagens de parvoíces que nunca deveriam ter acontecido e nada têm a ver com touradas, mas apenas com crimes de delito comum.
    Têm muita pena dos touros, coitadinhos, são amigos dos animais até mais não, borrifando-se para o modo como a pitarada é abatida nos aviários, ou os vovinos, ovinos e caprinos nos centros de abate, vão em excursões alegres assistir à matança do porco, atiram a qualquer coisa que esvoaça quando dizem ir à caça, importam cães e gatos de climas diferentes submetendo-os a torturas diárias, albergam canários, pintassilgos, periquitos, papagaios, araras, esquilos, chinchilas, iguanas e outros em gaiolas onde passam uma parte da vida e acabam por morrer, mantêm peixes em aquários sobrepovoados, cágados e tartarugas que alimentam erradamente e alguns até animais selvagens metem em jaulas para exibição.
    Muitos adoram as peliças naturais e julgam que embebedar um perú para o enfardar, pendurar pelo pescoço um faisão numa corda de piano, atirar com uma lagosta ou lavagante para dentro de uma panela de água fervente é uma coisa salutar pois destina-se a satisfazer-lhes os apetites.
    Felizmente ainda não se descobriu que as maçâs sentem ao ser arrancadas das árvores ou que as uvas sofrem terrívelmente com o seu esmagamento, pois corríamos o risco de ver essa malta toda, que pelo seu amor aos animais deve ser vegetariana, deixar finalmente de comer e assim permitir que o resto da malta se divertisse a matarem-se uns aos outros em nome de uma religião qualquer, uma linha de fronteira, um princípio político ou apenas para dar lucros às empresas vendedoras de material de guerra.

  41. tenho de dizer aqui uma coisa para não ficar engasgada: o amor pelos (outros) animais nada tem que ver com o que aqui se está a tratar. é, isso sim, de uma hipocrisia tremenda exaltar o terror ao sofrimento e morte como exibicionismo colectivo quando, por vaidade – que mais não é do que exibicionismo particular público -, e já não falando no sangue do arroz de frango nem dos rojões para não me repetir, quem o faz estará precisamente a usar uns sapatos ou um cinto ou um casaco de pele, pois duvido que os use em plástico. quantos guinchos de dor um touro teve de dar e litros de sangue jorrar para o espelho, e ego, inchar. ora não pensar na verdade cruel implicita, e em privado, e exaltá-la quando explicita e colectiva é, sim, coisa de gente hipócrita – eu prefiro sempre o cru e o nu que é para não ser, de todo, encornada. :-)

  42. Teófilo M.
    Portanto, “os que não gostam” limitam-se a debitar parvoíces e fazem muito mal a todos os outros animais. Em contrapartida, os que gostam não se deixam levar pelas emoções e só dizem coisas acertadas e não são nada fanáticos. Tu, claro, és uma excepção.

    E podem esganar-se todos a dizer que as manifestações de crueldade desnecessária e as manifestações de regozijo perante a mesma são sempre excepções. Mas há quem não goste dessas “excepções” que permanentemente ocorrem e não tem de ser chamado de parvo ou hipócrita por isso. Deste ponto de vista, Olinda, lamento informar que já foste encornada mas não deste por nada. Não lembrava ao careca ir assistir aos electrochoques nas vacas e cobrar bilhetes para isso e fazer disso “a festa brava” ou a “corrida” ou o raio que os parta.

  43. se o dizes com sinceridade, não lamentes – o que não quer dizer que estejas a dizer a verdade. é que fazeres manifestações públicas contra aquilo que, em privado, não cumpres ´não tem outro nome senão hipocrisia e falso moralismo. digo-te, mais uma vez porque vestiste a carapuça de pele, que é a ti que a verdade encorna.

    (tens mesmo pinta de quem não dispensa uma boa mala em pele, de marca caríssima, a condizer com os sapatos e que é agarrada à mesma que, com os nervos, desatinas e até a mandas pelo ar seguida, claro está, de muito arrependimento por poderes tê-la estragado. típico: tal e qual uma tourada.) :-)

  44. olinda, tu que respondes por bécula, tens mesm pinta de quem não acerta com pinta nenhuma…Diria mesmo que o teu estado de nervos te faz delirar. Dizem que uma boa farpada faz aliviar o stress do animal…

  45. respondo sim – desconfio sempre de quem me chama, por estas vias, amor. sem nervos, eu, como poderia se converso com alguém que, na falta de melhor argumento, remete-se às farpas? :-) confirma-se: quem quer ser vaca veste-lhe a pele. terás é de ir pastar para outro quintal porque no meu só pastam vacas genuínas.:-)

  46. Então vê lá se consegues que “eu vá pastar para outro lado qualquer”

    (e, já, agora, só porque mudaste de nome, não deixa de se verificar que o estilo baboseira, também muito previsível, continua igualzinho …e vazio. O ego é que continua enorme, tadito)

  47. :-)

    não preciso conseguir, basta eu querer. vê lá tu que a barbárie dos touros já se te foi e já só vês uma toura. de facto, não é de hoje que encornas comigo – já vem de longe. mas fico contente que rotules o meu estilo e o apregoes aqui: forte indício de desvio colossal de inteligibilidade. não venho cá para mostrar o que quer que seja, descansa. tampouco constituis um desafio para mim, és muito fraca. e não é que condene os deficientes – mas sei ver bem quando não estão aptos a andar, por seu pé, sem muletas. muito obrigada pelo rótulo. :-)

  48. toura sou eu, com muito prazer, mas quem veio encornar foste tu, desviando o assunto para o ataque pessoal,por causa do tal problema:
    “tenho de dizer aqui uma coisa para não ficar engasgada: o amor pelos (outros) animais nada tem que ver com o que aqui se está a tratar. é, isso sim, de uma hipocrisia tremenda exaltar o terror ao sofrimento e morte como exibicionismo colectivo quando, por vaidade – que mais não é do que exibicionismo particular público -, e já não falando no sangue do arroz de frango nem dos rojões para não me repetir, quem o faz estará precisamente a usar uns sapatos ou um cinto ou um casaco de pele, pois duvido que os use em plástico. quantos guinchos de dor um touro teve de dar e litros de sangue jorrar para o espelho, e ego, inchar. ora não pensar na verdade cruel implicita, e em privado, e exaltá-la quando explicita e colectiva é, sim, coisa de gente hipócrita – eu prefiro sempre o cru e o nu que é para não ser, de todo, encornada. :-)”
    Ora um touro que se preze tem de ripostar, verdad? Nem que vá de muletas contra o reles agressor :)

  49. não vejo, no que disse, onde te agredi: não é insulto, a não ser para quem sabe que o é, falar em hipocrisia. a hipocrisia existe e é bem verdadeira como já tão bem a descreveste – tanto mais que assumiste que falei para ti. mas, como já disse, descansa e não me vejas como uma ameaça nem agressora. eu gosto do cimo dos montes e das colinas, não gosto de cadeirões de falso trono. :-)

  50. Caro edie,
    ler com atenção e não com o coração é remédio para os mais apressados, acho bem que tomes algum.
    Se releres aquilo que escreveste, para além de banalidades e generalidades que não têm ponta por onde se lhe pegue, como por exemplo “a Catalunha tem um nível cultural e de sensibilidade artística muito superior ao resto da Espanha” ou a partir de um vídeo de origem estranhíssima teorizar sobre as touradas, compreenderás que estarás a perder a essência da questão para apenas te focares no particular, na luta contra as touradas a que pelos vistos não assistes.
    Quer se queira, quer não se queira, os touros de morte e as touradas são marcas espanholas indissociáveis e que nem de perto são comparáveis às nacionais, nem às que se fazem nas Américas.
    Acabar com elas é amputar uma maneira de estar no mundo e de ver a vida.
    Tu poderás estar certo, mas o texto que o Valupi colocou é apenas um dos muitos belos textos que o toureio fomentou. A literatura gerou muitos mais, recordo alguns como a “Ultima corrida de touros em Salvaterra” de Rebelo da Silva, “A Fiesta” do Hemingway, “Canto a Ignacio Sánchez Mejías” de Lorca, “La música callada del toreo” de José Bergamín, “Llegada a Puerto Picasso” de Neruda; a pintura deixaou-nos os quadros de Picasso, Goya, Domingo e tantos outros.
    Nunca nenhum animal foi tratado como símbolo de Espanha como o touro.
    Não gostando dos touros de morte, não os vou ver, mas daí a proibir alguém de o fazer vai um passo maior do que a minha perna suporta.
    Já fui fumador e por ter deixado de o ser nunca me passou pela cabeça proibir os fumadores de exercer o seu vício, do mesmo modo que a lei não proíbe as bebidas alcoólicas, mesmo sendo estas uma das principais causas das mortes na estrada.
    Reafirmo o que já disse atrás, num mundo que se debate com problemas como a guerra, a fome e as assimetrias regionais, andar a brincar aos defensores dos animais é coisa que não me passa pela cabeça.

  51. Caro Teófilo M.
    Em primeiro lugar, edie é nome de mulher e não de homem, facto que, pelos vistos, não é óbvio para quem lê devagar.

    A origem do vídeo não é estranha, estranha é a realidade que retrata.

    Quanto ao facto de não ter assistido a touradas, parece teres ido demasiado rápido, para quem critica a rapidez dos outros. Vi, sim. Aliás, se queres saber, na minha família há toureiros profissionais há três gerações (eu sei, há sempre uma ovelha ranhosa em cada família, aqui estou eu com o meu kleenex, junto ao nariz). E sei que a crueldade não é só aquela que se mostra na arena, ela começa antes, com vários métodos para diminuir a capacidade do touro face ao herói humano.Muito nobre.
    E, sim, acho que algumas devem desaparecer quando a sociedade assim o sente,que foi o que aconteceu em Barcelona, que também conheço muito bem, e sei que a ESPANHA é uma abstracção impositiva sobre muitas culturas que não têm nada a ver com a tourada. Os espectáculos de tourada em Barcelona eram assistidos por turistas japoneses que saiam chocadíssimos. Quanto às poesias e sublimações, nada contra.

  52. 2º P.S. “Reafirmo o que já disse atrás, num mundo que se debate com problemas como a guerra, a fome e as assimetrias regionais, andar a brincar aos defensores dos animais é coisa que não me passa pela cabeça.”

    Como era o assunto do post, decidi não derivar…
    Mas se insinuas que quem está contra este tipo de comportamento a que se chama espectáculo, está a descurar a guerra, a fome e as assimetrias regionais, digo-te eu que estás a precisar de tomar o remédio que me receitaste.

  53. A tendência para o exagero é fodida.

    Sinceramente, o toureio é parte da cultura espanhola, mas cada vez menos. É um espectáculo, uma arte, em que um animal é torturado e que vem de outros tempos em que as relações do homem com a natureza eram diferentes – ninguém imagina que nos nossos dias surgisse o toureio.

    É um anacronismo. Em sítios em que tem uma forte implantação popular, não me choca que seja continuado. Já na Catalunha, faz todo o sentido que seja proibido. Alguns avanços civilazionais são por força legislativa.

    Além do mais, a tourada em espanha é também símbolo de uma espanha de valores ultra conservadores, ultra-católicos e que favorece uma vincada estratificação social. O que sempre contrastou com a Republicana Catalunha.

    Olé

  54. Caríssima edie,
    Eu, que entrei neste debate somente pela qualidade literária excepcional da crónica do VCR e pelo enquadramento que o Val lhe fez, percebo que isto de “touradas” pia mais fino.
    Com este meu, já vamos em 72 comentários. Mais o pedacito e chegamos aos 666, que é o número da “besta”.
    Mas, creio, para onde o debate, que é sempre de saudar e festejar, descambou estamos a precisar dum “apport” mais substantivo.
    Deixo aqui um texto de um dos filósofos portugueses mais criativos, ainda que padre católico, missionário e teólogo de nomeada, a professar na Universidade de Coimbra , cronista no DN, Anselmo Borges.
    Uma das últimas que escreveu, dedicou-a, exactamente, “aos direitos dos animais”. Ele fez a abordagem de um modo culto, informado e substantivo, não se dispensando de “tomar partido”.
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2001103&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o – Em Foco&page=-1
    Estas coisas nem sempre foram assim.
    No Templo de Salomão, os judeus praticavam o holocausto. Todos os dias milhares de animais eram mortos e postos a sangrar… a quantidade era tal que os “tanques” para a recolha do dito tinham uma dimensão assim como as termas de Caracala.
    Ainda hoje os preceitos judaicos, ditos Kocher (creio que é assim que se escreve…) para além daqueles e em que participa o Rabino, obrigam à degola dos animais de consumo…obrigam à sangria plena.
    As práticas culinárias do extremo-oriente, de consumo de animais “vivos” provoca-nos, a nós ocidentais, alguma perturbação…
    Sobre esta matéria da “dor e do sofrimento” dos animais, tem-se aberto, hoje, novas correntes de pensamento, em contradição com a abordagem Kantiana e que nos obrigam a reflectir, a discutir, a considerar a opinião do outro…Eu, é o que faço.
    Mas, os animais, em particular o TOURO (é de touradas que aqui se trata…) não tem “consciência” da “indignidade”, menos ainda da “humilhação” que, aparentemente, alguns defensores dos “direitos dos animais” sustentam que eles são sujeitos nas touradas.
    Mas, como digo, é discussão em aberto…
    Aceito que a centralidade que atribuimos ao HOMEM no Cosmos (como animal, racional e social) ainda se conserva (à falta de melhor modelo…), mas está a ser submetida a fortes pressões antropológicas, etológicas e, sobretudo, filosóficas. E a partir do próprio HOMEM, ser com pouco juizo, como se sabe.
    Eu estou disponível para me deixar interpelar.
    Mas, ainda assim, já avançámos bastante.
    O Cristianismo alterou muito, e bem, essa questão, eminentemente cultural e civilizacional.
    No império romano, como sabe, os escravos não eram pessoas, eram equiparados a coisas…
    E já falei demasiado.

  55. O que para aqui vai! Quando eu vi este post já antecipava este «conflito de interpretações» entre o Valupetas e os seus fans. Mas a verdade é que superou o que eu estava à espera! Como é costume dizer-se: «zangam-se as comadres e descobrem-se as verdades». E neste caso as «verdades» são as raivas escondidas, e prestes a explodir, entre as comadres.
    Mas o que dizer àcerca do post? Deve dizer-se que este Valupetas não deixa de «surpreender» (os mais inocentes)! Ainda no outro dia o tipo andava por aqui a defender a doutrina do meio termo aristotélica dizendo que esta era a doutrina ética que evita os «excessos» e que se opõe aos «radicalismos» dos «imbecis» e «ranhosos», e agora aparece-nos como um radical das touradas (perdão, um «amante» das touradas) para quem a «fiesta» taurina é uma expressão da «civilização» e da «tradição». Assim, ainda que o meio-termo aristotélico já não tenha qualquer efeito no que diz respeito às paixões ranhosas do Valupetas (ranhosas, pois grande parte dos aficionados da tourada pertencem ao meio ranhoso onde dominam e proliferam monárquicos, latifundiários e conservadores), há um ponto de contacto entre os «argumentos» do Valupetas e do Aristóteles: é que se para este a escravatura era legítima porque era natural, para o Valupetas a tourada é legítima porque é tradicional. À primeira vista o que é tradicional (cultural) opor-se-ia ao que é natural, mas a verdade é que o que é habitual é ver os tradicionalistas ranhosos recorrerem à «naturalidade» para defenderem e elogiarem as suas causas e ideias. Porque o que é natural, como o que é tradicional, seria aquilo que é eterno, ou quase, e que só os inimigos da «ordem natural» das coisas pretenderiam destruir.
    Depois, o Valupetas afirma que a tourada é a celebração da «coragem», o que nos lembra os fanáticos e tradicionalistas das praxes académicas para quem estas também são uma celebração da «amizade» e do «companheirismo», contra quem os acusa de só pretenderem a humilhação dos caloiros. De qualquer forma é também sabido que os betinhos como o Valupetas são mais dados às celebrações da «coragem» (ou de qualquer outra coisa), do que à manifestação, propriamente dita, desta. Tal como os praxistas que celebraram a «amizade» com os caloiros, mas desconhecem o nome dos seus novos amigos.
    Enfim, a posição do Valupetas não é, mais uma vez, nada surpreendente: como eu já disse, o tipo é um daqueles betinhos com horror a tudo o que seja posição «esquerdista», e que foi criado e formatado dentro da visão tradicionalista e jesuita da realidade. Já o vimos defender a Igreja, já o vimos condenar a IVG, e agora vemos o tipo defender a cultura tradicional «portuguesa» (ou ribatejana). Porque «Deus, Pátria e Família» serão sempre os valores «naturais» e supremos para quem cresceu e viveu toda a sua vida em ambiente católico. Um ranhoso será sempre um ranhoso, ainda que trate os outros (os seus fans) como imbecis, fazendo-se passar por socretino, ou por defensor da «esquerda» moderna…

  56. Edie faço minhas estas palavras que resumen tudo o que se pode dizer , são perfeitas, não posso engadir nada mais. De tudos os comentarios es a única que ficas na realidade e conheces de que vai tudo isto, o resto com tudo respeito ficam na respeitavel literatura dos anos cinquenta. Dizer que não se compreende a Espanha sim as toradas, semelham serem palavras dum dinamarquês, ou finlandês, ou dum português que não vê muito além da Serra da Estrela. Espanha é um estado plurinacional, assim tal como sona.

    edie Dixit:
    algumas devem desaparecer quando a sociedade assim o sente,que foi o que aconteceu em Barcelona, que também conheço muito bem, e sei que a ESPANHA é uma abstracção impositiva sobre muitas culturas que não têm nada a ver com a tourada.

  57. José Albergaria, se isso é falar demais, venha mais. Muito acertada a reflexão de Selmo Borges. O modo como teimamos em vermo-nos com donos do universo e de todos os seres vivos que habitam está num plano, a necessidade de reafirmarmos essa superioridade através de rituais de outras épocas em que a razão mais não conseguia, está um plano ainda mais decrépito e decadente do que poderia ser o homem de hoje.

    É claro que não vamos obrigar os chineses a deixar de cozinhar as patas de pato vivos na chapa. Mas porque havemos de condenar que uma determinada sociedade tenha, colectivamente, criado repulsa à prática da tourada? Evoluiu, mudou, deixemo-nos de reaccionarismos e respeitemos essa nova tomada de consciência.

  58. A vaca na Índia é sagrada, em Portugal é um petisco. Em Portugal o cão/gato são animais de companhia, na china são um petisco. Os muçulmanos nem podem ouvir falar em porco, os portugueses até para as tripas arranjaram um prato típico. o facto de veres o teu boby ou tareco a alourar num forno até ficar com uma pele estaladiça até te pode causar alguma repulsa, mas mesmo que cause, deves aceitar, é uma questão de cultura, lá longe. Certo ?
    Ou talvez seja uma questão de confundir o bem com o bom e o mal com o mau, ou simplesmente não fazer a mínima ideia da diferença entre o bem e o mal.

  59. Cara edie,
    ser edie nome de mulher é tão hipotético como Costa ser nome de homem. Estou eu a lembrar-me do Constantinowsky que apenas tinha na grafia do nome um duplo d.
    Mas vamos ao que interessa.
    Desconhecia, até hoje, que os japoneses para irem às touradas íam a Barcelona, pois podiam ir a outro lado que lhes ficava mais barato e mais próximo. Pelos vistos, em Barcelona, as bichas que se fizeram para comprar bilhetes para a última corrida de touros estava cheia de japoneses. Barceloneses… nem um.
    Gostei do recorte de teres toureiros na família há várias gerações, pois raros são aqueles que se podem gabar do facto, eu, não tenho. Nem toureiros, nem bandarilheiros, nem inteligentes, nem sequer touros.
    Cá na família há quem goste e quem não goste, por isso temos, felizmente, várias televisões. Quem gosta de touradas vê e bate palmas, quem não gosta vai ver outras coisas e pode bater palmas também.
    Infelizmente, não conheço tão bem Barcelona como tu, por isso não sei se a sociedade lá do sítio gostava ou não de touradas, apenas sei que alguém decidiu e está decidido, pode ser que qualquer dia decidam andar todos de azul, pois quem chegar lá vai sentir-se no céu.
    O Miró a esta hora deve estar em paz, pois o surrealismo chegou ao quotidiano.
    Já agora, e como a Espanha é uma abstracção impositiva a outras culturas, o melhor é iniciares um movimento para o seu fim, pois esses patifes dos espanhóis com as suas touradas, as castanholas e as pandeiretas, estão a sacrificar os povos com o seu danado folclore.
    Abaixo o sapateado, acabem com as largadas, terminem-se os pasodobles, prendam o rei e acabem com a monarquia, e como estamos em tempo de proibições, proiba-se o gaspacho e a paella, pois assim as lulas, camarões, mexilhões, ameijoas e carne de origem diversa podreá ingressar em lares de terceira idade e repousar em paz.

  60. VM,

    qual foi a parte de “respeitemos a nova tomada de consciência” que não percebeste?
    E qual foi a parte de tortura como espectáculo que não percebeste?

  61. Teófilo M,

    desculpa mas , face ao delírio, vou citar o Valupi: larga o vinho.

    Edie como nome de mulher não é hipotético, basta consultares uma lista dos nomes ingleses…isto depois de largares o vinho, claro

  62. agora sim, a consumação: teres a do Val na boca. a expressão, claro. fica-te mesmo bem isso de lembrares que as uvas também são pisadas pelos pés imundos dos Homens, tamanha é a violência: acabe-se com a produção do vinho que só serve para dar prazer e delírio. e nem vale a pena chamar-te macaca de imitação – serei, certamente, acusada de torturar os macacos para dar espectáculo no blogue. já agora, acabem também os jardins zoológicos. e os circos. :-)

  63. edie,se resolves enveredar por essa via vais mal, pois deixas de ter com quem emburrar, já me chegaram os longos anos a tratar pacientes com mais juízo em locais que se destinavam a tratar deficiências mentais.
    A esses, coitados, podia aturar as má criações, a ti não.

  64. oh teofilo! se bem te percebi, não gostas de tourada mas defendes a sua existência pelos motivos que explicaste, agora podias contar-nos as razões porque não gostas.

  65. Os fundamentalistas do gosto estão em toda a parte e cada vez com mais taras e manias.

    Tanta coisa que se pode comparar com as touradas. Por exemplo, os casinos, são muito mais prejudiciais à raça humana, pois todos os dias há quem perca por lá o ordenado, “massacrando a mulher e os filhos, e ninguém fala disso.

    Qualquer dia fazemos tudo às escondidas, na clandestinidade.

    O mais certo é um dia destes fazerem com que os “doces” deixem de ser doces, por causa do açucar. O sal no pão já era…

  66. Olha o anonimo a meter a penca em conversa de gente crescida! “Oh teofilo”, diz ele. “Oh”?! com que modos de alegre e admirado o rapaz está a querer saber de razões.

    Arquive-se essa curiosidade em três (3) cópias, por favor. Dossier: Bufas e Metanos.

    “oh teofilo! se bem te percebi, não gostas de tourada mas defendes a sua existência pelos motivos que explicaste, agora podias contar-nos as razões porque não gostas.

    oh teofilo! se bem te percebi, não gostas de tourada mas defendes a sua existência pelos motivos que explicaste, agora podias contar-nos as razões porque não gostas.

    oh teofilo! se bem te percebi, não gostas de tourada mas defendes a sua existência pelos motivos que explicaste, agora podias contar-nos as razões porque não gostas.”.

  67. Caro anonimo,
    não gosto de touros de morte, o que não quer dizer que não goste de touradas, antes pelo contrário.
    A razão porque não gosto dos touros de morte é simples, nem sempre os toureiros tem categoria e sabedoria suficiente para matar o touro no primeiro estoque, andando por vezes em tentativas que só degradam o espetáculo.
    Simples.

  68. ó Teófilo, então estás aí? Não gostaste do meu conselho? Tá bem, eu reformulo: larga lá as castanholas e as pandeiretas, o folclore e o sapateado, o rei, a monarquia, o gaspacho, as lulas (??), os camarões (???), a paella e a carne, que isso é desconversa de quem perdeu o tino e o argumento e está a “confundir o Manel Germano com o Género Humano” e Castela com Catalunha.. Mas que raio, tu que até respeitas o touro, porque não hás-de respeitar a cultura lá dos barceloneses?

    E já te passou a outra soberba ignorante de “ser edie nome de mulher é tão hipotético como Costa ser nome de homem”? Espero que o dicionário tenha ajudado.

  69. OK Edith, you made your point.

    Só o que não comprrendo é a diva paneleiríssima do anohnimoh ainda não ter respondido a agradecer ao Teófilo pela resposta esclarecedora. Mas claro que dessa bestinha malcriada já era de esperar isso. Bom, o Teófilo também não respondeu à Edie, o que é mau para o Valupi que já aos meses não tem um century para apresentar ao Paulo Querido das estatísticas.

  70. Ola,

    Não li tudo nem tenho opinião definitiva sobre o assunto. Mas ha uma coisa que não posso deixar passar. Diz o Valupi que quem gosta do sofrimento pelo sofrimento é psicopata.

    Ora bem. Eu gosto do sofrimento pelo sofrimento.

    Do meu sofrimento, convém precisar. O do touro, nunca experimentei…

    Boas

  71. O Valupi é contra as touradas? Valupi, volta que estás perdoado!… Se isto é mesmo assim, estou disposto a começar a nossa relação do zero (sim, é onde ela se encontra, mas pf n desvalorizes o meu sacrifício numa altura em que estão a ser pedidos sacrifícios a todos os portugueses!).

    Eu sou absolutamente contra as touradas, e nunca perdi uma discussão sobre o assunto. Devoro mentecaptos como respiro ar.

  72. Caro NAS,

    Espero não ter estado na origem do equivoco mas, embora não tenha lido tudo, o que li chega para adiantar que o Valupi é contra as pessoas que são contra as touradas…

    Boas

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